Capítulo 11 - Apenas um

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A tarde seguia-se normalmente, Elizabeth tinha visto toda sua propriedade junto de sua governanta. Tarefa à qual durara algumas horas até chegar ao fim.

- Sra. Reynolds, sabe, nunca tive uma governanta e agora me deparo com essa grande casa sob os meus cuidados, não sei como irei fazer isso – disse Lizzy, pensativa.

- Estou aqui para isso, senhora! Minha função é auxilia-la da forma que melhor lhe convém. A senhora não precisa se preocupar com tudo, é só deixar em minhas mãos que poderei ajuda-la.

- Lady Catherine me disse que viria para Pemberley, para me ensinar como administrar minha casa...

- É certo que ela fará isso. Mas não se aflige senhora, o dever de uma governanta é auxiliar e manter o lar de acordo com os desejos de seus patrões, além de representa-los em suas ausências. – Disse a sra. Reynolds tranquilamente.

Após o passeio, Lizzy estava cansada. Pediu para prepararem uma banheira para que tomasse um banho. Quando se banhava, pensava que já estava entardecendo e que logo chegaria a noite de núpcias, se arrepiava só de imaginar. Tomou seu banho sem ajuda, no armário escolheu um vestido simples com mangas rosado. Penteou o cabelo, e o deixou semi-preso, estava pronta quando Darcy bateu na porta e entrou. Dissera que havia terminado seus afazeres e que poderiam, agora, ir passear no jardim. Durante o percurso, exaltara a beleza de sua esposa e como aquele vestido lhe caia bem. Ao chegarem no jardim, Lizzy surpreendera-se com as arvores e as diversas flores que haviam ali, muitas rosas, hortênsias, campanulas, e tantos tipos que seus olhos não sabiam para onde olhar. Em uma parte do jardim, haviam alguns bancos, mas Darcy continuou levando-a para outra direção. Chegaram a uma arvore com um balanço pendurado. De frente para o balanço havia um pequeno córrego que emanava aquele cheiro de terra molhada que Lizzy já estava habituada, sentou-se no balanço e Darcy começou a empurra-la suavemente, ouviam o trinar dos pássaros, o cantar dos grilos e libélulas beirando aquele pequeno riacho. O sol já se punha, o resto de seu brilho passava por entre as árvores e iluminava o casal.

- Todos os dias são assim? – Indagou Elizabeth, curiosa e apaixonada pelo que via.

- Nem todos, mas a brisa sempre é agradável e mesmo na mais forte das chuvas, o sol sempre está aqui. Mandei colocar esse balanço aqui para você, achei que gostaria. – Disse Darcy ainda empurrando sua esposa.

- Está me mimando muito sr. Darcy, reserva para mim quartos e mais quartos, salas, vestidos, joias e agora um balanço! O que terei amanhã, me pergunto? – Exclamou Elizabeth com humor, dando seu risinho. – O que poderei dar em troca de todos esses presentes?

- Seu afeto e amor já me são suficientes, farei de tudo para que se sinta feliz e amada como merece. – Disse Darcy olhando para os últimos raios de sol, Lizzy de repente se levanta e olha nos olhos de seu marido.

- Acho que sou muito privilegiada então sr. Darcy, é uma troca justa, mas o meu maior presente é poder ser sua esposa! – Lizzy beijou seu marido com avidez, se abraçaram e com o desequilíbrio vieram a cair. Risadas tomaram suas faces, Lizzy caída sob seu marido, olhou em seus olhos azuis, e ouviu o coração bater mais rápido do que nunca, agora de quem eram os batimentos rápidos não saberia dizer.

Os dois fitaram-se por poucos segundos e voltaram a beijar-se, ficaram ali na grama até o vento se tornar frio e insuportável. Então voltaram para dentro, jantaram e conversaram um pouco, foram até seus aposentos e trocaram de roupa, camisolas e roupas para dormir. Darcy dissera para sua esposa que gostaria de leva-la à beira do lago.

Já era um pouco tarde quando se sentaram num tipo de piso que havia perto do lago que estava iluminado.

- Como você está esta noite, minha querida? – Indagou Darcy.

- Muito bem. Só desejaria que não me chamasse de minha querida. – Respondeu Elizabeth encarando seu marido.

- Por quê? – Juntaram as mãos.

- Porque é como meu pai chama minha mãe quando está zangado com algo.

- Que expressões você me permitiria?

- Bem, deixe-me pensar. Lizzy para todos os dias; minha pérola para os domingos. E, Deusa divina, mas só para ocasiões muito especiais. – Disse Lizzy, com um sorriso.

- E como te chamo quando não estiver zangado? Sra. Darcy? – Perguntou Darcy, aproximando-se.

- Não, não. Só poderá me chamar de sra. Darcy, quando você estiver completamente, perfeitamente e incandecentemente feliz. – Respondeu Lizzy, acariciando a mão de seu marido.

- Então, como está esta noite? Sra. Darcy. – Disse Darcy beijando levemente a testa de sua esposa – sra. Darcy. – Disse olhando-a no fundo de seus olhos e beijando sua bochecha – Sra. Darcy. – Beijando a ponta de seu nariz e depois sua outra bochecha – sra. Darcy. – Finalmente, beijando-a em seus lábios.

Beijaram-se, abraçaram-se. O amor é um sentimento estranho à primeira vista, mas ele se mostra algo que transcende os diversos obstáculos que enfrentamos em nossas vidas. A paixão, o respeito, a amizade, a ternura deve acompanhar o amor...

Darcy e Elizabeth foram para o quarto dos dois, estava escuro e assim permaneceu. Beijaram-se mais uma vez, o beijo que antecedeu o grande manifesto de amor dos recém-casados. Naquela noite, Lizzy perdeu sua virgindade, mas ganhou o amor e a felicidade que nunca imaginou que teria. As mãos de Darcy percorrendo seu corpo, seus beijos quentes em sua nuca, seus corpos nus em constante atrito. Nada mais importava do que fazer um ao outro, feliz. Talvez Jane estivesse certa, nossos corpos já estão aptos para fazer o que fazem, nossas mentes desfrutam do prazer que o nosso corpo permite, nossa alma depende de nosso corpo. E o que seria do corpo sem a alma?

Darcy e Lizzy, desvirginavam-se um ao outro naquela noite, em vários sentidos. Certamente, os dois não esqueceriam tão facilmente, de seus olhares, de seus toques, do gosto, do cheiro. Agora e para sempre, eram somente um!

O diário de Elizabeth BennetWhere stories live. Discover now