Palavras do autor

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Criar ou adaptar uma mitologia sempre é um trabalho difícil e cheio de obstáculos, porém eu, Aldemir Alves, sou um apaixonado por mitologias e seus deuses seduzidos por desejos carnais. Criar algo baseado na mitologia nórdica e ao mesmo tempo justificar esse texto aos fatos gregos foi uma tarefa complicada, porém prazerosa. O portal de Oriun aborda o "Ragnarök", sendo a destruição de todos os deuses, conhecido também como o fim dos tempos mitológicos. A novidade em "O portal de Oriun" é a junção dessas mitologias em uma única história. Achei que seria algo inovador e talvez ainda não explorado.

Reconstruir um mundo após o término de uma mitologia é, em minha opinião, o ponto forte do livro. Hades retornou à vida e, junto a ele, Zeus. As batalhas entre os humanos alimentam a fúria de Hades e o torna a cada dia mais poderoso. Zeus necessita da bondade humana e se alimenta de orações e confraternização de seus filhos. Um novo vilão estará à mercê de Hades. Zarc espalha o terror entre os portais e trama destruir todos os mundos com a promessa da imortalidade e poderes sem limites. Dois garotos criados no planeta terra descobrem que não são humanos e partem em uma aventura surpreendente. Só mesmo o tempo ditará os seus destinos.

"O portal de Oriun" é o meu quarto trabalho a ser publicado e foram três anos escrevendo esse livro, revendo erros e procurando melhorá-lo de acordo com o meu conhecimento de mundos mitológicos. No meu conceito, esse livro é fruto de muita coisa, em especial o meu desejo em fazer melhor e me superar, abandonando o nível de iniciante e chegando a um autor experiente e mais criativo. Sempre entendi que na vida a palavra "perfeição" não existe, é apenas uma utopia, e como tal jamais será alcançada pelo homem comum. No entanto com esforço e dedicação, nada nessa vida é impossível. Eu sempre preguei isso nas minhas redes sociais, aos meus amigos escritores iniciantes e a quem quis me ouvir. A literatura nesse país tem crescido muito nos últimos anos, e hoje me sinto como naquele filme, O resgate do soldado Ryan. Vejo novos autores surgindo a cada dia, muitos escritores corajosos empunhando suas armas (livros), enchendo o peito de ar e gritando "eu vencerei essa guerra"! Mas muitos sucumbem e são abatidos, ficando para trás. Outros vão surgindo a cada dia, e eu os vejo cheios de vontade de vencer a guerra, mas o tempo passa e uma bala perdida deixa mais um corpo ao meu lado, caído e estilhaçado.

O que eu disse acima é apenas uma metáfora pessoal. Eu apenas argumento a realidade de um mercado difícil, concorrido, desleal com grandes talentos brasileiros que surgem todos os meses em várias editoras, mas que sucumbem na mesma velocidade.

Mas por que sucumbem?

Eu tenho algumas teorias quanto a isso. A mais forte é que as pessoas surgem com muita sede ao pote, o pensamento de ficar RICO, viver de escrita, se tornar best seller da noite para o dia como muitos conseguiram em minha visão é como um verme que consome uma fruta boa. O verme da ambição irá matá-lo antes mesmo de se tornar uma árvore a conceber bons frutos.

Desde que eu entrei nesse mercado há CINCO anos (hoje tenho 4 anos de publicação), eu investi o que pude, lutei, mas nunca tive grandes pretensões de ficar rico, viver disso, ou me tornar best seller. Eu só escrevi até hoje porque gosto, para passar o tempo e por que isso me faz bem. Ao escrever meus manuscritos, posso fugir da realidade desse mundo, desse país corrupto e do dia a dia aguerrido em que vivemos. Independente de classe social ou raça, a vivência diária do ser humano possui seus altos e baixos.

Voltando ao mercado do livro, eu digo que não devemos lamentar as dificuldades ou sofrer pelas não conquistas. O meu texto não é uma crítica, não estou dizendo para que vocês, leitores e autores, desistam da magia das letras. Pelo contrário, quanto mais pudermos investir nas futuras gerações de autores, no incentivo à leitura, mais seremos um país rico de cultura e entendimento.

Quando muitos autores me procuraram nessa minha jornada me pedindo conselhos e dicas, eu sempre fui direto, honesto e realista com as minhas respostas: "nada é impossível, meu amigo, mas não espere por contos de fadas". Os anos se passaram e eu consegui realizar muito do que almejei: mostrar o meu trabalho para o máximo de pessoas possíveis. Consegui e somo hoje mais de 3,000 livros vendidos em impresso (algo louvável para um autor nacional sem grandes espaços em livrarias, publicado por uma editora em fase crescente).

Hoje trabalho em editora, vejo autores esforçados subindo degrau por degrau, crescendo aos poucos, e nesses vejo fé, força, coragem e futuro. Vejo também muitos outros desencorajados, feridos e que provavelmente sucumbirão... Eu não os culpo pela desistência, pois muitas vezes também me faltou forças e eu agonizei ajoelhado no solo.

Enfim, obtive a experiência que me faltava. Tenho muito a falar e muito ainda para aprender, mas uma coisa eu entendi nesses meus anos escrevendo:

"Triunfam apenas aqueles que sabem quando lutar e quando esperar". - Sun Tzu.

Despeço-me desejando a você, meu leitor, que possa viver grandes aventuras na companhia de Alex e Alexandre e que, através desse livro, aprenda que, independente das dificuldades, devemos batalhar por quem amamos e por aquilo que acreditamos.

O PORTAL DE ORIUNLeia esta história GRATUITAMENTE!