Capítulo 37

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Porque eu parei na melhor parte, aí vai o restante. Divirtam-se.

 Divirtam-se

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Mesmo que ele soubesse que Elizabeth não era nenhuma virgem, Aiden divertiu-se ao constatar que ela nunca havia sentido prazer da forma como ele lhe proporcionava. Havia algo de poderoso em ser qualquer primeira vez em uma experiência nova para ela, principalmente quando ele pretendia marcá-la de forma incontestável.

E ela era tão deliciosa. Além do aroma de flores, ela tinha um sabor adocicado de pêssego e bergamota, com a nota exata de acidez que fazia o ato de beijá-la ali, em sua intimidade, tão bom. Claro que ele queria que fosse bom para ela, em primeiro lugar, mas estava sendo gostoso demais para ele, também.

A cada desbravada de sua língua, Elizabeth gemia e se retorcia sobre a cama. Quando ele adicionou os dedos e a penetrou, pode sentir que ela se entregava totalmente. E a vontade de possuí-la ali, naquele instante, se intensificava a cada murmúrio delicado que ela exalava. Aiden queria vê-la gemer seu nome e desfalecer em seus braços de todas as formas possíveis.

Mas ele não faria aquilo a não ser que ela pedisse.

Enquanto Elizabeth resistisse em ser dele, Aiden respeitaria aquela decisão e se concentraria em fazer com que ela mudasse de ideia. Seu pênis dolorido e duro que clamava por sair de dentro das calças discordava daquela decisão.

Enquanto sua língua circulava o centro de prazer de Elizabeth e seus dedos a penetravam, ele deixou a imaginação se perder e começou a divagar. Ela delirava com o toque dele e gemia até convulsionar em sua boca. A indicação de que ela chegava ao clímax o abalou. Se levantasse e a possuísse, ela não diria que não. Era fácil colocar fim ao seu martírio. Mas seria injusto e imoral se ela não o desejasse da mesma forma.

Exaurido, Aiden deitou-se na cama ao lado de Elizabeth. Ela estava nua e extenuada sobre o colchão. Seu corpo imaculado parecia incapaz de se mover e ela tinha uma expressão indecente de quem ainda não tinha superado o êxtase. Ele estava com as calças úmidas de sua excitação, a camisa desgrenhada e os cabelos despenteados. Se aquela não fosse a melhor representação de duas pessoas que haviam acabado de fazer sexo, ele não sabia de mais nada.

Abraçou-a com todo cuidado e ela enfiou o nariz em seu peito. Aquela era uma ótima sensação com a qual ele poderia se acostumar.

**********

O sol penetrou indolente pelas cortinas mal fechadas do quarto ducal e fez com que Aiden despertasse cedo. Ele demorou um minuto inteiro para perceber o espaço em sua cama e suas mãos acabaram repousando sobre sua virilha. Era uma manhã diferente, ele não acordou duro nem entorpecido pelo desejo.

— Bom dia, Alteza.

Geoffrey entrou no quarto e abriu as janelas. O criado tinha ordens para despertá-lo cedo todos os dias, para que o duque tivesse tempo suficiente para seus exercícios físicos. Aiden sentou-se na cama e olhou ao redor - ela não estava ali. Elizabeth saiu dos aposentos do duque pelo meio da madrugada, ciente de que ela não deveria ser vista pelos criados.

— Um mensageiro do Conde de Cornwall deixou uma mensagem para Vossa Graça. Devo separar suas roupas de cavalgada?

— Sim, por favor. — Aiden levantou-se e foi até o banheiro lavar-se. O cheiro de Elizabeth estava por todo lugar. Ele temeu que alguém pudesse senti-lo. — Antes, preciso comer alguma coisa.

— Serviremos seu desjejum na sala privativa, Alteza.

O criado saiu e retornou minutos depois para ajudar Aiden a vestir-se. O duque já suspeitava do que se tratava a mensagem de Edward e seria bom passar o dia na presença do amigo. Se ficasse na casa, sem nenhuma atividade, acabaria procurando a governanta novamente. Ele deveria estar satisfeito, mas não estava.

Sua pretensão de passar uma noite com Elizabeth para abrandar seu desejo não teve sucesso. Ele não se satisfez fisicamente. Dar prazer a ela só fez com que a ânsia aumentasse. A vontade de tê-la em seus braços permaneceu. Ele acordou querendo vê-la. O melhor que podia acontecer era ser arrastado por Edward para algum tipo de atividade masculina.

Depois de comer, dirigiu-se aos estábulos e seu cavalo já estava selado a sua espera. James Hodges estava sorridente segurando os arreios do puro sangue castanho cujo pelo brilhava na claridade do dia.

— Como ele está hoje, Hodges?

— Bem disposto, Alteza. Esse meninão vai adorar um passeio.

Aiden olhou ao redor para ver se a encontrava. Viu os meninos passarem correndo para uma parte mais afastada da propriedade e os jardineiros indo cuidar das flores da duquesa. O dia estava lindo e a brisa era fresca, mas ele se chateou por não ver Elizabeth antes de sair.

Precisava parar de pensar naquelas bobagens. Conduziu o cavalo pelas trilhas na direção de Greenwood Park, onde se encontraria com o amigo e passaria um dia longe dos problemas que aquela mulher representava.  

Bora ficar longe dos problemas que Elizabeth representa

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Bora ficar longe dos problemas que Elizabeth representa. Até parece que vai dar certo, Aiden. Tão tolinho...

 Tão tolinho

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Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora