Capítulo 10

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Vou tentar postar com mais frequência o livro. Eu sempre fui dos caps diários mesmo... Divirtam-se!

A voz de um anjo continuava ecoando na cabeça de Aiden enquanto ele lutava contra a febre

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A voz de um anjo continuava ecoando na cabeça de Aiden enquanto ele lutava contra a febre. Estava muito cansado, o suficiente para não conseguir sair da cama mesmo sentindo fome e sede. Também sentia dor e frio e aquilo era o bastante para decidir ficar aonde estava. Abriu os olhos, encarou as costas e os cabelos claros de Elizabeth e não evitou sorrir. Por que, com tantas donzelas perfeitas em toda a Inglaterra, era aquela plebeia viúva que estava causando tanto rebuliço em suas entranhas?

Enquanto a observava, ela se virou para ele. A face delicada acomodada sobre as mãos, apoiada no travesseiro. A Escarlatina não afetou em nada a beleza que Elizabeth carregava consigo.

— O senhor está com uma aparência péssima. — Ela disse e sorriu. Maldição, aquele sorriso ainda iria fazer com que ele perdesse a linha. Depois, levou a mão à testa de Aiden e permaneceu ali por alguns segundos. — E a febre está muito alta. Tome outro banho.

— Não tenho forças.

Elizabeth fechou os olhos.

— Nem eu. Também estou me sentindo como se fosse morrer, talvez eu vá. Há uma luz me atraindo, a luz está atraindo o senhor, também?

— Deve ser o sol do lado de fora. — Ele riu.

Não era o sol, Aiden também sentia que a morte poderia estar próxima. Não conseguiu nem se mover, apenas voltou a dormir. O sono, dessa vez, foi agitado e inconstante. Parecia um pesadelo, ele por vezes pensou estar caindo em um precipício, outras vezes sendo sugado por uma tempestade em alto mar. E o duque nunca nem tinha estado em alto mar para saber que sensação era aquela - mas era como se seu corpo adoecido inventasse as memórias por si próprio.

Ah, seria tão melhor ter memórias do corpo quente de Elizabeth sob o seu. Seria tão melhor saber como era tê-la em seus braços, aninhada em seu peito, o gosto dela em sua boca. Aiden nunca quisera mulheres aninhadas, nem fazia questão de lembrar-se delas depois. O prazer carnal era efêmero e satisfatório, ele não precisava rememorar gostos e texturas.

A mente lhe pregou peças substituindo o pesadelo pelo desejo. Ele não estava mais caindo ou sendo atirado na parede ou esfaqueado em um beco, estava apenas ouvindo Elizabeth rir e contar histórias. Imaginou o corpo dela nu, suado e ofegante, chamando por seu nome. Aiden. E então a agitação passou e o duque adormeceu profundamente.

Ouviu batidas à porta e seu criado o chamava, fazendo com que despertasse. Não sabia se era dia, ainda, ou noite. Se já era o dia seguinte ou o mesmo. Piscou várias vezes e a escuridão do quarto fez com que se localizasse no tempo. Uma brisa fria entrava pela janela aberta, que permitia que a luz da lua clareasse um pouco a cama onde estava. Não queria falar com Geoffrey, não tinha nem forças para se levantar e o calor o estava fazendo suar.

Calor?

Aiden tentou se mover e percebeu Elizabeth em seus braços. Ela estava aconchegada em seu peito, ele a tinha envolvido com o braço direito e ela segurava seu tórax com as mãos pequenas e macias. O duque fechou os olhos e colocou o nariz naqueles cabelos acobreados como o por do sol, inspirando o aroma que eles exalavam. Rosas? Não, gardênias. Elizabeth tinha um cheiro doce e marcante que ele não tinha sentido ainda, nem nas damas com quem compartilhara a cama, nem nas donzelas da aristocracia.

Geoffrey continuou chamando e foi ignorado. Com cuidado, Aiden puxou Elizabeth para mais perto e a comprimiu em seus braços. O calor dela se misturava com o dele e aquilo foi o suficiente para que sua excitação aflorasse. O que veio a seguir apenas agravou a situação.

Ela começou a despertar. Estendeu os braços e passou as mãos pelo peito nu de Aiden. Ele reprimiu um gemido quando os dedos dela deslizaram por sua barriga, hesitantes, em reconhecimento, e se enroscaram brevemente nos fios escuros que desapareciam na calça que ele vestia. Elizabeth então abriu os olhos, piscou e ergueu a cabeça. Sua expressão assustada estava misturada com a mais genuína confusão. Se ela tivesse descido os carinhos um pouco mais... ele não seria capaz de impedi-la.

Os olhares se cruzaram e permaneceram um no outro por um minuto inteiro. Aiden levou a mão até a face corada, enrubescida de Elizabeth e afastou alguns fios quase alaranjados da testa dela, limpando o suor que estava ali. Desceu o polegar pelas bochechas, pelo queixo delicado, parou ao tocar os lábios. Estavam tão próximos que ele podia sentir a respiração suave e morna tocando sua pele.

E então o encanto se rompeu. O que ele estava fazendo? Aonde eles queriam chegar com aquilo? Elizabeth rolou para o lado e o espaço que ela ocupava ficou subitamente muito vazio, frio, oco. O duque encarou o teto por longos minutos, o silêncio quebrado pelas insistentes batidas na madeira, pela água gotejando em algum lugar do lado de fora, pelo ressonar das respirações aceleradas. Talvez ele conseguisse ouvir seu próprio coração martelando. A dor estava toda concentrada em sua virilha. Ele precisava dar um jeito de tomar aquela mulher para si ou livrar-se dela de uma vez.

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Martelada. Outra martelada. Mais uma martelada. O coração de Elizabeth parecia a oficina de um ferreiro ou um canteiro de construção. Ela estava imóvel deitada de costas na cama, fitando o escuro do teto enquanto o ar escapava de seus pulmões sem que ela conseguisse respirar. Em algum momento durante o sono conturbado pela febre ela rolou para o lado do duque e acabou nos braços dele.

Se não fosse morrer pela doença, precisava dar um jeito de sair daquela cama. O duque até parecia um homem gentil, mas era apenas isso. Ele poderia querê-la para uma noite, só que a simples ideia de ser amante de alguém a deixava enjoada. Elizabeth podia ser pobre e desempregada, mas não se prestaria a ser sustentada por um nobre como sua amante. E se daquela loucura ela engravidasse? E se gerasse um bastardo?

A febre fez com que ela sucumbisse ao delírio novamente e seu corpo apagou. 

Taí um cap que coloca os dois em um posição beeem comprometedora, hem? Muito doentes, na mesma cama, quase sem roupas

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Taí um cap que coloca os dois em um posição beeem comprometedora, hem? Muito doentes, na mesma cama, quase sem roupas. Se não tiver casamento, vai ser um grande escândalo!

Beijocas e boa sexta :)

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora