Capítulo 31

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 Entramos na escola, tudo estava lindo, havíamos feito um ótimo trabalho. A lisa vestia um vestido preto e longo, com uma fenda gigante na lateral, um salto quase transparente de tão clarinho, e usava o cabelo preso num coque. Matt usava um terno feito sobre medida, com a gravata preta para entrar em harmonia com a roupa da lisa. A Caroline optou por um vestido vinho em corte sereia que realçava suas curvas e cobria até seus pés. Ela se encontrava abraçada com o Ray que, assim como o Matt, usava um terno justo ao corpo com uma gravata vinho em seda. 

-É beleza demais para mim, gente.- digo e sorrimos.-Vocês estão maravilhosos!

-Olha só quem fala...-a Lisa se aproxima de mim.-Você está MA-RA-VI-LHO-SA!

Naquela noite eu escolhi um vestido longo, de corte reto ao corpo, com um decote curto e num tom reluzente de dourado com pedrinhas. Meus cabelos estavam soltos com ondulações, destacando meu rosto. 

-Obrigada, Lisa.-fico um pouco sem graça e sorrio.-Vamos?

-Bora!

 Seguimos em direção à quadra. De longe, junto à comissão de professores, eu o vi. Ele vestia um terno preto azulado que deixava seus músculos ainda destacados, com uma gravata num tom escuro de azul. Seus cabelos estavam perfeitamente penteados para trás, num charmoso topete, porém uma mecha rebelde insistia em não ficar no canto. Vi seus lábios se curvarem num sorriso discreto, seguido de uma piscadela rápida. Sorri de volta e fui para a mesa, junto dos meus amigos. 

 O colégio pediu para que ele comparecesse ao baile, já que ele era um bom professor, e também serviria como uma despedida para ele. É uma pena que não possamos estar juntos, tudo o que eu queria era dançar com o Allan até meus pés doerem.

-Até que enfim você chegou.-diz o Matt ao ver o Froy se aproximar da nossa mesa.

-Foi mal a demora, gente.Eu estava esperando o Eliot.-ele olha para o seu lado onde está o Eliot e sorri. Eles formam um casal tão lindo. 

 O Froy puxa uma cadeira para ele e senta ao meu lado. O Ray chega com alguns ponches para nós e ficamos conversando por um tempo.Decidi dar uma espiada para ver se o Allan ainda estava lá, mas parece que ele foi dar uma volta. Assim como os outros professores.

 Começou a tocar música eletrônica e nos levantamos pra dançar. As pessoas pulavam no ritmo das batidas e dançavam de formas estranhas. As luzes piscavam freneticamente e haviam gritos de animação vindo por todos os lados. Parei de pular por um momento e o avistei de longe, ele fez sinal para que eu o seguisse e assim fiz.

 Andamos até o corredor de armários do lado oposto do baile, a música podia ser ouvida mesmo estando distante. Me aproximei dele e logo fui puxada para um beijo. Sua mão direita foi para minha cintura, enquanto a outra acariciava minha bochecha. Um calor subiu por minhas pernas, fazendo as mesmas ficarem bambas. Segurei sua nuca com uma mão e a outra apoiei em seu braço. Nossas línguas se entrelaçavam com destreza, havia uma sincronia misturado com desespero deixando tudo ainda melhor. Nos afastamos e ele me olhou nos olhos.

-Você está incrível, Viol.-seus olhos estavam com um brilho diferente. Sempre que ele me olhava daquela forma eu sabia em como iríamos terminar. Minha respiração falhou e nenhuma palavra saiu de minha boca, minhas pernas ficaram ainda mais fracas e me segurei nele.-Acho tão fofo o jeito que você fica perto de mim...

-Você me desestabiliza sem pena...não vale.-mordo o lábio inferior. Seu perfume marcante vinha direto às minhas narinas fazendo com que a adrenalina em meu corpo fizesse ainda mais efeito.

-Nesse jogo não há regras, querida.-ele sorri sarcástico e põe uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.-Agora podemos nos assumir, meu bem. Finalmente posso mostrar ao mundo por quem me apaixonei.

-Eu te amo...-digo olhando em seus olhos e acaricio seu rosto.

-Eu também te amo, Viol.-ele beija minha testa e a barba rala toca suavemente minha pele.

-Vamos à uma sala?-sugiro com um sorriso malicioso. Não sei o que da em mim quando estou com ele, mas parece que todo risco vale a pena.

-É arriscado demais, querida. Quando o baile acabar vamos à minha casa, é melhor.-suas mãos descem para minha cintura e ele inclina sua cabeça para o lado.Acabo fazendo bico de desapontada e ele sorri.-Ah, vamos, não fique assim. Teremos muito mais tempo lá.

-Eu sei, só queria aproveitar agora com você, mas sem problemas.-eu o beijo rapidamente.-Agora devemos voltar, as pessoas podem desconfiar.

Querido professorOnde as histórias ganham vida. Descobre agora