Capítulo 2 - Primeira vez

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Parecia um sonho, mas Camila estava mesmo sentada com a menina mais rica da escola, tomando um chá que a mesma não precisou pagar. Comprar algo na cantina da escola era algo impensável para a menina já que não sobrava dinheiro para essas besteiras, como dizia o pai.

– Antes de qualquer coisa, tudo que eu te propor aqui, você não pode contar a ninguém. – Branca olha nos olhos de Camila e a mesma assente. – Você já deve saber que tudo no mundo é sobre poder. Todo mundo acha que precisa de dinheiro para ter o poder máximo, mas esquece que nascemos com algo muito poderoso... O nosso corpo.

Camila olha confusa para Frederico e Antônia. Os dois assistiam o discurso de Branca com uma expressão blasé, como se já tivessem escutado aquilo antes.

– E como tudo aqui na escola é uma troca. – Branca prossegue. – Enquanto uns usam dinheiro, nós usamos o sexo! – Ela sorri com uma expressão um tanto sensual. – O que acha?!

Camila ainda olhava a garota atônita. Ela nunca transara antes. Agora precisaria fazer isso para conseguir passar de ano?!

– M-m-as...

– Tudo bem, Camila, você pode deixar isso para lá... – Branca dá de ombros. – Mas acho que seus pais ficarão bem decepcionados quando for expulsa...

– Pai! – Camila diz de forma ríspida. – Meu pai!

Antônia se aproxima da garota e diz de forma doce:

– Isso pode parecer assustador, mas não é. – A mesma sorri. – É basicamente uma troca de favores: o professor te passa de ano, deixando assim seu pai orgulhoso e em troca você dá o seu corpo para ele... É muito mais fácil do que perder noites estudando...

– Além do mais, é você que esta no poder... – A voz suave de Frederico ressoa. – Eles acham que estão no controle, mas na verdade é você!

Camila suspira. O pai já gastara tanto com uniformes e livros e estava tão orgulhoso da filha estudar na melhor escola da cidade. Ela não poderia decepcioná-lo. Porém, a ideia de transar com o professor de física, que de tão velho ganhou da garota o apelido de Sr. Burns, a fazia sentir calafrios. Mas se era o único jeito, por que não tentar?

– Eu topo!

Branca, Antônia e Frederico sorriem e abraçam a garota. A mesma nunca tivera amigos e se sente surpresa com o abraço em grupo.

§

O pai de Camila quase não acreditara quando a menina disse que iria dormir na casa de uma amiga. Mas após Branca o convencer, ele ficou mais tranquilo. O motorista da mesma buscou Camila assim que anoiteceu. Ela não sabia muito o quê esperar da noite, mas estava ansiosa. Ao chegar à luxuosa mansão de Branca, ela não pôde deixar de escapar um 'ual'. Era um casarão enorme, com estilo rústico. Ao adentrar o hall, a menina pôde ver que ali dentro não era nada rústico, mas sim moderno. Havia uma televisão enorme na sala, parecendo uma tela de cinema. Ao ser levada por uma empregada ao elevador, a mesma soltou uma risadinha. Ela nunca soubera de uma casa com elevador!

– Finalmente! – Branca recebe Camila com um selinho e a puxa para o interior de seu quarto. O elevador dava direto para o quarto da menina, que era enorme já que ocupava praticamente um andar inteiro. – Hoje vamos cuidar de você!

Antônia se levanta e a entrega uma taça com vinho. Camila não bebia muito. Apenas em datas como Ano novo e Natal. O líquido desce pela garganta despertando todo o corpo da menina.

– Sente-se aqui. – Branca dá um tapinha na própria cama. – Me conte mais sobre você!

Branca e Antônia cercam Camila e a fitam, curiosas. A menina não sabia muito bem o que dizer.

– Bom... Eu moro só com meu pa...

– Não! – Branca a interrompe. – Me fale com quantos garotos ficou, com quantos transou...

Camila sente seu rosto ruborizar e toma mais um gole do vinho para disfarçar.

– Não me diga que é virgem! – Branca solta uma risada e Antônia a acompanha. – Nunca nem beijou ninguém?!

– Já sim! – Camila se irrita e com seu ego um pouco ferido diz. – Eu já beijei alguns garotos, já até chupei!

– Menos mal! – Branca dá de ombros, ainda se recuperando do riso. – Mas nunca ninguém te penetrou, é isso?!

– Só eu mesma com meus dedos... – Camila diz baixinho.

Branca de repente se levanta e puxa Camila pela mão até o meio do quarto.

– Eu te disse que cuidaríamos de você hoje, não é mesmo?! – A menina se aproxima e começa a despir Camila. Esta reluta um pouco, mas vê que seu esforço é em vão. – Deixa eu ver... Nossa! Você precisa ser depilada urgentemente!

Logo Camila estava deitava no carpete de Branca, sob uma toalha rosa, enquanto esta cortava o excesso dos pêlos pubianos da garota com uma tesoura pequena. Enquanto isso, Antônia preparava a cera. Camila nunca fora a um salão de beleza. Seu pai nunca se importara e tivera dinheiro para levar a menina em um.

– Agora fique quieta... – Antônia ocupou o lugar de Branca entre as pernas de Camila. – Irá doer um pouquinho...

Antes da dor, Camila só conseguiu sentir a mão de Branca acariciando seus cabelos. Foram instantes que duraram décadas. Suas pernas e seu sexo pulsavam de dor. Este último ardia e se encontrava vermelho. Ela se serviu de mais vinho antes de entrar na banheira de Branca e relaxar. A água quente tomava conta de todo o seu corpo, junto com o torpor alcoólico. Após o banho, ela se deitou na cama, esperando Branca retornar de seu closet. Ao ver diversos brinquedos sexuais que nunca virá antes, a mesma ruborizou, mas sentiu certa excitação.

- Olhe tudo isso... – Branca coloca os brinquedos ao lado de Camila. Antônia, que estava sentada próxima a cabeceira, se aproxima. – Se quiser... Podemos usar tudo isso hoje... – Branca morde o lábio inferior e dá para perceber que esta também estava excitada com a ideia.

Branca se aproxima de Camila segurando um vibrador pequeno que mais parecia um batom. Ela passa o objeto no pescoço da garota, fazendo-a arrepiar. Camila morde o lábio inferior, reprimindo um gemido. Branca continua a descer o vibrador, passando agora sobre aureola direita, que instantaneamente se enrijeceu. Antes de descer mais, ela passa sobre aureola esquerda e lança um sorriso safado a Camila, ao ver que a mesma estava gostando.

– Deita... – Camila obedece a Branca sem pensar duas vezes. Antônia se senta ao lado dela, de costas, segurando algo que a menina não conseguiu ver. – Relaxa...

Após proferir aquelas palavras, Branca posiciona o vibrador em sua potência máxima sob o clitóris de Camila. Esta não consegue conte um gemido. Ela nunca sentira aquilo antes. Os seus dedos não eram tão ágeis a modo de estimulá-la daquele jeito. Ao sentir o objeto percorrer todo o seu sexo, Camila fica toda molhada. Enquanto isso, Branca posiciona uma prótese vibratória de um pênis na entrada da vagina de Camila.

– Isso vai doer só um pouquinho... Mas logo fica bom... – A voz de Branca está carregada de um tom safado. Ela está adorando aquilo tudo.

Camila morde o lábio inferior. A garota queria se sentir mais tensa, mas só conseguia sentir prazer ao ter o seu clitóris estimulado daquela forma. Logo ela sente algo a penetrando. De inicio, há um desconforto, mas Branca deixa o objeto ali dentro por um momento, sem mexer, focando apenas no clitóris de Camila. O prazer estava tanto que esta começa a mover o quadril para sentir cada vez mais. Ao perceber os movimentos da garota, Branca começa a movimentar a prótese, cada vez mais rápido. Logo Camila alcança seu primeiro orgasmo, deixando escorrer uma grande quantidade de líquido. Uma onda de energia ultrapassa o seu corpo, a fazendo tremer de forma descontrolada. Ela não percebia, mas gritava. Branca sorri ao perceber que Camila gozara e continua a penetrar com mais rapidez ainda, arrancando da garota o segundo orgasmo.

– Você precisa descansar um pouco... – Branca retira a prótese de Camila e entrega para Antônia, a mesma se levanta elevando o outro vibrador e segue para o banheiro. – E ai, gostou da sua primeira vez?

Branca se deita de bruços ao lado de Camila.

– E-eu... n-n-em... s-ei... o q-que d-diz...

– Shiii... – Branca pousa o dedo indicador sobre os lábios carnudos de Camila. – Não precisa agradecer. – Ela solta uma risada. 

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