Capítulo 14

305 77 106

Olá, leitoras lindas! Alguém aqui esperando momentos românticos e intensos entre esse casal inusitado? 

THE WAIT IS OVER!

THE WAIT IS OVER!

Ops! Esta imagem não segue as nossas directrizes de conteúdo. Para continuares a publicar, por favor, remova-a ou carrega uma imagem diferente.

**********

O sol em Kent era mais brilhante do que em Londres. Foi com essa certeza que Aiden acordou no dia seguinte, depois de uma noite de sono sem intercorrências. Ele ainda estava quente, sentia sua pele ardendo pela febre e as manchas continuavam dizendo que a doença continuava ali - mas também sentia que estava melhorando. A morte provavelmente não pairava mais sobre sua cabeça.

Mas tinha alguma coisa que ainda o incomodava. Ele descobriu isso quando, olhando pela janela, viu Elizabeth Collingworth caminhando do lado de fora da casa. Descalça, com apenas uma camisola branca e com os cabelos mal trançados, ela parecia uma visão mística, etérea, do Paraíso. Ele não era um homem muito religioso, mas aquela mulher o instigava a pecar todos os minutos do dia.

Em breve, ela não estaria mais ali e isso era bom. Aiden tinha que escolher uma noiva, casar-se com uma dama da aristocracia e aquela mulher, ali, bailando pela grama verde como se fosse uma fada, não servia para ser sua esposa. Também não iria aceitar se tornar sua amante. O melhor, para ambos, era que seguissem seus caminhos, totalmente opostos.

E sua mãe o infernizaria por toda uma eternidade. Se Agatha era o demônio, ele precisaria de um adjetivo mais satânico para definir a duquesa. Aiden tentara compreender a amargura da mãe depois de perder tantas crianças, as que nasceram entre ele e sua irmã. A cada bebê que nascia morto, a duquesa definhava mais e mais. Aquilo significava que, para se manter sã, a mãe fizera um pacto com o inferno. Provavelmente, prometera a sua alma e a de mais algumas pessoas que pudesse arrebanhar. Tudo que ele menos desejava fazer era desagradá-la, principalmente porque a duquesa estava sempre muito doente.

Então, por que diabos ele não queria deixar Elizabeth ir? Por que tinha a ilusória sensação de que poderia tê-la, mesmo que por uma vez, e que isso seria o suficiente? Porque era um tolo, e a tolice não deveria ser característica de um duque.

Ao sair do quarto, depois de tomar banho e se barbear, algo que ele fez com nenhuma destreza, encontrou uma linda mesa de desjejum, posta com perfeição.

— Bom dia, Alteza. Pode se servir, espero que tenha acordado com fome.

Havia chá recém preparado em um bule e ovos mexidos. Elizabeth manejava a cozinha com talento e ele subitamente lembrou que precisava de alguém como ela. Era urgente. Talvez oferecer emprego àquela mulher fosse a melhor forma de mantê-la por perto mais algum tempo. Até que a nova duquesa - sua futura esposa - pudesse decidir sobre os criados.

— Sente-se bem, Elizabeth? — Aiden perguntou, sentando e servindo-se de ovos e presunto. Não era muito difícil colocar a comida no próprio prato, afinal.

— Sim, tenho certeza que a febre diminuiu. E minhas manchas estão menos vermelhas.

— Sorte da senhora. Eu ainda estou bastante avermelhado, como se um artista vesgo tivesse me usado como tela de pintura.

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora