Capítulo 07: A Batalha de Nova York (Series Finale)

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Is-him tomou sua posição na fila de anjos que estavam diante do muro. O Portão do Jardim estava há cerca de um quilometro a sua direita, sendo que ele era um dos últimos arcanjos da fila. A Luz começava a dar seus sinais, muito depois dos primeiros ataques dos Filhos, os quais não tinham sido contra os anjos ou contra os muros.

Os inimigos haviam nivelado a cidade diante deles, derrubando casas, prédios e qualquer coisa que estivesse no caminho, criando um gigantesco e – praticamente – limpo, com o mínimo de obstáculos possíveis. Is-him, porém, não tinha certeza qual a estratégia que os Filhos tinham em mente, mas a cidade nivelada não faria muita diferença para o plano que Desmond havia montado.

Os olhos pretos e laranjas dos primeiros Filhos surgiram poucos minutos depois de Is-him ter-se posicionado. Diferente dos anjos, eles não vinham em fila, marchando em harmonia; as criaturas corriam desesperadamente, como se fossem uma horda de zumbis atrás de uma presa de quem consumir o cérebro dos mortais – Is-him se lembrava de histórias sobre tais monstros alguns séculos antes.

Os anjos sacaram suas espadas de Fogo Celestial em sincronia, que se acenderam em belas e mortais chamas laranjas. A voz de Salazar, que estava no centro da fila – logo a frente do Portão. Sua posição ali fazia parte da estratégia, apesar de ele não estar diretamente flanqueado por arcanjos.

Is-him permitiu-se olhar para o lado, para tentar ver o que acontecia; viu quase uma dúzia de Filhos saltando mais alto que os outros – Sunsáryaks, definitivamente. Bolas de fogo e gelo voavam contra os anjos, que faziam o possível para manterem suas posições, mas logo eles começaram a se dispersar.

Assim que voltou seu olhar para frente, o arcanjo deparou-se com uma sombra vindo contra si. Conseguiu bloquear sem muitos problemas, mas vários ataques vieram em seguida. Is-him forçou-se a decolar por alguns segundos, mas logo pousou, usando de um feitiço celestial para mandar alguns Filhos pelo ar. Girou, selando mais dois; não pareceu haver diferença, os Filhos eram incontáveis mais.

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Desmond fitava Ahsoka. A mulher estava sentada de pernas cruzadas no centro de um círculo cheio de símbolos, mas os quais ele não compreendia; também não chegara a perguntar. Eles estavam desenhados em giz branco. Em frente a ela havia uma série de objetos, dois dos quais ele tinha ouvido falar – como o Olho de Brahma, um diamante preto que supostamente estava amaldiçoado; e outro, que era mais uma lenda do que realidade, o Lapis Exilis, uma pedra que supostamente fora usada por várias pessoas para manter-se jovem. Os outros, ele não conhecia.

Ele não tinha ideia como aqueles objetos poderiam conectar com o que Desmond pedira para ela fazer, mas contanto que tivesse sido feito, ele não se importava de fato. A deixou sozinha em seu quarto e subiu para o andar acima, tomando cuidado para que o balançar do barco não o derrubasse.

Os homens de Ahsoka, com suas armas, e os Heartless que tinham vindo com eles, estava na lateral do navio, observando o combate que começava. Desmond, mesmo àquela distância, notou que o número de Ryaks, era pequeno, e que nenhum estava usando a terra. Se suas previsões estavam corretas, os Kayryaks seriam essenciais para infiltrarem-se pelo portão.

Notou também que não haviam muitos Thunroryaks, e os Pnamryaks também não pareciam combater – como imaginou, eles estavam para trás, para um plano B ou, mais provavelmente, uma retirada emergencial. Notou que um dos Filhos se destacava, enfrentando três anjos, sendo um deles um arcanjo, ao mesmo tempo. Suas mãos faziam movimento estranhos, mas que também seguiam um padrão. Desmond não conseguia, porém, ver os efeitos de tais movimentos.

Deixou seus companheiros observando a luta e cabine de controle da embarcação, a única coisa que ficava um andar acima. O homem que estava na demão era um barqueiro com séculos de experiência, pois havia morrido em 999d.C., quando ele e seus companheiros viajavam para Inglaterra, saindo da Noruega – Desmond não sabia os detalhes, mas aparentemente ele fora um Viking que converteu-se ao cristianismo pouco antes de partir em sua última jornada.

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