Um dia antes dos treinos

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O NORTE

Um dia antes dos treinos

A época dos treinamentos era sempre igual para todos os garotos de Esteros. Com a chegada do final do ano, partiam para treinar magia e esgrima com os professores escolhidos por seus pais. Alguns dias antes do regresso dos meninos, o rei Mussafar, por ter passado por treinamentos com dois dos seus professores favoritos, indicou os filhos para treinarem no mesmo local de sua infância. Os tempos agora eram outros, treinar não era obrigatório, mas, mesmo assim, muitos dos povos antigos mantinham as antigas tradições: o que não era diferente com o rei do norte.

O regresso dos filhos aconteceu próximo do fim de ano. As festas dos mais nobres já haviam começado, o céu estava coberto por grandes explosões coloridas criadas especialmente pelos engenheiros do norte. Crianças desciam sorridentes de suas carruagens e rapidamente eram recebidas por seus pais, que festejavam.

Os grandes vilarejos ao norte de Esteros eram moradias de vários fazendeiros e criadores de animais domésticos de Naires. A agropecuária e o artesanato eram praticados com muita habilidade e prazer entre os esterianos, pois a regra nesse mundo era comer bem e sempre manter em estoque para que houvesse fartura.

A longa estrada de terra batida era riscada pelas grandes rodas da carruagem que se aproximava. Fastouros, o poderoso general do Norte conduzia os garotos rumo ao castelo real de Mussafar. Fastouros era um homem alto, um metro e noventa, tinha cabelos grisalhos e levemente escovados para trás, barba falha que lhe percorria das costeletas ao queixo, sobrancelhas finas em V, olhos castanho-escuros, queixo rubro e nariz avantajado e curvo. Sua feição era serena e calma. Era um homem discreto, caudatário, e sempre estava otimista.

— Mãe, são os príncipes? — perguntou um garotinho com as vestes sujas, puxando a saia da mãe.

— São os filhos de Mussafar, eles estão retornando para casa — respondeu a aldeã de olhos negros e cabelos estabanados, abraçando o menino e levando-o ao colo.

O regresso dos príncipes promovia uma grande festa muito próxima aos portões do castelo real; crianças seguiam a carruagem em grande correria enquanto gritavam os nomes dos príncipes com entusiasmo.

— Vamcast!

— Andor!

— Que Homandir abençoe os príncipes!

***

Finalmente, depois de horas de viagem a carruagem chegou a seu destino. Fastouros, o general, libertou os cavalos e abandonou o assento, caminhando até o final da carruagem e abriu a porta em forma de círculo. O transporte dos nobres era confeccionado em ouro e metal, seu formato arredondado nas laterais e achatado na parte superior. As rodas grandes e em seus interiores curvaturas. No eixo ficava à mostra o símbolo do Norte, era a cabeça de um leão envolto por um escudo de guerra e uma espada em aço nobre.

Os livros de Esteros - As crônicas de FedorsOnde as histórias ganham vida. Descobre agora