Capítulo 04.

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      Passo o rolo de pintura pela cor branca da sala fazendo os primeiro vestígios de azul surgirem

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      Passo o rolo de pintura pela cor branca da sala fazendo os primeiro vestígios de azul surgirem. Já havíamos tido um trabalhão em organizar a sala e pintar todas as paredes de branco, para finalmente vir com a tinta azul.

— Já pensou no nome do nosso cachorrinho? — escuto ele perguntar. Eu estava pintando a parede perto da janela, enquanto Jhonn pintava a do outro lado perto da porta.

— Ah, do nosso filho? — brinco.

Quer ter filhos comigo, senhorita Carter? — passo o rodo na bacia com tinta o encharcando e logo volto para a parede, fazendo a tinta escorrer pela mesma, dando diversos riscos azuis por cima da cor branca.

— Já temos, não vamos adotar um? — digo com a voz mais doce que consigo.

Não acha melhor fabricarmos? — logo meu cérebro começa a pensar  em uma fábrica de cachorrinho, balanço a cabeça espantando os pensamentos. Volto a pintar ignorando sua risada baixa, logo ele vem até mim para molhar o rodo na bacia de tinta. — Quem cala consente — sussurrou perto do meu ouvido, me viro para ele com um sorriso sarcástico no rosto.

— A vida é feita de escolhas e eu escolhi te ignorar — volto a pintar escutando sua risada gostosa ecoar na sala, não aguento e sorrio junto.
— Se não te conhecesse bem, diria que suas intenções pervertidas são verdadeiras — repito a mesma frase que ele disse para mim mais cedo.

E por me conhecer bem, você pode comprovar que são — me viro de uma vez para ele, pasma.

— Credo! Que horror! — escuto sua gargalhada alto ecoar pela local, pego uma folha de papel, molho na tinta e jogo em sua direção, acertando em cheio seus cabelos negros que ficaram com uns fiozinho levantados e levemente azuis.

— Vai ter volta, Carter — dou de ombros. — Eu pensei em Zeus.

— Zeus? Não — passo o rodo de tinta na parede já quase terminando essa, faltava só a da frente e a da janela. Coloco o rodo em cima da lona preta e apoio meu braço no cabo, tentando pensar em um nome legal.

— Que tal Floquinho?

— Floquinho? Floquinho!? Ele é preto, Anna! — reviro os olhos.

— E o que tem? Eu já tive uma Pincher que era pretinha e o nome dela era pipoca! — dou de ombros. Foi um nome péssimo, mas amado por todos, isso que importa. Volto a pintar, já finalizando a parede.

— Não vai colocar esse nome no nosso filho  — reviro os olhos. — Que tal Frajola?

— Frajola é um gato.

— E o que tem?

— Não, fala outro — para um pouco de pintar porque os meus braços já estavam doendo, sento na lona preta que estava sobre o chão e fico olhando Jhonn terminar de pintar a parede. — O que acha de Totó?

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