Capítulo 19

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Tem alguma leitora ansiosa por um romance entre o Duque de Shaftesbury e a Sra. Elizabeth Collingworth? 

Duas coisas impediam Aiden de dormir naquela noite

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Duas coisas impediam Aiden de dormir naquela noite. Uma era a antecipação de retornar para casa e retomar suas atividades sociais. Mesmo que ele não gostasse da maioria delas, ficar enclausurado em uma casa isolada não era seu melhor conceito de diversão. E ele tinha negócios a tratar, investimentos a fazer, propriedades para supervisionar. Sua fortuna não se multiplicaria sozinha.

A segunda era a mulher do quarto ao lado. Eles passaram momentos interessantes durante o dia, enquanto ela vestia um cobertor e nada mais. Durante todo o tempo ele desejou desatar aquele nó e despi-la para seu deleite.

Pensar nela fazia com que o incômodo em sua virilha se transformasse em algo imenso. Poderia ser o tempo sem mulheres. Aiden não estivera ocupado em satisfazer seus desejos carnais nas últimas semanas, ele estava há tempos sem alívio. Provavelmente era por causa daquilo que o desejo por Elizabeth Collingworth estava lhe deixando louco.

Era tanta loucura que ele chegou a se animar quando ela perguntou se havia uma oferta para torná-la sua amante. Por um minuto ele ansiou para que ela aceitasse uma proposta não feita, como se adivinhasse o desejo em seu peito. Ela negou, como era de se esperar. Apesar de pobre, aquela mulher tinha a alma de uma dama da sociedade. Se ela não seria sua amante, ela não seria nada além de sua governanta. E era inadmissível ter tanta vontade de beijar sua empregada.

Desistindo de rolar de um lado para o outro, o duque se levantou e foi até a sala servir-se de uísque. Se ele bebesse duas ou três doses talvez seu corpo relaxasse e ele pudesse pegar no sono. Estava escuro demais para ler e não havia nada que ele pudesse fazer para se divertir.

Aquilo era o que ele pensava, até ver Elizabeth de pé na janela.

Maldição, ela era apenas uma silhueta escura e avermelhada à luz da lareira, mas os seus cabelos estavam esvoaçantes como se flamejassem.

— Não consegue dormir? — Ela perguntou, percebendo-o na sala.

— Não. Espero que o uísque me ajude a resolver esse problema.

Ela se virou para ele e estava lá, com aquele cobertor que não conseguia mais cobrir seu corpo inteiro. Estando os dois de frente, ele podia vê-la. Será que Elizabeth considerava que a ausência de luz a mantinha em segurança e escondia suas formas? Será que ela não percebia que a lareira continha claridade suficiente para expor sua pele parcialmente desnuda e deixar Aiden duro como granito?

— Se tiver mais sorte do que eu. Bebi duas doses e só fiquei um pouco confusa.

— O álcool faz isso conosco. — Aiden deu dois passos na direção dela. — Ele desinibe e amortece.

Elizabeth foi até o bar e serviu duas doses do líquido âmbar. Entregou um copo ao duque e ficou com outro para si. Ele bebeu tudo em um gole e serviu-se de mais. Bebeu novamente de uma só vez para ganhar coragem. Não que Aiden precisasse de coragem, mas ele nunca fizera nada como aquilo que estava fazendo.

— Amanhã estaremos liberados. — Ele deu outros dois passos até ela. — Provavelmente esse é o último momento em que ficaremos assim, sozinhos.

Ela baixou o olhar e Aiden percebeu seu constrangimento. Ao mesmo tempo, não fez nada para impedir que ele se aproximasse mais.

— Provavelmente muitas fofocas já surgiram. A sua reputação pode estar em perigo, Alteza

— A reputação de um homem nunca está em perigo. — Ele estava perigosamente próximo e ela conseguia sentir o calor emanado da pele descoberta dele. — Já a sua, tenho certeza que sairá daqui bastante arranhada. Isso a preocupa, Elizabeth Collingworth?

— Não tenho muito mais com o que me preocupar, Alteza. Eu não sou uma dama, não tenho reputação a zelar. Uma mulher das docas não será rejeitada apenas porque passou alguns dias com um duque em uma casa isolada.

— Talvez não. Mas isso pode atrapalhar seus planos de trabalhar como tutora de jovens damas.

— Será uma consequência com a qual terei que lidar.

A forma como ela o olhou era determinada, porém triste. Não havia mais virtude a ser arruinada nem as classes mais baixas davam tanta importância assim aos intercursos sexuais entre pessoas não casadas. Mesmo assim, ela parecia sempre presa entre dois mundos, aquele em que fora criada e aquele a que pertencia. Havia a dignidade que ela tentou precariamente proteger durante aquele curto período em que ficaram juntos. E ele teria total responsabilidade pelo que estava para acontecer.

O silêncio perdurou enquanto Aiden se aproximava até estar a menos de dois centímetros dela. O cobertor roçava em sua pele, já que ele estava sem camisa. Aiden pegou o copo quase vazio da mão de Elizabeth e colocou sobre a mesinha do bar. Sua mão, então livre, posicionou-se nos cabelos dela e os dedos enrolaram os cachos loiros entre eles.

— A senhora é a mulher mais linda que já conheci.

A frase saiu quase como uma confissão. Um sussurro de sua alma, algo que Aiden dificilmente diria em voz alta em sendo verdade. Já dissera a outras mulheres que elas eram lindas, nunca que eram as mais lindas. Já dissera coisas para levá-las para a cama, a maior parte era apenas para conseguir um objetivo. Naquele momento, enquanto a face de Elizabeth corou em vários tons de vermelho, o duque entendeu que não precisava mentir para seduzi-la. Que a verdade era suficiente.

— Alteza, eu...

O duque calou os lábios dela com o polegar.

— Não diga nada. Apenas me peça para parar.

Ela não disse, então ele não parou. O polegar contornou os traços da boca dela e desceu para o pescoço, até se posicionar sobre o nó inconveniente daquele cobertor. Devagar, como se fosse um caçador prestes a pegar a presa, Aiden levou a outra mão até a nuca de Elizabeth e a beijou.

Foi um toque de lábios, no início, em que a boca dele, muito quente e ansiosa, encontrou a dela, trêmula. O gemido que se seguiu fez com que Aiden forçasse uma abertura para sua língua. Como ela ainda não tinha pedido para ele parar, o duque desceu as duas mãos até a cintura da mulher e a puxou para mais perto. 

Mais um beijaço

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Mais um beijaço. Será que dessa vez rola só beijo ou... 

 

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Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora