Capítulo Seis - Reconciliação e Amor

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Só que Chanyeol não é nenhum idiota, são seis anos de amizade e ele sabe que algo de errado aconteceu com Baekhyun. Acha melhor não forçá-lo agora, mas não vai desistir em ter uma conversa onde ele vai ter que explicar tudo que aconteceu. Entrando em casa, ele encontra sua mãe na sala com um olhar preocupado.
— Ele já foi? — ela pergunta, sentada em um dos sofás.
— Sim.
— E você sabe o porquê?
— Algum problema no hospital, mas acho que é mentira — explica. — Ele não quis me dizer o que é, mas depois pergunto.
— Chanyeol precisamos conversar.
Ele percebe seu tom de voz sério e senta no outro sofá de frente para ela. Sua mãe não é do tipo de passar broncas, mas ela conversa bastante e são sempre conversas que o fazem refletir sobre a vida. Se ela quer falar é porque algo muito sério aconteceu, então ele se coloca a todo ouvidos para escutá-la.
— O que aconteceu?
— O que tem entre você e o Baekhyun? — Vai direto ao ponto.
— Todo mundo resolveu fazer essa pergunta.
— Me responda — manda.
— Nós transamos, mãe. Apenas isso. Sexo.
— Agora olha pra mim, Chanyeol.
Ele a obedece.
— Foi só isso mesmo?
— Sim — responde baixinho.
— Mas você queria mais?
Por que tem que ser tão difícil mentir para sua mãe?
— Eu não sei. Estou confuso. O Baekhyun me confunde, sempre. Ele parece querer mais e mãe, eu queria tanto dar esse mais a ele, mas eu tenho medo.
— Medo de que?
— De ser igual a ele.
— Amor… — Ela levanta e senta ao seu lado. — Você nunca irá se parecer com aquele homem. Você é amoroso, gentil, ele nunca foi isso. Você pode não se lembrar, mas vivíamos brigando, ele só era um pai legal por um tempo.
— Eu o amava tanto.
— Eu sei. — Ela o abraça. — Mas não deixe de viver por medo, por lembrar o que idiota do seu pai faz. Se apaixone, viva isso. Se permita.
Com os olhos cheios de lágrimas, Chanyeol a aperta nos braços.
— Eu estou com tanto medo.
— Não precisa ter. — Ela acaricia suas costas. — O Baekhyun é uma pessoa incrível e vocês formam um casal lindo. Converse com ele, meu amor. Não deixe ele escapar.
Fungando, Chanyeol se afasta. Ele pensa em como seria sua vida sem seu pequeno, e sinceramente? Nem consegue imaginar. Não teria ninguém mais para provocar, para se aconchegar em dias frios, para beijar e chamar de amor… Ele sabe que ninguém se compara a Baekhyun em seu coração e foi burrice tentar levar isso apenas como algo casual.
Sua mãe parece perceber a determinação em seu semblante, porque abre um sorriso e volta a abraçá-lo.
— Vai dá tudo certo.
Vai sim. Agora só precisa encontrar Baekhyun e convencê-lo disso também.

[...]

Mesmo não sendo um dia de trabalho, Baekhyun não tinha tido coragem de ir para casa. Em vez disso, ele realmente foi para o serviço, mesmo que isso significasse aguentar o olhar avaliador de Sehun.
— O que aconteceu?
— Nada?
— Eu não sou burro, sei que aconteceu algo de errado. Me conte.
Desistindo, Baekhyun se senta à mesa na sala dos médicos e apoia a cabeça entre as mãos.
— Vou terminar tudo com o Chanyeol.
— Por que?
— Eu quebrei uma das regras, Sehun — explica. — Eu me apaixonei e ele só me vê como alguém desesperado por namorar.
— Olha eu duvido que o Chanyeol te veja assim.
— Eu escutei isso da boca dele.
— O Chanyeol é um idiota que não sabe lidar com os sentimentos dele, você já devia saber disso.
— Olha, eu não quero mais falar disso, está bem? Vou trabalhar e você me poupa de dar uma de cupido.
Com isso, ele se levanta e pega seu jaleco, indo visitar alguns leitos.
Quando o dia termina, Baekhyun considera a possibilidade de continuar ali, mas ele precisa tomar um banho e se trocar, então resolve ir pra casa. Não é surpresa que Chanyeol apareça assim que ele sai do elevador de seu prédio, com certeza o amigo percebeu sua estranheza ao ir embora e agora quer saber tudo que aconteceu.
— Precisamos conversar — Chanyeol diz indo até ele.
— Eu estou cansado. — Coloca a chave na porta do apartam, esperando que o outro entenda a dica, mas ele continua ali. — Chanyeol, por favor.
— Não, eu não vou embora. Já disse, precisamos conversar.
Irritado, Baekhyun se vira e o encara.
— Por que você precisa falar comigo? Eu não sou só alguém atrás de um príncipe encantado?
— Você ouviu…
— Claro, você estava gritando.
— Agora mesmo que precisamos conversar, vem. 
Ele segura em seu braço e termina de abrir a porta de seu apartamento. Os dois entram, e mesmo que Baekhyun esteja com raiva se deixa ser puxado.
— O que você quer?
— Sente-se.
— Eu não pre…
— Sente-se, por favor.
Bufando, Baekhyun faz o que ele pede.
— Satisfeito?
— Você lembra do que a Yoora disse durante o almoço? — Ele pergunta, o encarando e vendo Baekhyun assentir. — Nosso pai nos abandonou, eu não lembro muito bem de como era a relação dele com nossa mãe antes disso, ela fala que eles brigavam muito, então um belo dia ele foi embora e nunca mais apareceu. Tudo na nossa frente.
— Oh, meu Deus. — Ele fica boquiaberto. — Eu sinto muito, Chanyeol.
— Eu só tinha 5 anos e a Yoora 7. Para mim como foi como ser abandonado pela pessoa que eu mais amava no mundo, porque por mais que digam que ele não era tão bom assim eu só lembrava das nossas brincadeiras, dos passeios, dos brinquedos que ele me dava. —  Revive as memórias. — Eu o esperei por dias, até escutar uma conversa da minha mãe onde ela dizia que ele tinha ligado e falado que não voltaria mais nem pra nos ver.
Baekhyun sente seu coração apertado pelo pequeno Chanyeol, o garotinho sorridente que ele viu nas fotos abraçado a um furão, sente também pelo homem que ele é agora e que provavelmente ainda é afetado pelos dias sombrios da infância.
— A partir daí eu entendi o que o amor poderia fazer com as pessoas, eu vi minha mãe chorando por bastante tempo, ela tentava esconder da gente, mas eu a encontrava em seu quarto ou no cozinha fingindo ser apenas a cebola. Eu prometi a mim mesmo que nunca deixaria ninguém ter esse poder sobre mim. E nessa história eu quase me transformei nele.
— Você não é como seu pai, Chan.
— Eu sei, eu sei agora, ou pelo estou tentando saber. 
— É por isso então? — Baekhyun pergunta, se levantando. — É por isso o motivo de toda aquelas regras?
— Sim. 
— Desculpe se eu trouxe memórias ruins até você.
— Não. — Ele meneia a cabeça. — Você está certo em me cobrar isso. Por que você, Baekhyun, é a primeira pessoa que me faz querer quebrar essas estúpidas regras. Eu quero estar com você. Posso estar confuso sobre o meu medo de ser como meu pai, mas de uma coisa tenho certeza, não quero perder você.
Baekhyun corre para abraçá-lo.
— Você não é ele, amor. — Nega. — Jamais seria. Você é a melhor pessoa que conheço. Você é doce, carinhoso, ainda está aprendendo sobre seus sentimentos, mas isso todos estamos, isso não te faz ninguém ruim.
— Eu te amo tanto, Baekhyun.
Com os olhos cheios de lágrimas, Baekhyun o puxa para encostar a testa na sua.
— Eu também te amo.
— Vá em um encontro comigo.
— O quê? — Sorri.
— Isso mesmo. — Segura suas mãos e coloca seus braços em volta de sua cintura. — Começamos pelo sexo, vamos em um encontro agora. Eu quero preparar algo bonito pra você.
— Claro que eu aceito.
Chanyeol segura em suas bochechas e aproxima o rosto do seu, o enchendo de selinhos.
— Amanhã então. Você tem trabalho?
— Só durante o dia, minha noite é toda sua.
— Estará tudo pronto quando você chegar.
—  E hoje? Vamos passar a noite juntos? —  pergunta, agora com o braços em volta de seu pescoço.
— Primeiro o encontro Sr. Byun. — Acaricia suas costas. — Você é muito apressadinho.
Mas no final eles acabam dormindo juntos, apenas dormindo assim como na casa da mãe de Chanyeol.

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