Capítulo cinquenta e três

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Coringa🔥

Já tinha passado duas semanas, e hoje era o dia que a Milena ia sair do hospital, depois de quase um mês. Tava suave porque ela tava bem, mas já tava ciente que ela não ia querer nem olhar na minha cara.

Parada que até pesava um pouco na minha mente, mas eu não tava arrependido.

Foi só pra dar um susto, e nem deu nada de grave com a coroa, ela ficou uns tempos no hospital mas eu mandei puxarem a ficha dela lá, pra saber de tudo.

Coringa: Problema teu, parceiro. O que eu tenho com isso? Se tu tem família, filho e os caralho todo, segue com as tuas obrigações! - Apontei, saindo da minha sala.

Lb: Só me dá uma semana, pô. Eu vou arranjar essa grana, patrão.

Coringa: Três dias! E se vira, porque aqui não tem nenhum otário não, se esse dinheiro não aparecer, tu vai pro saco mané.

Ele balançou a cabeça saindo, e de longe eu já vi Jonas passar de carro.

Coçei a cabeça pegando o beco, e quando eu cheguei só tinha o Cabelinho do lado de fora, mas mesmo assim eu vi a Milena que me olhou sem demonstrar nada, e passou pro outro lado, dentro da casa.

Cabelinho: Vai lá, faz o que tu sabe que tem que fazer! - Bateu nas minhas costas.

Coringa: Deixa isso pra depois, tenho outras parada pra resolver.

Cabelinho: Vai preferir colocar qualquer outra coisa a frente do lance maneiro que tu tem com ela? Pura ilusão.

Balancei a cabeça colocando a mão no bolso, e passei pra dentro, todo sem jeito.

Mi: Ok, eu vou ir deitar, eu tô um pouco enjoada, só vou tomar o remédio!

Bruna: Não esquece que são dois, é um agora e o outro só a noite.- Milena balançou a cabeça, e quando a Bruna acenou pra mim ela olhou pra trás.

Coringa: Posso falar contigo, Milena? - Perguntei olhando ela tomar o remédio, e depois passar pro lado que era o quarto.

Mi: Não.

Coringa: Vai me escutar de qualquer jeito! - Entrei no quarto, vendo ela tirar a roupa.- assim tu me quebra, Milena.

Mi: Se você soubesse a raiva que eu tô sentindo, nem estaria no mesmo cômodo que eu, ou melhor, na mesma casa! - Abriu o guarda roupa, e eu não perdi a oportunidade de olhar pra raba gostosa dela.

Coringa: Eu não me arrependo, só te falo isso. A tua mãe não pensou antes de me humilhar e falar uma pá de bagulho na minha mente.

Mi: Eu te entendo, mas tentar matar a minha mãe, Thiago?

Coringa: A velha tá ai, viva pô.

Mi: E se não tivesse? Eu só tenho ela de família, você não tinha o direito de fazer isso comigo.

Coringa: Já passou, não da pra voltar no tempo, Milena. Tua mãe nunca foi de boa contigo, sempre tentava mudar a tua cabeça.- Falei, olhando ela se vestir.

Mi: Seu pai batia na sua mãe, fazia um inferno na sua vida! Mas me diz ai, você deixou de sofrer com a morte dele? Deixou de sentir a perda? Mesmo fazendo tudo que fez, ele não deixou de ser seu pai! Então porque comigo eu tenho que bancar a compreensiva?

Coringa: Não fala do meu pai, Milena.- Falei, já perdendo a paciência.

Mi: Tá vendo? Você pode dizer o que quer da minha mãe, e se achar na razão! Mas quando eu passo a verdade na sua cara eu tô errada, e você me pede pra não falar, incrível a forma de que quando as coisas se dirigem a você, é tudo diferente.

Balancei a cabeça passado a mão no rosto, ela sentou na cama de cabeça baixa e eu só ouvi ela soluçar, o que me fez sentir mó aperto fodido no peito.

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