Capítulo 05

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      Acordo sentindo um cheiro maravilhoso de ovos com bacon, bocejo me espreguiçando e sento na cama

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      Acordo sentindo um cheiro maravilhoso de ovos com bacon, bocejo me espreguiçando e sento na cama. Ontem eu acabei dormindo durante a série, comemos a pipoca e depois o pavê, logo que deitamos no sofá Jhonn começou a fazer cafuné no meu cabelo e eu acabei dormindo. Escuto meu celular tocar, pego e o atendo.

Oi?

— Oi, Anna. Te acordei? — logo reconheci a voz de Austin. Um amigo do Jhonn que acabou virando meu amigo também.

Não, já estava acordada — bocejo.

Que bom, nossa, aquele dia do acidente você estava tão linda — franzir o cenho. Eu e Austin já havíamos saído algumas vezes, mas apenas como amigos, nunca rolou nada demais entre a gente, mesmo ele jogando diversas cantadas baratas em cima de mim. — Queria te chamar para sair, sei lá. Da uma volta, quem sabe — suspiro.

Tudo bem.

— Que ótimo! Posso te pegar as 20h?

— Pode ser — levanto meus olhos para o serumaninho encostado no vão da porta. Me despeço do Austin e desligo.

— Bom dia meu amor — me levanto da cama sorrindo e vou até ele, lhe dou o abraço rápido e vou até o banheiro para escovar os dentes.

— Quem era? — pego a escova e coloco creme dental.

— Austin — escuto ele bufar.

— O que já falamos sobre ele, Anna? — reviro os olhos.

— Relaxa, só vamos da um volta, nada demais — digo com a boca cheia de espuma. Lavo a boca e enxugo-a na toalha.

— Eu te falei que ele não vale nada, além de ser um baita mulherengo — reviro os olhos, faço um coque no meu cabelo estilo abacaxi e passo por ele indo em direção a cozinha. — Ele vai te machucar, qual a dificuldade de ficar longe dele? — o cheiro maravilhoso do café da manhã preenchia todos os cantos da cozinha, respiro fundo aquele aroma maravilhoso. Jhonn escora-se no balcão e cruza os braços, típico dele quando está preparando um sermão.

— Relaxa, tá tudo sobre controle — abro a geladeira e pego um galão de leite colocando sobre a pia, Jhonn no automático já abre a gaveta e me entrega uma colher. — Tem leite quente ali — apontou para uma das canecas em cima da mesa. Concordo e vou até ela, Jhonn pega o galão de leite e guarda na geladeira.

— Você disse isso da última vez que me apresentou aquele panaca do sexto ano e eu..... Não, a outra caneca — pego a outra caneca com leite e a coloco sobre a pia, Jhonn abre o armário e pega o Toddy para mim. — Acabou o Nesquik? — faço biquinho.

— Sim.

— Enfim.... E você viu no que acabou, né? Você me disse que estava tudo sobre controle e o babaca te fez de gato e sapato — reviro os olhos misturando o leite que começou a ficar marronzinho, pego a caneca e sento na ilha da cozinha.

— Naquele dia as coisas saíram um pouco do controle..... Mas nada muito preocupante — tomo um gole do achocolatado quentinho que esquentou meu corpo naquela manhã fria de outubro.

— Ah, não? Eu tive que convencer a senhora Margareth a não chamar o conselho tutelar para você! O que você tinha na cabeça ao ajudar aquele bastardo a trancarem os portões para que ninguém saia do recreio? E tudo isso por causa de uma coxinha! — sorrio lembrando da cara vermelha do inspetor tentando abrir o portão durante meia hora.

Aquele dia foi louco.

Você não pode me julgar seu inseto! Você jogou cola super bonde na cadeira do professor! E não ganhou nem uma coxinha por isso! — me defendo. Pelo menos eu havia feito por uma boa causa. Ele balança a cabeça tentando espantar os pensamentos.

— Isso não vem ao caso, estamos falando de você e do Austin.

— Ata, aham — pego umas das torradas que ele fez e como. Jhonn havia feito ovos com bacon para ele, já que de manhãzinha eu prefiro tomar um achocolatado bem quentinho acompanhado de uns pãezinhos. Já o Jhonn prefere se entupir de ovos com bacon e um copão de café.

— Bom.... Eu tenho que ir, okay? — faço biquinho. — Nem começa com essa cara, sabe que tenho que trabalhar — mordo um pedaço da minha torrada. — Vai sair com esse cara mesmo? — faço cara de paisagem. — Certo, vou indo — ele da a volta na mesa e sai da cozinha, largo meu copo de Toddy e vou atrás dele.

— Jhonn, não fica bravo! Eu preciso sair, ver gente.....

— É só falar comigo que a gente sai — cruzo os braços abaixo do peito, observando ele colocar um cinto na sua calça social preta, ele trajava um look completamente na cor preta, usando uma costumeira camisa social, que deixava ele ainda mais elegante, dando um toque sofisticado.

— Eu quero conhecer pessoas novas.... — ele levanta a cabeça e me encara, logo sua sobrancelha negra está erguida em minha direção. — Jhonn, não é isso que quis dizer, eu te adoro.....

— Certo — sinto meu coração apertado ao vê-lo desviar o olhar, ele ajusta as mangas da sua camisa social até os cotovelos e ergue os olhos em minha direção. — Relaxa, eu entendo — pelo seu tom de voz eu percebi que ele havia ficado chateado comigo.

— Jhonn.....

— Tenho que ir, a gente se vê — abaixo a cabeça desanimada, não queria que ele fosse embora, não agora. Sinto a ponto de seus dedos encostarem no meu queixo erguendo minha cabeça para poder olhá-lo nos olhos, admiro a coloração âmbar que seu olhar havia tomado por causa da iluminação do sol que passava pela janela da sala, devido ao horário cedo das sete. Sinto seu hálito quente bater contra meu nariz e o cheiro de café invadir minhas narinas, eu nunca desejei tanto um pouco de café como naquela hora.

    Seu olhar transmitia uma misto de sentimentos que eu não conseguia compreender. Sinto seus lábios aproximarem dos meus, me deixando em êxtase por alguns segundos, fazendo um fogo estranho subir pelo meu corpo, por alguns minutos eu não sabia aonde eu estava e nem o que estava fazendo, eu só queria sentir aquele contato,  sentir seus lábios carnudos nos meus, automaticamente fecho os olhos esperando uma coisa, que até no momento eu não sabia o que, e nem o porquê. Um beijo suave é depositado na minha testa, abro os olhos controlando minha respiração que nem percebi está ofegante.

     Afasto-me dando dois passos para trás, completamente atônita, respiro fundo controlando minha respiração. O que ele estava fazendo?

— Bom..... Até mais — apenas aceno com a cabeça, sem coragem alguma de olhar em seus olhos, eu estava absolutamente envergonhada com as coisas estranhas que eu havia pensado. Escuto seus passos irem se afastando até a porta, que logo foi aberta e fechada, volto meu olhar para a porta em que ele havia acabado de sair.

   Encaro-a por alguns segundos, tendo a total certeza naquele momento que eu precisava urgentemente conhecer pessoas novas e fazer novas amizades, eu precisava sair um pouco e me divertir, com certeza era por isso que eu estava daquela maneira, não tinha como haver outro.

   Encaro-a por alguns segundos, tendo a total certeza naquele momento que eu precisava urgentemente conhecer pessoas novas e fazer novas amizades, eu precisava sair um pouco e me divertir, com certeza era por isso que eu estava daquela maneira, n...

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