Capítulo 51

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Mesmo sabendo que nada bom sairia de seu relacionamento com o Duque de Shaftesbury, Elizabeth se sentiu muito bem quando ele disse que a desejava. Melhor ainda, porque ele disse que era dela. Ele pertencia a ela, mesmo que não pertencesse. Aquilo significava mais do que um simples desejo carnal.

Sentada na banheira de metal ao lado da lareira, com água cobrindo seus ombros, ela olhava para a chama flamejante enquanto seu pensamento divagava. Não sentiu a aproximação dele até que mãos firmes tocassem sua pele sensível.

Aiden segurou os cabelos dela e ajeitou com as mãos, deixando a nuca desnuda. A respiração dele aqueceu a pele exposta e logo foi substituída pelos lábios quentes. Elizabeth sentiu um calafrio percorrer-lhe a coluna.

— Eu vou cuidar de você, agora.

Ela sorriu. Naquele momento ela não era mais senhora. No breve tempo que passavam juntos, não eram necessários pronomes de tratamento. Depois que ele declarou pertencer a ela, não havia mais hierarquia entre o que sentiam um pelo outro.

— Preciso voltar para a casa. Se derem por minha falta...

— Você é a governanta. — Ele colocou sabão nas mãos e as enfiou na água. Elizabeth se contorceu ao toque dos dedos longos em sua barriga, em seus quadris, em suas coxas. — Não tem que atender chamados de madrugada. Ainda tem muito que eu queira fazer essa noite.

— Vossa graça é muito mimado.

Elizabeth deitou a cabeça na borda da banheira. Aiden massageava a parte interna das coxas dela e roçava a ponta dos dedos em sua abertura feminina.

— Eu sou. Mimado, devasso e estou morrendo de desejo.

Aquilo foi o suficiente para que ela risse, mas o riso se transformou em um gemido baixo quando ele acariciou-a no ponto mais sensível do seu sexo. Elizabeth abriu-se para que ele pudesse tocá-la melhor. Mais profundamente. Enquanto Aiden usava os dedos para estimulá-la, beijava seu pescoço, seu ombro, mordiscava o lóbulo da orelha.

Os sons que ela não conseguia evitar a deixariam constrangida, antes. O duque libertou o seu lado mais impudico. E ele demonstrava satisfação em fazê-la gemer, provocando-a e excitando-a ao máximo. Os carinhos cessaram e ela abriu os olhos querendo protestar. Viu Aiden crescer em seu campo de visão e entrar na banheira com ela.

— Aiden. — Ela se encolheu, dobrando as pernas. — Não há espaço para nós dois.

— Da forma como eu planejo ficar, há bastante espaço.

O duque riu e acomodou-se, erguendo-a pela cintura para fazer com que ela se sentasse sobre suas pernas. A água estava esfriando, não importava. A compreensão daquele corpo nu e excitado no qual ela estava apoiada fez com que ela desejasse ser possuída. Imediatamente.

Ele não tinha mais o sorriso em seus lábios. Olhava para ela com desejo e reverência, passando as mãos espalmadas pelos seus braços, pernas, barriga. A expressão dele era perturbadora e capaz de confundi-la.

A posição era incômoda mas não atrapalhou que Elizabeth segurasse o membro rígido do homem e sentasse sobre ele, permitindo uma penetração profunda. Daquela vez ele não tinha pressa. Com as mãos apoiadas nos ombros dele e os joelhos dobrados dentro do espaço reduzido, ela o cavalgou lentamente enquanto ele esfregava seu botão rosado com o polegar.

Mais uma vez, Aiden não permitiu que ela atingisse o clímax. Ergueu-se da banheira, derramando água pelo chão, e jogou-a sobre o colchão macio da cama que estava pronta esperando por eles. Depois, forçou os joelhos dela abertos e levou a boca até o centro de sua intimidade.

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora