Capítulo Único

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Kagome Higurashi era uma estudante comum do colegial até descobrir que um antigo poço em sua casa a levava para o tempo das guerras civis no Japão, onde conheceu o meio-youkai InuYasha. Desde que tornou-se sua aliada em busca dos fragmentos da jóia de quatro almas, passou a viajar frequentemente entre as duas Eras. Isso, sem dúvidas, era algo que estava prejudicando diretamente seus estudos pelas constantes faltas na escola pelos dias que ficava na Era Feudal. Nas semanas de provas, Kagome passava uns dias a mais em sua própria Era, para tentar recuperar toda matéria que perdia, como agora.

— Eu to desesperada, o que vou fazer agora? Não entendo nada e não posso repetir de ano. — pensava alto olhando para o monte de livros e cadernos que tinha em cima de sua escrivaninha — Era para eu já ter voltado para a era feudal, mas agora com três recuperações? Impossível. O InuYasha já deve estar irritado. Eu preciso de uma luz...

— Luz? Você precisa é pegar suas coisas e voltar, Kagome. O que está fazendo aí parada?

Kagome quase caiu para trás com a súbita entrada de InuYasha no seu quarto. Seu coração bateu mais forte, como sempre negaria para si mesma, vendo ali o meio-youkai de roupas vermelhas e orelhas pontudas a encarando.

— InuYasha, seu idiota, o que está fazendo aqui? — tentou disfarçar o desconforto que sempre sentia por estar sozinha com ele em seu quarto.

— Como o que estou fazendo aqui? Vim te buscar. Você está demorando demais e já começou o fim de semana. Você sempre volta no fim de semana.

— Eu sei, mas eu fui pior do que imaginava e vou fazer três provas extras!

— Você diz que não gosta de fazer essas provas, mas não sai daqui. Acho que você não quer mais voltar, hein.

InuYasha não entendia quando ela falava de provas e testes e a tal da escola, mas ela já estava tão estressada com tudo que não estava com paciência de ficar se explicando.

— Não fale besteiras. Você é mesmo um idiota, grosso, egoísta! Pensa em mim só um pouquinho, eu tenho minhas obrigações além de buscar fragmentos de jóia de quatro almas em uma era que nem é a minha! — despejou as palavras de uma vez, mas se sentiu um pouco arrependida pela súbita fúria. Estava só estressada e queria que ele entendesse, não atingi-lo. Se bem que ele era turrão demais para que isso o atingisse... Não é? Ele ficou uns segundos parado olhando para ela. Parecia absorver as palavras, InuYasha nunca se calava.

— Então é assim, Kagome? Então eu vou embora. Faça o que tem que fazer e volte logo, isso se ainda estivermos por lá.

— Não fala assim, InuYasha. Eu só preciso de um milagre, ou sei lá, muita sorte mesmo para conseguir passar nessas provas. Daí eu vou. Eu prometo.

Mas InuYasha não respondeu mais. Já estava agachado no parapeito de sua janela, apenas olhou para trás, pulou e sumiu na noite.

Kagome se jogou em cima da cama, dando um longo suspiro.

— Sorte...acho que nem toda sorte do mundo me tira dessa.

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— Então é isso. Ela quer assim então vai ser assim. — esbravejou InuYasha, sozinho, saindo do poço. — Eu não sou egoísta, eu só queria que... ela voltasse logo.

— Iiih, está falando sozinho de novo. E que cara é essa? — ouviu uma vozinha de criança falar.

— Essa cara de cãozinho abandonado só pode significar uma coisa: que Kagome chutou ele de lá. — disse a outra voz já familiar de um certo monge pervertido.

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⏰ Last updated: Oct 03, 2019 ⏰

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