Capítulo sessenta

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Milena 💖

Coringa: Além de ser o meu trampo, os mano precisam de mim, gatinha. Cabelinho não vai dessa vez, então é tudo nas minhas costas! Pelo menos se ele fosse era suave pra mim, mas tu entende né? - Passou o polegar na minha cintura.- vou voltar sem nenhum arranhão.

Mi: Caso contrário, eu mesma vou matar você, Thiago.

Coringa: Tá melhor?

Mi: Tô sim, mas isso não muda o fato de que você riu de mim só porque eu cai no banheiro, acontece cara, cadê a empatia? - Ele riu, apertando a minha cintura.

Coringa: Tu não disse que a bunda tava doendo? Deixa eu ver, se ficou roxo.

Mi: Só tava um pouco dolorido, já passou...- Falei rindo, mas eu tava com vergonha.- vai sair que horas?

Coringa: Daqui uma hora, quer fazer alguma coisa antes?

Mi: Hm, quero almoçar. Mas aqui no morro mesmo, não precisa ser fora.- Fui andando pro quarto dele, onde a Beatriz tava deitada desenhando.

Beatriz: Pai, eu tô com fome.- Falou cansada.

Coringa: Bora sair pra comer, guarda tuas parada ai.

Bea foi fazer o que o pai pediu, e por fim eu tranquei a casa antes da gente sair. Jonas tava na boca, porque ele que iria ficar de frente de tudo esse dias que o Coringa não iria estar, e a Bruna tinha ido ver o pai.

Thiago segurou na mão da Beatriz que vinha toda animada conversando, e também pegou na minha, sorrindo pra mim.

Por mais que fosse muito normal a gente andar assim na rua, sempre as pesssoas ficavam olhando, antes me deixava desconfortável demais, agora nem ligo.

No caminho encontramos a mãe dele, que conversou um pouco com a gente e depois subiu pra casa, com os meninos que carregavam as sacolas dela.

Chegando em um restaurante não muito grande que tinha aqui, sentamos no fundo, começando a olhar o cardápio.

Beatriz: Eu quero torta de chocolate, pai.

Coringa: Só depois que comer toda a comida.

Mi: Você prefere coca ou o que?

Coringa: Pede o que tu quiser.- Respondeu, olhando no celular.

O garçom apareceu, nós pedimos tudo, e quando chegou começamos a comer em silêncio.

Beatriz foi a primeira a terminar de comer, Thiago pediu a torta e ela ficou comendo quietinha.

Depois do almoço, deixamos ela na casa da mãe, ela abraçou e beijou o pai várias vezes e depois entrou, fechando o portão. Mas mesmo assim eu pude ver a mulher encarando a gente de lá de dentro.

Se eu fosse me importar com cada um que ficasse encarando, e muitas vezes comentando eu iria ter muito mais paranóias! Por isso eu sempre ignoro, ela não diz mais nada pra gente, mas eu sei que deseja todo o mal que existe nesse mundo a mim.

Não consigo entender como que de uma mulher tão fria, saiu uma menina tão carinhosa, como a Beatriz.

Mi: Você acha que a sua ex já tentou, fazer a cabeça da sua filha contra mim? Ontem ela chegou estranha, depois ficou de boa.

Coringa: Beatriz fez alguma coisa? - Neguei.- vindo da mãe dela eu espero tudo. Mas qualquer coisa que ela te falar, tu pode me contar.

Mi: Eu só achei um pouco estranho. - Falei olhando pro lado.

Chegando em casa, ele ficou no radinho resolvendo umas coisas, mas depois não desgrudou de mim por um minuto, já tinha até me esquecido que iria ficar uns dias longe dele, só lembrei quando ele me soltou avisando que tava na hora, e eu neguei fazendo meu drama pra segurar ele aqui.

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