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Pen Your Pride

9. Com você eu me sinto inteira. (Mike)

Começar do início

— Tem certeza disso? — perguntei com a mão na maçaneta.

— Sim — respondeu numa pose de princesa com as duas mãos no colo. Era linda e meio chocante ao mesmo tempo.

Então, eles entraram, mal ouvindo eu falar e a rodearam. Fizeram com que escrevesse em camisa, cadernos, diários, tiraram selfies, exigiram pequenos vídeos de beijos para as avós e mães. Tiraram dela seus últimos sorrisos. Eu fiquei à parede, olhando o tempo inteiro o relógio e fazendo contato visual. Mas, me ignorava completamente, dando-lhes toda a atenção e carinho. Pediu desculpas por estar com dor no pé, sem lhe explicar mais e continuou sentada.

— Pessoal, ela precisará entregar o figurino a tempo pra lavar. Acho que por hoje é só. Vou dar pra vocês os contatos da Jade pra que possam tangueá-la na hora de postar as fotos. — distribui cartões e com simpatia afastei-os até fechar a porta.

Seus braços caíram ao longo do corpo e ela virou a cabeça para cima, num suspiro de fim, quieto e solitário.

Estendi a mão e levantou-se com dificuldade até me abraçar bem forte, com a cabeça enterrada em meu peito. Fechei minha mão em sua nuca e a beijei muito nos cabelos. Ela era minha, só minha e detestava quando a sugavam e não permitiam que tivesse vida para mim. Meus dedos se meteram no meio de alguns cachos e grampos e, de repente, não aguentei por esperar e puxei seus cabelos para trás. Seu rosto automaticamente se levantou para mim e beijei sua boca com vontade. Suas mãos espalmadas nas minhas costas estavam frias, mas, seus lábios logo ficaram quentes e eram tão pequenos, delicados, macios e gostosos.

— A porta está destrancada — sussurrei, ainda olhando sua boca, querendo tudo de uma vez e tendo que me privar de só um beijo. — Vamos tirar essa roupa pesada de você... — virei-a de costas para mim e abri os botões do pesado vestido de época. Quando este desceu com o peso, vi as marcas dos ferros do espartilho ainda ali impressa na pele machucada. — Meu Deus... por que não reclamou, Jade? — passei o dedão na pele.

— Estava perfeita a cena, não erramos quase nada e fui muito elogiada pelo diretor... — contou monotonamente e pulou para fora da armação do vestido, parecendo muito magra agora, sem todas aquelas camadas de pano. Era normal vê— la assim sem sutiã, só de calcinha. — E, depois de tanta tensão, nem sentimos. Agora bateu tudo de uma vez... — procurou o vestido florido que viera vestida de manhã. Corri para fechar-lhe o zíper atrás. Ela, então, olhou as sandálias e pensou.

— Vá descalça, vou parar o carro aqui na frente e te pegar.

— Nossa, parece que leu meus pensamentos... — comentou.

— É só o que faço ultimamente... — Sorri enquanto se olhava no espelho, preocupada com a alergia nos olhos.

— Então, adivinhe o que quero o quanto antes? — deu-me uma olhada e depois começou a passar algodão no rosto.

— Seu eu disser, você adivinhará os meus pensamentos... — Sussurrei ao seu lado e parou de esfregar o rosto. Ficou um pouco vermelha pela fricção e pelas suas ideias.

Então, me deu o algodão limpo e pediu para tirar o resto.

— Não gosto quando faz isso, porque fica tão gay, mas, to cansada... — disse monotonamente e aceitei passar o algodão onde ainda faltava retirar a maquiagem. Se ela soubesse que não sou nada gay e que fazer aquilo era bem estranho pra mim como homem. Porém, cuidar de Jade era também normal...

— Não espreme o algodão, senão, arde os olhos — murmurou e aproximei a boca, aproveitando que estava de pálpebras apertadas. Brinquei de passar a língua no seu lábio inferior e riu, fechando de novo e querendo mais. Fiz o contorno do lábio superior e se arrepiou, dando uma tremidinha. — Seu pervertido! — Deu-me um tapa no braço e tomou o algodão.

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