— O gato está miando muito e está incomodando a duquesa. — O menino disse, um pouco constrangido. Elizabeth se aproximou dele e pegou o gatinho no colo, mas ele estava arisco. — Ela pediu que alguém desse um jeito no bicho.

— Certo. Vamos dar um jeito, então, de mantê-lo alimentado para que não precise miar. Não é isso?

Granger não entendeu muito, mas não insistiria. Elizabeth era a chefe dos criados, ele não deveria desacatá-la. Achou melhor concordar e se retirar enquanto a mulher levava o bichano para o quarto que ocupava. Lá estava Peter e ele adorou cuidar do gato de forma definitiva. Assumiu a responsabilidade de tratar do animalzinho e deveria mantê-lo por perto sempre que possível.

— Aonde está seu irmão? — Ela deu falta do filho mais velho.

— Patrick está nos estábulos. Ele foi lá com o filho do cavalariço, eles estão amigos agora.

Elizabeth entendia de onde os filhos tiravam o amor por animais. Ela sempre cuidava dos cães sarnentos que apareciam eventualmente e dos gatos perdidos pelos becos. Patrick era fascinado por cavalos e passava horas admirando as carruagens e cavaleiros que passavam pelas ruas de Londres. Mas ela temia que ele se metesse em confusão, fazendo algo que o duque desaprovasse. Precisava lembrar sempre que aquele trabalho era muito importante para eles.

Ajeitou as saias e foi até os estábulos. Manter-se longe da casa parecia sempre uma boa ideia, pois ela ainda não tinha cruzado com a duquesa e esperava não fazê-lo tão cedo. Gretha e Loretta já tinham fofocado que ela era cruel e adorava maltratar os empregados. Elizabeth lembrou que ouviu algo como pacto com o tinhoso e apadrinhada por Satã para definir a mãe do duque. Talvez fosse exagero, ela apenas não queria tirar a prova.

Os cavalos, aqueles eram magníficos. Um jovem escovava um puro sangue castanho do lado de fora e seu filho estava ali, observando. Ela levantou a saia para não sujar a barra e caminhou até ele, mas acabou atolando o sapato em uma poça de lama causada pela água que escorria pelo campo.

— A senhora está bem? — Um homem a interpelou, vendo-a praguejar baixinho por causa do sapato arruinado. Elizabeth ergueu o olhar.

— Sim, foi apenas um acidente. Agora terei que trocar o sapato e não tenho muitos pares sobrando.

— Deixe-me ajudá-la. — O homem ofereceu a mão para que ela apoiasse e saísse da lama. — Sou James Hodges, o cavalariço do Duque de Shaftesbury.

— Elizabeth Collingworth, a nova governanta.

Na sociedade, ela jamais se apresentaria a um cavalheiro. Jamais aceitaria a mão dele se não tivessem sido apresentados primeiro, talvez apenas para salvar sua vida. Como eram apenas empregados e, para eles, a sociedade era outra, Elizabeth não se importou. O Sr. Hodges era um homem por volta dos trinta e cinco, com cabelos escuros que continham alguns fios prateados, pele marcada pelo sol e ombros largos, típico dos homens trabalhadores. Talvez ele não fosse bonito, mas o sorriso em seus lábios era cativante. Ao menos tinha todos os dentes na boca.

— O menino é seu? — Hodges indicou Patrick, ainda fascinado pelo cavalo.

— Sim, ele adora animais. Espero que não esteja incomodando.

— Não, pode deixá-lo. Meu Reggie pode ensinar algumas coisas a ele, se a senhora não se importar, e ele ajuda nos estábulos.

— Ah, seria uma ótima ideia. — Ela sorriu de volta para Hodges e o momento ficou um pouco constrangedor. Era hora de se afastar. — Bem, vou retornar para a casa. Obrigada por aceitar meu menino. Qualquer coisa, fale comigo.

O cavalariço fez uma reverência com um chapéu que ia colocar na cabeça e ela se afastou na direção da mansão. Aquele fora um encontro bem esquisito. Se fosse em outra ocasião, como em uma taverna, Elizabeth poderia supor que o homem flertara com ela. O comportamento foi de flerte, mas certamente ela estava enganada.

Apesar de que não se importaria em ser cortejada por um homem trabalhador como aquele. Claro que Hodges era casado, tinha até mesmo filho, mas ele poderia ser um bom marido para ela. Tinha seus atrativos e um emprego que deveria pagar um salário mais digno do que o de outros homens nas docas. Um bom partido, era como chamava.

Opa, Elizabeth descobriu sobre Lady Eckley e, ainda por cima, conheceu um homem que pareceu interessado nela

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Opa, Elizabeth descobriu sobre Lady Eckley e, ainda por cima, conheceu um homem que pareceu interessado nela. Isso ainda vai dar ruim. Vamos ver o que vem pela frente. 

Estou sem internet então esse capítulo vai sem comentários fofinhos mesmo. Obrigada pelo carinho de sempre!

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora