Capítulo sessenta e dois

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Bruna🎭

Acordei com o corpo todo dolorido, e já sabia que ia desmaiar mais vez, porque eu já tinha perdido as contas de quantas vezes vezes eu abrir os olhos, e depois perdi toda a minha consciência de novo.

Tudo que eu escutava era vozes que vinham de um corredor, onde parecia ter dois homens ou mais, conversando sobre mim.

Observei o quarto que era bem arrumado, e também percebi um vestido lindo na cadeira, quando lembrei do Jonas minha cabeça voltou a rodar, eu só queria saber se ele tava bem, porque a única coisa que eu lembro foi dele tentando me proteger, mas levou um tiro.

A porta abriu, e só de olhar pro homem deu vontade de vomitar, porque eu sabia que ele era o Rato.

Rato: Tá bem, princesa? - Ignorei ele colocando a mão na cabeça.- meu nome é Leandro, esse vestido ai é teu, amanhã tem uma reunião, e tu vai como a minha fiel!

Bruna: Eu não vou pra lugar nenhum, é bom você parar de fogo no cu e me deixar ir embora logo, não tem nenhuma graça tudo isso aqui, eu não sou sua.

Rato: Tá errada pô! - Tentou se aproximar, mas eu me afastei.- é minha sim, minha fiel.

Bruna: Você é pior que ele, e você devia ter a plena razão disso. Eu não sou um objeto pra ser vendida de tal forma, tá achando que eu vou esquecer tudo pra viver feliz do seu lado? Eu nem sei se o meu namorado tá vivo, caralho. Você é um monstro, por isso quis me comprar né? Ninguém deve querer ficar perto de um homem como você.

Ele ficou calado, mas logo depois apertou o meu pescoço me encostando na parede.

Rato: Tu vai ter que me respeitar, de qualquer jeito. O errado foi o menor que na primeira oportunidade colocou tu no meio disso, fala direito comigo.

Bruna: Eu não vou respeitar você, e tira essa mão de mim! - Empurrei o braço dela.- eu sou mais esperta que você e todos seus homens juntos! Vou dar um jeito sozinha, como eu sempre dei, na primeira oportunidade que eu tiver, eu mato você.

Rato: Tá viajando demais, novinha.- Riu debochando da minha cara.- tu não tá falando com qualquer um, eu corto as tuas asinhas rapidinho.

Bruna: Nojento, escroto...- Xinguei e na mesma hora senti meu rosto arder.- você tem que morrer, da pior forma possível.- Gritei, empurrando o peito dele.

Rato: Eu não queria ter que fazer a metade disso! - Puxou o meu cabelo.- vagabunda, prostituta! - Deixou beijos pelo meu pescoço, e eu só sentia nojo e vontade de correr dali.- tu vai me mamar cachorra! E eu vou te fuder todinha.

Bruna: Não, me solta! Por favor, estupro é proibido na favela, e você sabe muito bem disso! - Falei chorando.- não faz isso.

Rato: Abaixou a bola, agora? Tarde demais, abaixa! - Mandou, e eu neguei com a cabeça.- tu vai aprender a me obedecer, arrombada.

Dei um tapa forte no rosto dele, e logo cai no chão depois que ele me empurrou me fazendo se encolher, coloquei a mão no rosto pedindo pra parar, mas ele só sabia me xingar e me dar chutes várias vezes, isso até alguém gritar o nome dele, senti a tal pessoa me pegar no colo, e depois disso tudo apagou.

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