Capítulo Cinquenta e Cinco

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Castiel Almeida

Guardo meus materiais assim que a aula termina e me levanto com um pouco mais de dificuldade agora. Com sete meses de gravidez, eu já me sinto uma bola, e não quero nem pensar quando chegar aos nove. Helena está a cada dia mais agitada e não vejo a hora de tê-la aqui comigo. Na verdade, acho que todos da nossa família querem isso, principalmente o papai babão.

Abro um sorriso, ao me lembrar de cada reação de Adrian em relação a minha gravidez. É lindo ver como seus olhos brilham com cada mínimo detalhe e é maravilhoso sentir o amor dele por todos nós.

Ando meio distraído até a saída da faculdade e me assusto quando sinto mãos ao meu redor. Meu corpo chega a pular e escuto uma risada conhecida atrás de mim. Coloco a mão em cima do meu peito acelerado e cerro meus olhos enquanto me viro até o indivíduo.

- Quer me fazer parir antes da hora, é? - Pergunto bravo e Maurício me lança um sorriso amarelo.

- Desculpa, cunhadinho... só queria te abraçar. - Ele faz um biquinho e reviro meus olhos.

- Sei, seu loiro oxigenado. - Implico e ele fecha o sorriso.

- Eu sou platinado, sem graça. - Ele resmunga, mas logo sorri quando vê algo atrás de mim. - Thauzinho, que meu peão chegou! - Ele diz animado e sai praticamente correndo.

Me viro novamente e vejo Antonio parado encostado ao seu carro, esperando pelo namorado. Sorrio e aceno para meu amigo. Me sinto imensamente feliz em ver meus dois amigos juntos, não perdendo mais tempo com bobagens.

E como um imã, quando eu desvio meus olhos dos dois, sou atraído pela visão do meu lindo cowboy. Ele estaciona a caminhonete em frente à faculdade e me procura com o olhar por alguns segundos, até que me encontra. Sorrio e sigo em sua direção, notando alguns olhares para o meu marido. É, eu sei que ele é um deus grego, mas é meu.

- Já chegou chamando a atenção. - Reviro meus olhos e ouço ele soltar uma risada, deixando um selinho em minha boca em seguida.

- Eu sou um espetáculo mesmo, mas não se preocupe... sou apenas seu. - Ele diz convencido e pisca um dos olhos para mim.

- Cowboy idiota! - Finjo indiferença, mas gosto da sua resposta. - E o Evan? - Pergunto, passando o cinto de segurança por meu corpo, sentindo incomodar um pouco minha barriga.

- Ele está muito bem com Ana Clara. - Ele responde e dá partida no carro.

- Eles já são tão amigos, mesmo sendo dois bebês ainda. - Falo com um sorriso.

- Evan já está quase com três anos, amor... Não é tão bebê assim, mas é verdade que eles são bem amigos. Na verdade, espero que nossos filhos e as outras crianças da família sejam sempre amigos. - Ele diz e concordo.

- Acho que até bem mais que amigos. - Falo sugestivo, me lembrando da conexão incrível que há entre Otávio e Evan. Eu sei que eles são apenas crianças ainda, meus bebês, mas não posso não pensar nisso. - Seria engraçado ter nosso afilhado como genro, não? - Brinco com ele, que solta uma risada gostosa.

- Definitivamente, mas melhor seria ver o Enzo morrendo de ciúmes. Otávio e Giovani são os príncipes intocados do papai. - Ele provoca.

- Até parece que você não é igual. Fica aí brincando, mas morre de ciúmes do Evan. Helena nem nasceu e sei que ela sofrerá também. - Acuso e ele solta um muxoxo.

- Eles são meus bebês. - Ele se defende e isso o deixa fofo.

- Eu sei. - Sorrio e beijo sua mão que está entrelaçada a sua. - Já vamos para a consulta? - Pergunto, mudando de assunto e ele assente.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora