Capítulo 6 - O jogo da garrafa

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Algumas semanas se passaram e a rotina era basicamente a mesma. As notas de Camila começaram a melhorar mesmo ela não fazendo esforço nenhum para estudar física. Nos fins de semanas, festas regadas a álcool e sexo no motel do pai de Branca. Benjamim e Camila se viam quase que diariamente, se não fosse na escola, era na casa dele e eles sempre transavam.

– Tenho novidades! – Branca sorri, ao se sentar próximo aos amigos no intervalo. – O diretor vai nos levar para um final de semana no seu chalé!

Antônia e Frederico comemoram, brindando seus copos de suco. Camila morde o lábio, imaginando passar um final de semana inteiro com Benjamim.

§

Ao pai, Camila dissera que iria viajar com Branca e seus pais. Estando ali no carro luxuoso com seus amigos, ela mal conseguia esconder a excitação. Eles já bebiam champanhe e riam, dizendo em voz alta o que cada um faria com seu professor. O chalé se encontrava em uma serra, rodeado de árvores e era totalmente luxuoso, mesmo tendo uma arquitetura mais rústica. Assim que chegaram, foram acomodados por uma empregada em seus respectivos quartos. Sim, havia quartos para todos, todos equipados com enormes camas de casal. Branca mal chegara a seu quarto e já começara a se trocar. Vestiu uma lingerie vermelha, que destacava em seu corpo. Antônia usava um espartilho branco, enquanto Frederico vestiu uma cueca e acessórios de couro preto. Camila não sabia o que vestir, então Branca fora a ajudar.

– Por que não coloca o conjunto cor de rosa rendado?

– Eu não sei... – Camila aproxima o sutiã dos seios, imaginando como ficaria. – E se ele não vier?

– Quem? Benjamim? – Branca revira os olhos e abraça a amiga pela cintura. – É claro que ele virá, ele não é doido.

– Mas e a noiva dele...

– Camila! Deixe de besteira! – Branca quase sacode a amiga. – Ele está trepando com você quase todo dia! – As duas riem. – Além do mais é comum os professores terem outra, o Diretor mesmo é casado há anos, mas isso não atrapalha...

O medo de Camila logo chega ao fim assim que as meninas ouvem um barulho de carro. O motorista trouxera os professores e o diretor e levou a empregada embora. Naquele fim de semana eles teriam o chalé só para eles. Benjamim abraça Camila de forma calorosa assim que a vê.

- Tive medo de você não conseguir vir! – Ela acaricia o rosto do rapaz, sentindo a barba roçar entre seus dedos.

– É claro que eu viria, meu bem... – Ele a puxa para mais perto, a beijando.

– Ei, pombinhos... Vão com calma! – Antônia ri, dando um leve tapa em uma das nádegas de Camila.

Benjamim ignora Antônia e pega Camila no colo, como se quisesse niná-la. A garota solta um gritinho e ri alto. Ele sobe as escadas e ao chegar no corredor, espera a garota guiá-lo para o quarto onde ficariam hospedados. Ao chegar lá, ele deita Camila com delicadeza e observa todo o corpo dela antes de tocá-lo com as pontas dos dedos. Primeiro percorrem os finos calcanhares da garota, subindo devagar até o joelho, pelas coxas, tocando a renda da calcinha que ela vestia. Já no ventre da garota, os dedos se demoram. Porém logo sobem pela barriga e passam sob os mamilos dela, que se eriçaram mesmo cobertos pela fina renda do sutiã. Ao alcançar o rosto de Camila, ele o acaricia, olhando em seus olhos. E só então a beija. Um beijo que se inicia delicado mas logo mostra o real sentimento de ambos. Os lábios dele percorrem o pescoço da garota, arrancando dela um gemido.

– Eu te quero tanto... – A voz de Benjamim sai como um sussurro enquanto a barba dele roça as aureolas nuas de Camila. Ela se desvencilha do sutiã que já estava erguido.

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