Capítulo 28

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Demorei, mais cheguei. Alguém quer cena fofinha hoje? 

 Alguém quer cena fofinha hoje? 

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Ficar na cama era a maior punição que Aiden poderia sofrer por sua inconsequência. Foram dois dias parados, sem poder descer as escadas, esperando cumprir as ordens da governanta. Desde que Lady Eckley deixou seu quarto, a única pessoa que viu foi o criado Geoffrey. Agatha esteve em seu quarto logo depois do chá, mas ele fingiu que estava tudo bem e ela não retornou. E Aiden ficou ali, pensando em caçadas, bailes e casamento.

A caçada era sua parte preferida. Adorava se embrenhar na floresta e fazer uma atividade coletiva e social que não representasse uma interação muito delicada, já que Aiden tinha péssimo jeito com as palavras. Os bailes ele organizava mais por causa de sua mãe. Eram a única ocasião em que a duquesa aparecia em público, mesmo que por pouco tempo. Não que ele adorasse bailes, mas às vezes ficava feliz em ao menos ver a mãe.

Já o casamento, aquele ele gostaria de poder esquecer.

Aiden não queria se casar. A próxima temporada parecia perto demais, nenhuma das damas solteiras que ele conhecia o interessavam. Talvez houvesse alguma que ele não conhecesse, provavelmente a ideia de Edward era boa - naquele período do ano, havia moças de todas as partes da Inglaterra espalhadas por Kent, era possível que Aiden encontrasse alguém.

Ou o problema podia ser que ele já tivesse encontrado.

Mesmo que ninguém o tivesse visitado além de Caroline Eckley, a única pessoa que ele quis ver fora Elizabeth. Estava insatisfeito porque Geoffrey lhe banhara, mesmo sabendo que era aquela a função do criado. Estava insatisfeito porque ela não apareceu mais para fazer uma inspeção fingida nos aposentos, usando aquela desculpa para vê-lo. Estava insatisfeito porque seu corpo sentiu falta dela assim como sua mente.

A pior parte de tudo foi espreitá-la do lado de fora. Por duas vezes, acompanhada por Hodges. O que diabos o cavalariço queria com a sua governanta? Alguma coisa ferveu dentro dele e tudo que ele pode fazer fora desejar transformar o homem em sua caça, levá-lo até o galpão e surrá-lo, mas não faria nada daquilo. Aiden Trowsdale não perdia a linha por causa de uma criada.

Naquele dia, quando acordou cedo demais porque não aguentava mais dormir, ouviu o barulho das crianças. Aiden não tinha notado a presença dos filhos de Elizabeth naquela casa, ainda, mas eles gritavam do lado de fora e aquilo aguçou a curiosidade do duque.

Não chamou o criado, apenas levantou-se e vestiu a calça e a camisa branca. Dispensou o colete e o casaco, pressentindo o calor do lado de fora, e desceu. Quando Geoffrey o viu, ficou agitado e preocupado, já que o duque não havia solicitado sua presença.

— Vossa Graça precisa de algo? Devo mandar servir seu desjejum?

— Está tudo bem, Geoffrey. Eu só precisava sair da cama, estou me sentindo ótimo. Onde está minha irmã?

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora