Capítulo 18

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EU NÃO RESISTO ENTÃO EU VIM AQUI ENTREGAR ESSE CAPÍTULO PARA VOCÊS PORQUE SIM.

I don't really need to lookVery much furtherI don't wanna have to goWhere you don't followI will hold it back againThis passion insideCan't run from myselfThere's nowhere to hide

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I don't really need to look
Very much further
I don't wanna have to go
Where you don't follow
I will hold it back again
This passion inside
Can't run from myself
There's nowhere to hide

I Have Nothing - Whitney Houston


— Ele vai se arrepender de me ignorar.

Agatha falava para si mesma enquanto Moira desfazia seu penteado. Passara o dia negligenciada, não suportaria ser deixada de lado à noite, também.

— Vou fazê-lo se arrepender, Moira. Que marido é esse que deixa a esposa sozinha na segunda noite depois do casamento?

— Como pretende puni-lo, milady?

Ah, Agatha sempre tinha ótimas ideias para torturar e punir aqueles que a incomodavam. Mas ela passou por momentos muito ruins e foi esmagada por problemas que a tornaram mais amarga e menos habilidosa em lidar com aquelas pequenas coisas. Mesmo assim, ela podia irritar Edward a ponto de fazer com que ele se arrependesse de tê-la abandonado.

— Ainda não sei, Moira.

A criada ajudou-a a se despir, depois a se lavar. Ainda era muito cedo para que fosse dormir, mas ela suspeitou que o marido não demoraria a se deitar. Na ausência de eventos sociais e levantando cedo como ele costumava fazer, não restava muito para um homem além de dormir. E ela ansiava para que ele não esperasse a companhia dela.

Depois que seus cabelos estavam trançados e ela vestia uma camisola bastante ousada, Agatha se deitou e apagou as velas e lampiões. Manteve-se em silêncio planejando alguma vingança, mas não conseguiu dormir. Estava atenta ao movimento no quarto ao lado e aos ruídos vindos da rua. Com a janela aberta por causa do calor, ela podia distinguir os cavalos passando ou os homens bêbados retornando para suas mansões.

Mas o som que a atraia era do homem que parecia travar uma pequena batalha no quarto conjugado. Mesmo com a porta fechada, era possível ouvir móveis arrastando e outros ruídos. Mesmo depois que o silêncio pareceu imperar, ela ainda ouvia a respiração dele. Pesada, masculina, intensa. O que estaria fazendo? Ela nunca esteve tão consciente assim de alguém como estava do seu marido.

Em um impulso, Agatha pulou da cama e abriu a porta que ligava os quartos. Deparou-se com Edward deitado na cama, com um lampião aceso ao lado e um livro nas mãos. Ele tinha um par de óculos apoiado no nariz e estava concentrado. Ela nunca o vira de óculos, antes. Nem lendo. Nem com a pele dourada pela chama, como deveria ser a imagem de um deus pagão.

— Agatha? — Ele se virou para ela assim que a viu entrar. Ajeitou-se na cama e colocou o livro na cabeceira. — Aconteceu alguma coisa?

A lady pulou sobre os colchões, ao lado dele. Edward se retraiu.

Um Conde para Curar meu CoraçãoWhere stories live. Discover now