Capítulo 15

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Era beijo que vocês queriam? 

Ela sentia como se tivesse caindo em queda livre em um precipício

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Ela sentia como se tivesse caindo em queda livre em um precipício. Era uma sensação inesperada e que arrebatava Elizabeth em uma espiral infinita enquanto a boca quente e macia de Aiden Trowsdale estava sobre a sua. O beijo começou ríspido, um pouco abrupto, mas não demorou nem cinco segundos para que os dedos dele subissem pela nuca dela e se amoldassem ali, fazendo com que o toque de lábios suavizasse.

Não era a primeira vez que Elizabeth era beijada. Era só infinitamente diferente do que ela se lembrava. Talvez fosse o calor que emanava daquele corpo masculino bruto, esculpido em músculos. Ou talvez fosse a enorme atração que ela sentira pelo duque desde que o vira na estalagem, antes de desmaiar.

Talvez fosse também o cheiro masculino e amadeirado que emanava de sua pele lisa. Poderia ser o toque daquelas mãos fortes e marcadas por calos, mas que mantinham uma suavidade e maciez comuns às mãos aristocráticas.

A pressão na nuca se intensificou no instante em que ele procurou abri-la para ele, pressionando delicadamente sua língua contra os lábios ansiosos de Elizabeth. Ao invés de resistir e afastá-lo, ela se pegou oferecendo espaço para acomodá-lo em sua boca, para receber o calor febril que se enroscava com sua própria língua e fazia com que ela sentisse aquele gosto de uísque que poderia inebriá-la em segundos. Ao invés de fazê-lo parar, Elizabeth ergueu os braços e o enlaçou pelo pescoço. Com um grunhido sensual e rouco, Aiden desceu os dedos pelo corpo dela, traçando as linhas de seus braços até posicionar-se em sua cintura e puxá-la para perto.

No instante em que os dois corpos se uniram e ela sentiu-se esmagada contra aquele peito duro e viril, uma voz do lado de fora os tirou do transe.

— Trowsdale!

Era um homem que Elizabeth não identificou como nenhum dos criados, que jamais chamariam o duque daquela forma, nem como o doutor Davies. Mas ouvir o sobrenome causou um efeito imediato em Aiden, que se afastou repentinamente dela. Os olhares se cruzaram e ficaram presos um no outro enquanto ele passava os dedos pelos próprios lábios.

— Edward, seu maldito. — O duque deu três passos largos e se apoiou na janela. Elizabeth sentiu os joelhos amolecerem e sentou em um dos sofás que estavam na sala mesmo. Não achou que conseguiria ir até o quarto se esconder e teve medo do que poderia acontecer se ele fosse até ela, lá. Não, não era medo. Ela temia, sim, que algo muito mais inadequado pudesse acontecer, mas o que sentiu foi antecipação. Ansiedade.

— Fui até a mansão para confirmar as fofocas sobre você e me disseram que você estava aqui. É tão grave assim? Você não parece doente.

O duque pressionou as têmporas, demonstrando que a interrupção o deixou agitado.

— Estou doente. Tenho Escarlatina e o doutor Davies me orientou ficar isolado para não arriscar contaminar mais ninguém. Sei que temos assuntos para conversar e conhaques para tomar, mas precisaremos adiar por mais uns dias, até que eu esteja recuperado.

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora