Capítulo 01: Woman of Vengeance

43 3 0
                                              

Terra, 1452

Sabrina lutava o máximo que conseguia. Eles estavam em vantagem, afinal, eram quatro contra um – três, agora que conseguira uma abertura larga o bastante para transpassá-lo no pescoço com a lâmina de uma de suas adagas. Ela era mais habilidosa do que eles, disso não tinha dúvida, afinal nenhum deles tinham conseguido machucá-la com suas lâminas – ou com o peso da maça de ponta poligonal que um deles escolhera para usar.

Ela desviou de uma espada, levando seu corpo para direita, ao mesmo tempo em que teve de saltar para evitar a lança de outro. Um feitiço simples que ela conseguiu sussurrar entredentes fez com que raízes finas, porém numerosas, enrolaram em seus pés e braços, impedindo que levantasse sua maça. Saltando para trás, a Nagara desvencilhou-se dos dois para conseguir recuperar seu chão e equilíbrio. Neste interim, aquele-da-maça foi liberto por aquele-da-espada.

A espada veio praticamente em linha reta na direção de seu estômago; Sabrina girou para esquerda ao mesmo tempo em que lançava sua adaga no chão. Usou ambas as mãos para bloquear a maça; puxou-a com tudo para longe de seu dono ao mesmo tempo em que jogava seu corpo, para desarmá-lo. Saltou, dando uma cambalhota no ar, quando a lança veio contra seu lado direito.

Num balanço da maça, Sabrina acertou em cheio o rosto do Nagara com a lança. Ensanguentado, ele já estava morto antes de ir ao chão. Bloqueou mais dois ataques daquele-da-espada, o que foi suficiente para o outro pegar a lança deixada pelo morto.

Todos eles tiveram o mesmo treinamento, eram capazes de usar qualquer tipo de arma, entretanto, eles sempre escolhiam aquelas com o qual mais tinham afinidade. Por causa do peso da maça, ela teve certa dificuldade para se acostumar a usá-la como defensa – mas sabia que seria muito pior se aquela fosse uma maça com corrente.

Prevendo o ataque da lança que viria em seguida, ela girou duas vezes a maça para criar inércia e, depois de desviar, mirando um golpe de cima para baixo, desceu todo o peso de sua arma emprestada contra a madeira da lança, partindo-a no meio. Apossou-se dela, girou e a jogou contra aquele-da-espada, que estava no meio de uma corrida; atingiu-o certeiramente no peito. Sua morte foi instantânea. Um único golpe foi necessário para matar o que restara.

Ofegante, Sabrina sentou-se no gramado em meio aos corpos, deixando a maça de lado. Apoiou os braços nos joelhos dobrados, olhando em volta. Desde o começo ela soube que não seria uma tarefa fácil matar aqueles Nagaras, afinal, eles haviam treinado tão duro quanto ela e estavam entre os melhores.

Incendia. – Sussurrou a palavra na Língua Proibida, usando o feitiço que queimaria o corpo de seus antigos companheiros até sobrar apenas cinzas.

Levantou-se e pegou sua adaga. Quase imediatamente, sentiu uma presença atrás dela diferente de tudo que vinha antes. Era poderosa o bastante avassalar qualquer um, inclusive ela mesma; todavia, naquele momento estava se sentindo cansada demais para se importar. Se aquela presença estava ali para matá-la, o faria sem que ela tivesse uma chance de combate. Virou-se.

O homem diante dela era bonito de uma maneira que humanos não o são. Seus olhos claros eram como duas brumas, sua pele era levemente morena, como se ele passasse dois minutos a mais debaixo do sol. Ele vestia uma túnica que escondia as formas de seu corpo, apesar de que seus braços eram musculosos como os de Castiel – o demônio que a tinha transformado de humana para Nagara.

No entanto, o mais impressionante eram as asas. Gigantescas, com quase três metros em seu total, elas eram curvilíneas na parte superior, acima de sua cabeça. Ele era exatamente como Castiel havia descrito um arcanjo, apesar de que não tinha ideia da identidade daquele que estava diante dela.

Histórias Curtas do Sétimo UniversoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora