Capítulo 06

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Hoje é aniversário da @LitzB_ e por isso não podia deixar de vir aqui parabenizá-la e postar mais um capítulo para que ela se divirta no dia de hoje! :) Parabéns, lindona, muita alegria, amor e realizações na sua vida. 

E o capítulo de hoje tem musiquinha. Eu penso nela toda vez que Aiden pensa em Elizabeth :) Boa leitura.

Quando acordasse do pesadelo, Aiden iria descobrir o que andou bebendo

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Quando acordasse do pesadelo, Aiden iria descobrir o que andou bebendo. Ele tinha que estar muito embriagado e entorpecido para ter o sonho mais surreal de toda a sua vida. Nesse sonho, estava preso em uma casa elegante para hóspedes, em uma estalagem qualquer, com uma plebeia. Eles estavam padecendo de uma doença muito grave e isolados. E ele estava morrendo de fome.

A parte estranha era que Aiden estava acordado, portanto não podia estar sonhando. Girava pelo quarto em passos largos, iluminado pela chama débil de algumas velas, enquanto era observado pela mulher mais linda que já vira. Mulher que ele não conhecia, mas de quem tinha prometido cuidar. Reviveu mentalmente as últimas horas e teve certeza que, se não estivesse enlouquecendo, a doença já teria carcomido seu juízo.

Aiden nunca fora um homem que se incomodasse muito em cuidar das pessoas. Ele cuidava das coisas. Aprendeu assim a ser um excelente duque, atento às suas responsabilidades e afazeres. Depois da morte do pai ele fora catapultado para um mundo que lhe era estranho. E, naquele momento, mesmo que parecesse um absurdo, também era extremamente razoável que ele decidisse cuidar de Elizabeth Collingworth.

— Aonde está o maldito jantar? — Esbravejou mais para si mesmo do que para uma plateia, já que não havia nenhuma.

— Devem ter desistido de trazer, Vossa Graça. — A Sra. Collingworth estava com a voz fraca e embargada. Aiden não sabia dizer se era cansaço, nervoso ou a doença. — O senhor mandou que ninguém se aproximasse...

— Então decidiram nos matar de fome. — Ele parou de girar e percebeu-se ainda sem camisa. Sua peça de roupa estava jogada no chão e de repente fazia muito frio. A brisa fresca que entrava pela janela não poderia causar nele tanto impacto. O duque estava acostumado a correr pela propriedade, a tomar chuva e a fazer exercícios ao ar livre. Era um homem saudável, não fazia sentido algum ficar doente.

Foi até a porta e a espancou. Bateu com uma das mãos com força, querendo chamar a atenção de alguém. Por sorte, seus criados eram fiéis e um deles estava de guarda, esperando qualquer demanda do duque.

— Vossa Graça precisa de algo? — Era a voz de Granger, o mais jovem de seus empregados. Por que deixaram justo o menino para trás?

— Sim. Preciso que sirvam nosso jantar. Deixem as travessas na porta, não interessa como vão fazer, mas estamos com fome. E descubra por que raios o doutor Davies ainda não está aqui.

Mais silêncio. Aiden se irritou novamente porque ninguém o respondia. Será que pensavam que podia ver através das paredes? Sentou-se em um sofá e arrancou as botas, que o estavam incomodando. Desamarrou todos os cadarços sem qualquer paciência e atirou-as longe, enquanto se encolhia entre almofadas. Estava com mais frio, naquele momento, mas não pretendia demonstrar fraqueza para a mulher que estava logo ali, no outro quarto.

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora