Capítulo 20

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Olha eu de novo. Não pensem que sou boazinha, mas amanhã não poderei postar capítulo por questões de tempo, então... vamos aos finalmentes para que todo mundo descubra o que rolou nessa última noite de confinamento.

 vamos aos finalmentes para que todo mundo descubra o que rolou nessa última noite de confinamento

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Elizabeth estava começando a acreditar que ela nunca tinha sido beijada. O falecido Gregory não foi o único homem a tomar algumas liberdades com ela - depois dele, outros já tinham roubado um beijo ou outro, mas nada era como aquilo. Nada fora sequer parecido com aquilo.

As duas mão do duque estavam firmes em sua cintura, os dedos pressionando sua carne e quase penetrando o cobertor. Dava para sentir o calor que delas emanava e a aspereza do toque, algo que não parecia muito comum a um nobre. As mãos dos nobres eram lisas e incólumes, mas as daquele homem pareciam rudes e até mesmo calejadas.

E a língua dele estava se enroscando na dela, fazendo com que Elizabeth emitisse alguns sons muito constrangedores.

— Alteza. — Ela murmurou sem afastar a boca dele. Estava com as duas mãos nos ombros do duque e os dedos já se arriscavam a delinear alguns músculos proeminentes que não deveriam estar ali, tão evidentes. — Eu não sou esse tipo de mulher.

Ela não era. Elizabeth fora criada, na infância, como uma lady. Ela aprendeu o recato e o pudor necessários. Uma dama não sentia desejo. Uma dama aceitava seu marido, apenas seu marido, para gerar filhos dele ou para lhe dar o prazer carnal. Ela mesma não tinha aqueles interesses, uma dama respeitável não tinha. Foi o que cresceu ouvindo, como aprendeu a ser.

Mas o mundo a fez diferente. Dura, talvez? Havia muito da antiga Elizabeth nela, mas boa parte fora tomada por uma mulher que precisou enfrentar uma realidade que não a permitia fragilidades. Ela entendeu que, na verdade, aqueles ensinamentos estavam equivocados. Uma mulher tinha desejos. Ela também poderia querer prazer. Uma mulher não pensava apenas em vestidos, sombrinhas ou no clima. Ela sabia dos assuntos, aprendia com facilidade e adorava conversar.

Naquele momento, em que ela sentia a boca do duque por todos os lugares da sua pele, depois de todas as vezes em que o decoro fora abandonado por eles, ela só conseguia sentir. O desejo a fazia enxergar tudo nublado e não parecia errado que ela o quisesse. Daquela forma, de todas as formas. Elizabeth não tinha mais nada a perder.

— Eu sei. — Aiden a puxou para mais perto ainda. Elizabeth sentiu a dureza de sua masculinidade pressionando-a por baixo do cobertor, que não cobria absolutamente mais nada. — Por favor, Elizabeth, peça-me para parar. Mande-me de volta para o meu quarto.

— Eu não quero.

Céus, ela não queria mesmo. Não pretendia se entregar e não desejava se afastar. Não pretendia deixar que ele a tocasse nem conseguia evitar gemer por seu toque ou ansiar por mais. Mais contato. Mais intimidade.

— Você precisa.

— Talvez possamos fazer com que as fofocas não sejam fofocas, afinal.

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora