Capítulo Cinquenta e Seis

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Adrian D'Ávila

Estaciono a caminhonete em frente à creche onde Evan estuda e saio do veículo em seguida. Cumprimento o guarda Com um aceno e entro na intuição. Algumas pessoas acenam para mim, por eu estar aqui todos os dias e sorrio brevemente. Ouço uma pequena gritaria vinda de uma das salas ali e isso me faz sorrir ainda mais. E não demora muito para que eu chegue a sala de Evan.

Bato na porta e em poucos segundos ela é aberta por uma das cuidadoras. Assim  que me vê, ela apenas sorri e caminha até meu filho, que está concentrando "desenhando" em um papel em branco. O sorriso ainda permanece em meu rosto e ele se torna ainda maior quando meu ruivinho me avista e vem correndo até mim. Me abaixo para o receber e logo ele está em meus braços.

- Estava com saudades, ruivinho? - Pergunto com um sorriso e deixo um beijo em sua testa.

- Eva sodade. - Ele confirma e minha vontade é de morder sua bochecha, de tão fofo que ele é. Ok, eu reconheço ser um pai babão, mas meu filho é uma preciosidade.

- Então fala "tchau" para sua professora, que nós vamos matar a saudade do papa e da Lena também. - Sorrio e ele acena um tchuzinho para a cuidadora, que retribui o gesto.

Pego a pequena mochila dele e seguimos até a saída. O caminho acaba demorando um pouco, já que Evan quase faz um escândalo para ir andando até o carro. E somando isso a suas pernas curtas, demoramos o dobro do tempo.

Assim que chegamos a caminhonete, o coloco em sua cadeirinha e fecho a porta em seguida. Me sento no banco do motorista e dou partida no carro, colocando algumas músicas infantis para tocar. Observo Evan cantar as músicas do seu jeito e fazer algumas dancinhas desajeitadas. Solto algumas risadas, mas logo volto minha atenção para a estrada.

Pego a estrada direto para a fazenda, já que Castiel não veio para a faculdade hoje, reclamando de algumas dores nas costas. Como ele já está entrando no oitavo mês, eu queria que ele ficasse mais tempo em casa, mas quem disse que ele me escuta? Além de ainda continuar estudando, ele também continua trabalhando junto comigo.

Demoro mais ou menos uma hora e meia para chegar até a fazenda e antes que eu possa estacionar o carro na garagem ao lado, Evan já está pulando no banco de trás e gritando vários "papa".

- Wow! Calminha aí ruivinho furacão. - Brinco e estaciono o veículo, saindo em seguida.

Pego Evan no banco de trás e o coloco no chão, vendo ele sair correndo. O alcanço em alguns passos e tenho que o ajudar a subir os pequenos degraus da varanda. Ele solta minha mão novamente e entra em casa, já que a poeta está aberta.

- Papa! - Escuto a voz infantil gritar empolgada e isso me faz rir.

- Nossa, me sinto até especial assim. - A voz de Castiel diz e sei que está sorrindo.

Assim que chego à sala, vejo meu marido deitado no sofá enquanto o corpo pequeno de Evan o abraça.

- Mas você é especial, cabelo de fogo. - Falo chamando a atenção dele e ganho um sorriso.

Deixo a mochila de Evan em cima da mesinha de centro e sigo até Castiel, deixando um beijo em sua testa e outro em sua boca. Me sento ao lado dele, colocando suas pernas em minhas coxas e me inclino para deixar um beijo em sua barriga volumosa.

- Como está a princesinha do papai hoje? - Falo rente à sua barriga e logo sinto um chute forte em minha mão, que me faz sorrir.

É incrível poder sentir minha filha. Poder realizar que tudo está acontecendo de verdade e não é só um sonho muito bom.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora