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Toc Toc Toc

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Toc Toc Toc.

As quatro ocupantes da sala se olham, sem saber quem poderia ser. Não tinham feito nada de errado, mas também não esperavam por ninguém. Elas não falam nada enquanto encaram a porta de madeira.

A pessoa do outro lado volta a bater.

— Valerie? — a voz era feminina e parecia um pouco incerta. 

— Vai lá abrir a porta Mona... — Valeria "pede" enquanto se estica no pequeno sofá encarnado, olhando para as unhas recém-cortadas.

— Sério que você está pedindo pra garota grávida, que acabou de sentar, para ir atender a porta que claramente é pra você? — Mona afunda em sua poltrona confortável.

— Você sabe que eu tento manter a minha conduta livre de preconceitos... — Valerie dá de ombros.

— Já que está chamando o seu nome, vou ficar na torcida para que seja uma personalidade nova e melhor pra você... — a menina na poltrona começa a trançar o cabelo, tentando domar os cachos escuros.

— Nem começa perfeitinha desvirtuada! — Valerie senta reta, e parecia na iminência de levantar e inciar alguma coisa.

— Vocês duas querem dar um tempo! Não sei como saíram do jardim de infância com essas briguinhas... — April interrompe a birra. Valerie volta a se acomodar em seu assento. — Nem tem necessidade de ninguém se levantar... — a voz da apaziguadora se eleva um pouco. — A porta está aberta!

A maçaneta gira, e a pessoa do outro lado até que tenta, mas a porta não abre.

— Er... — a voz desconhecida parece nervosa. — Não está não.

— Quem foi que trancou isso? — April diz num suspiro.

— A tranca fez um barulho esquisito quando eu fechei a porta depois de entrar... — Ivy diz, passando a mão pelos cabelos e já levantando com uma chave nas mãos.

A porta é destrancada, mas ainda sim, não está abrindo.

— Então Ivy, vai demorar muito? — Valerie diz um pouco impaciente para saber quem era a pessoa que estava procurando por ela.

— É o trinco, acho que ele travou — Ivy diz e sacode um pouco a porta, querendo trazê-la para si a abri-la. — Ei você aí do outro lado, me dá uma ajudinha... Empurra a porta!

— Certo! — a confirmação vem do outro lado.

E com dois empurrões depois, as três meninas dentro da sala veem a porta acertar em cheio Ivy, fazendo com que a menina dê uns bons passos para trás, segurando o nariz e xingando baixinho. Ela olha para o canto da sala, onde a figura do Azar, está tentando esconder uma risada.

Se a menina não tivesse tão concentrada em segurar o nariz machucado, ela teria feito um gesto vulgar pra insultá-lo. Não era a conduta mais inteligente, mas fazer o quê não é mesmo?

Mona levanta, e tem um lenço de corações rosados estendido na direção da menina machucada. A pessoa que estava do outro lado da porta, agora está dentro e com as mãos na boca, parecendo arrependida.

— Meu Deus, perdão, eu não pensei que tinha colocado muita força e... — a menina começa a falar, mas Ivy a interrompe.

— Coisas assim acontecem, pode relaxar, não foi nada muito sério — Ivy diz e aceita o lenço, limpando o nariz, e fica feliz ao perceber que não estava sangrando.

— O que você quer comigo? — Valerie pergunta impaciente.

— Valerie! E-eu... — a menina tem que respirar fundo para continuar a falar. — Estava esperando que você pudesse me ajudar.

— Quem disse que eu posso ajudar? Melhor ainda, quem disse que eu quero?!

— Preciso dos seus conhecimentos... Conhecimento vindo de lugares bem específicos sobre um assunto bem particular...

— Sou uma pessoa inteligente, já li um monte de livros, tenho muitos conhecimentos. Seja mais específica...

— Soube que você tem meios de trazer pessoas de volta a vida.

— Necromancia... — Valerie abre um sorriso no canto da boca bem pintada. — Você acaba de ganhar a minha atenção garota.


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