Capítulo 46

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Praticamente acabei o livro, lindezas. Então, a partir de agora, são uns 2 capítulos por dia até o fim. Se segurem.

Não era preciso palavras

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Não era preciso palavras. Qualquer coisa que fosse dita poderia estragar a perfeição daquele momento, então eles ficaram ali por muitos minutos, deixando que seus corpos se aquecessem.

Não era amor. Não tinha nada a ver com amor, mas era o suficiente. Quando a luz das muitas velas se extinguiu e apenas a lareira iluminava o quarto, eles estavam abraçados sob os lençóis. Elizabeth apoiava a cabeça no peito firme do duque e traçava os contornos de seu abdômen com a ponta dos dedos. Mesmo na penumbra alaranjada era possível notar o quanto ele era lindo. E ele acariciava seus cabelos e suas costas. Em silêncio, não havia nenhum ruído que não fossem os insetos e animais do bosque ao redor da propriedade.

— Eu preciso ir.

Foi uma afirmação duvidosa, quase soada em tom de pergunta.

— Sim, precisa. Mas eu não quero que vá. — Ele a estreitou mais forte entre os braços. — Sou o Duque de Shaftesbury, será que não posso decidir nem mesmo quem pode dormir ao meu lado?

Ela deu uma risada.

— Talvez Vossa Graça possa. — A saudação formal tinha um tom zombeteiro e ele percebeu. Elizabeth levantou-se e se sentou sobre as suas coxas, deixando que seus dedos passeassem por uma extensão maior daquele corpo que ela adorava. — Mas, se eu ficar mais tempo aqui, talvez nenhum de nós vá dormir, exatamente.

— E a senhora pretende me deixar acordado como?

Havia luxuria no brilho escuro dos olhos dele. Elizabeth sentiu sua garganta arranhar, mas ela não tinha como voltar atrás. Estava ali, com aquele homem à sua disposição, e ele a autorizava brincar com ele. Talvez brincar não fosse uma boa palavra, mas foi a que veio à sua cabeça. As mãos então passearam pelo tórax, pelo abdômen e encontraram os quadris firmes. Acariciou suavemente a cicatriz avermelhada que ainda estavam ali, demonstrando que sabia que ele havia se ferido. Ela se afastou um pouco e tocou a base da ereção que pulsava à sua frente.

Era a primeira vez que ela prestava atenção naquela parte do corpo de um homem. O seu marido era tímido e não gostava de luz quando iam para a cama. Ela quase nunca vira Gregory nu. Já o duque, ele era bastante depravado. Ele a beijou em seu sexo, tocou sua intimidade com a língua, fez com que ela sentisse prazeres pecaminosos, e não se importava em exibir sua masculinidade para que ela pudesse... tocar.

Então, ela tocou. Segurou-o com as duas mãos, passou o polegar pela ponta úmida, deliciou-se com o gemido que ele soltou. Depois, levou as mãos para cima e para baixo, simulando os movimentos que ele fazia dentro dela. Ele gemeu mais, fechando os olhos e arqueando as costas. E foi quando ela pensou, talvez também fosse bom se ela o beijasse ali. Afinal, ele fizera aquilo com ela e foi uma das melhores sensações de sua vida. Por que ela não poderia dar o mesmo a ele?

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora