Capítulo 03.

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     Com a roupa manchada de tinta pinto os últimos traços, a tinta preta juntamente com a branca dão os retoques finais, ajustando-se a cor

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     Com a roupa manchada de tinta pinto os últimos traços, a tinta preta juntamente com a branca dão os retoques finais, ajustando-se a cor. Era uma rosa negra, uma beleza invejável com pétalas que almejam graça e delicadeza, mas eu deixei claro e bem a vista seus espinhos, verdes e afiados, espinhos próprios de uma autêntica rosa. Toda bela flor tem seus espinhos, como as mulheres também tem os delas.

    Suspiro, levanto-me do banquinho em que estive sentada desde do horário de almoço. Estalo a coluna e alongo o corpo, olho as horas no meu relógio de pulso, arregalo os olhos.

Aí, merda! Estava super atrasada.

   Jhonn iria vim me ajudar a limpar a salinha de pintura, na verdade, ele estava vindo para passar um tempinho a mais comigo. Devido ao seu trabalho pesado ele mal estava tendo tempo de vim me ver, e isso era triste, faz mais de um mês que não dormimos juntos. Fico com o macacão de pintura mesmo, pois eu estava pensando em dar uns retoques de azul na sala, ou talvez um verde clarinho, ainda não decidi, vou esperar o Jhonn chegar, não consigo decidir nada sem a opinião dele.

     Logo a lombriga desenfreada do meu estômago deu sinal de vida, saio da salinha de pintura e vou até a cozinha, pego meu avental de Masterchef e coloco, se tem uma coisa que eu amo fazer é cozinhar, sei fazer cada sobremesa maravilhosa, deve ser por isso que estou com uns quilinhos a mais, faz parte. Decido começar pela sobremesa, um pavê de limão, Jhonn adora e tem tempo que não faço.

    Escuto a porta principal ser aberta, saio de avental indo até a sala, segurando uma colher de madeira que eu usava para mexer o molho.

— Que cheirinho bom, tá cozinhando? — observo o garoto de cabelos negros tirar o sapato e se jogar, literalmente, no meu sofá.

— Não, tô lavando roupa — sorrio irônica. Se tem uma coisa que não tenho paciência é para pergunta idiota.

— Hahaha engraçadinha — volto para cozinha sorrindo e ele logo vem atrás, fico em frente ao fogão e volto a mexer o molho béchamel. Sinto mãos grandes agarrarem minha cintura me abraçando por trás, logo o perfume amadeirado invade minhas narinas, me assusto quando um beijo molhado é depositado em meu pescoço, fazendo um arrepio estranho subir pelo meu corpo.

   Me viro para Jhonn que me encarava de forma intensa, junto as sobrancelhas confusa. Suas mãos param em minha cintura, encaro seu rosto vendo os fios negros caírem sobre seus olhos com a pupila levemente... dilatada? Abro um sorriso sem graça e pego suas mãos da minha cintura as retirando.

— Jhonn eu.....

— Trouxe pudim! — logo um sorriso aparece em meus lábios, balanço a cabeça. Não mude o foco, Anna!

— Jhonn você sabe o que eu já te disse de beijos no pescoço — seus olhos castanhos se reviram,  ele logo se afasta rindo, sentando-se nos banquinhos giratórios da ilha da cozinha. Aponto a colher de madeira em sua direção. — Já conversarmos sobre isso.

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