Capítulo 38

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Eu lembro que uma leitora disse que o casal precisava de uma fada madrinha. Acho que alguns desejos vão se realizar...

Depois de passar o dia na casa de Lady Anne Brighton, passar por Greenwood Park levaria Lady Agatha mais rapidamente para casa

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Depois de passar o dia na casa de Lady Anne Brighton, passar por Greenwood Park levaria Lady Agatha mais rapidamente para casa. Mas ela tinha outras intenções quando decidiu pedir que a carruagem cortasse caminho pela propriedade do Conde de Cornwall. Ela queria falar com Edward McFadden. O conde era o melhor - e talvez único - amigo de Aiden e poderia ajudá-la em um propósito.

— Granger! — Ela bateu no teto da carruagem e gritou pelo criado. — Quero parar em Greenwood Park, peça ao cocheiro que me leve até a casa principal.

— Como desejar, milady.

Agatha sabia que o conde não a estaria esperando e temia que, talvez, ele não fosse estar em casa para recebê-la. Arriscou assim mesmo e teve sorte - tão logo foi anunciada, ao chegar ao casarão da família McFadden, foi recebida pelo irmão mais novo do conde, o segundo filho, Lorde Isaac.

Ele era um jovem bonito, até mais do que Edward. Mas Agatha não se interessava exatamente pelos homens, ainda. Talvez fosse do gosto de Aiden que ela se casasse com um dos meninos McFadden, já que Edward contava com três irmãos, só que ela não tinha certeza se gostaria de desposar nenhum deles.

— Lady Agatha. — Lorde Isaac beijou a mão enluvada da dama. — É um prazer revê-la em Kent. Seu irmão acabou de sair. Se veio encontrá-lo, temo ter perdido a viagem.

— Na verdade, gostaria de falar com seu irmão, o conde, milorde.

Ela deu um risinho que sabia poder ser facilmente confundido com um flerte. Agatha fazia muito daquilo. O duque já a havia repreendido por sorrir demais para os homens. Ela apenas não conseguia impedir.

— Então seja breve. — A voz de Edward ecoou vinda do salão. — Não estou com tempo para perder com crianças.

— Ele é sempre assim? — Ela sussurrou para Lorde Isaac.

— Assim como? Um completo imbecil? Acho que sim.

Os dois riram e dispersaram quando o conde pigarreou e se intrometeu no cochicho. Ofereceu o braço para Agatha acompanhá-lo até o jardim. Mesmo sendo amigo da família, ela sabia que o conde só tomava aquela liberdade porque ela estava devidamente acompanhada de sua criada.

— Diga o que quer, Lady Agatha. Se veio sozinha, já sei que está tramando alguma coisa.

— Eu não tramo coisas, milorde. — Ela se fingiu ofendida com a insinuação dele. — Mas gostaria de sua ajuda em nome da amizade que tem com meu irmão.

O conde ajeitou-se na cadeira e chamou um criado, pedindo que servisse um chá para os dois.

— Sou todo ouvidos. O que pretende?

— Primeiro, gostaria que me dissesse se notou algo diferente em Aiden nesses dias. Se o percebeu distraído, um pouco arrebatado, talvez.

Edward coçou o queixo quadrado e fitou a dama com seus olhos azuis. Ela enrubesceu ao se perceber examinada. Era a primeira vez que o conde causava nela algum efeito que não a vontade de estapeá-lo por suas falas rudes.

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora