Um nó se formou no estômago de Chanyeol durante todo o caminho para onde um dia ele chamou de casa. Ao seu lado, Baekhyun permanece quieto enquanto espera que ele dê o primeiro passo em contar o porquê de tanta estranheza ao voltar para aquele lugar. Com o carro finalmente estacionado em frente a casa de suas memórias de infância, Chanyeol leva um tempo para conseguir sair dali. Seus sentimentos são conflitantes, ele ama a mãe e a irmã com todo seu coração, mas estar naquele local lhe traz lembranças não tão agradáveis do dia em que a pessoa que ele mais amava partiu.
O dia que ele seu pai saiu cheio de malas, prometendo um dia ir lhe buscar e nunca mais voltou. Viu as lágrimas escorrendo pelo rosto de sua mãe e queria protegê-la do que parecia ser uma dor imensa, viu sua irmã encolhida perto da escada, tão confusa quanto ele. Todos os dias ia a porta, ficava horas esperando seu pai aparecer e quando não acontecia ele perguntava para sua mãe onde ele estava, sempre ganhando a mesma resposta "Amanhã ele aparece".
Mas isso nunca aconteceu.
Tudo desmoronou quando, ao chegar em casa da escola, escutou sua mãe conversando com uma tia. Ela chorava copiosamente contando que seu pai tinha ligado e falado que nunca mais colocava os pés naquela casa. Naquele dia Chanyeol entendeu o que o amor romântico podia fazer com as pessoas, que no final alguém sempre partiria enquanto o outro permaneceria amando como nunca.
Ele pega a mão de Baekhyun em seu colo e começa a brincar com seus dedos, é como se estivesse em busca de algum conforto e Baekhyun é a melhor pessoa para isso. Ele é quem lhe dá paz, faz seus dias melhores e se não tivesse essa crença tão ruim sobre o amor, com certeza já estaria convencido que está apaixonado. Mas ele não pode fazer isso consigo nem com o outro, seria como condená-lo a algo fracassado.
— Vamos? — Ele quebra o silêncio.
— Vamos! — Baekhyun concorda.
Os dois sabem no carro e seguem pela pequena entrada de tijolos até a casa. Chanyeol toca a campainha, ele mal consegue se manter nos próprios pés de tão ansioso. Quando a porta se abre, ele é recebido por uma mulher mais velha pequena que abre um sorriso igualzinho ao do filho e o abraça apertado.
— Você veio!
— Eu disse que viria. — Ele retribui o abraço.
— Eu sei, mas nunca se sabe com você.
— Mãe, o Baekhyun está aqui.
— Estou vendo. Oi, meu amor. — Dessa vez o cumprimento é direcionado a ele. A mulher mais velha o abraça apertado assim como fez com o filho.
— Oi, Sra. Park.
— Fico feliz que tenha vindo. A Yoora também vai adorar te ver.
— Falando nela... — Chanyeol comenta. — Ela já chegou?
— Já, e disse que tem uma surpresa pra nós. Está lá na cozinha ajudando no almoço.
O casal entra e, sob a liderança da Sra. Park, vão até o cômodo onde Yoora está. A cópia feminina de Chanyeol abre um sorriso quando os vê e corre animada para abraçá-los.
— Meu Deus, quanto tempo — ela fala enquanto é segurada pelo irmão.
— Mamãe disse que você tem uma surpresa.
— Tenho sim.
— O que é?
— Agora não, só na hora do almoço.
— Ah, não — diz, impaciente. — Conte agora.
— Deixe de ser chato. Venham ajudar no almoço que assim termina mais cedo.
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Amizade Colorida
FanfictionDepois de várias desilusões amorosas, Baekhyun decide que está cansado de namorar e a partir de agora só irá fazer sexo casual. O melhor parceiro para isso? Seu melhor amigo galinha de longa data. Assim ninguém criaria expectativas e nenhum coração...
