Capítulo sessenta e três

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Coringa 🔥

A troca de tiro foi intensa pra caralho, até chegar no coração da favela, onde era o ponto principal. Eles sabiam que qualquer hora ia receber a invasão, da gente querendo a Bruna, mas não imaginaram que seria tão rápido assim, os nego tava tudo despreparado e nós subiu na maior facilidade, conseguindo render os poucos que estavam na boca.

Rato sabia que ia perder a vida e o morro, e também se rendeu, dizendo que queria resolver na base do diálogo.

Ele chegou dando ordem pra geral que ainda tava com a arma apontada, abaixar e também tava com as mãos pra cima.

Coringa: Ajoelha! Anda porra, eu não vou repetir.- Mandei apontando meu fuzil pra cabeça dele.- se tu tiver vinte do teu lado ai é muito, eu tô em vantagem e passo eles rapidin. Cadê a Bruna?

Rato: Tudo isso faz parte do acordo! - Colocou a mão na cabeça, se ajoelhando.

Coringa: E tu acha certo isso? Que homem é você que precisa comprar mulher? Em filho da puta? Eu pago a porra do dinheiro, só quero a Bruna aqui, agora! E se tiver com um arranhão, eu mato você.

Rato: Ela é abusada, nem teve como...- Riu fraco.

Coringa: É? Já foram fazer uma visita pra tua mãe, tá ligado? A que mora em angra com a neta, eai? Como que fica? Tu não quis machucar a mina que não tinha nada com os b.o do meu irmão? Agora aguenta as consequências.

Rato: Minha coroa não pô, tudo menos ela! Eu tava tentando ser suave, mas a mina é toda debochada, achando que eu ia abaixar a cabeça pra ela.

Ele olhava as vezes pra trás, como se quisesse dar sinal, mas eu já tava ligado em tudo.

Coringa: Tudo que acontecer aqui, vai chegar lá! No momento que tu der ordem pra eles atirarem, tua mãe morre, tem burro aqui não, parceiro.

Escutei um grito que eu conhecia bem, e quando olhei pra trás vi a Milena chorando, e dois cara segurando ela, que tentava se soltar.

Coringa: É troca que tu quer? Arrombado! Manda soltar ela, vai porra.- Falei sem paciência.

Rato: Não é só tu que sabe usar a cabeça, uma ordem que tu mandar pra lá, tua mulher morre aqui, na tua frente. Foi fácil demais pegar ela, depois que tu saiu da Rocinha ninguém tava prestando atenção em quem tava entrando e saindo, morro todo tava em silêncio, geral dentro de casa.

Olhei pra Milena mais uma vez que negava com a cabeça, chorando pra caralho, com o rosto vermelho e vi mais uma tropa chegar de uma vez atirando contra eles, mandei ordens pros que tava comigo na mesma hora, e os vinte foram derrubados como se fosse um só, só deixando o Rato sozinho no meio dos corpos.

Cabelinho: Cadê a Bruna? Eu quero ela aqui agora! - Ele tava todo fraco, mas ainda assim tentava ficar de pé.

Rato: Atirem nela! - Os dois que seguravam a Milena, continuaram parados.

Coringa: Vocês tem a opção de atirar e morrer, ou de soltar a minha mulher, receber uma grana e meter o pé daqui.

Os dois se olharam por pouco tempo, e depois soltaram a Milena que veio correndo me abraçar, escutei dois disparos, e quando olhei o corpo do Rato já tava sem vida, com dois tiros na cabeça.

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