Capítulo trinta

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Milena🌸

Mi: Bebê tem que dormir...- Falei, coçando a cabeça, após perceber que o embuste não tava mais por perto.

Coringa: Bebê tem que mamar antes dormir...- Eu ri, dando um tapa no peito dele.

Mi: Quando você vai parar de ser tão escroto? Meu deus.- Murmurei.

Meu celular marcava 2h da manhã, a Bruna tava no meio da galera e ela sabia muito bem o caminho de casa, então eu não iria chamar, e muito menos encher o saco.

Falando nisso, nesse passar de um mês. Já estamos morando sozinhas, eu e ela, Coringa arrumou uma casa pra gente.

Eu já estou bem acostumada com a rocinha, e isso é ótimo! Mas as vezes também sinto saudades do meu apartamento.

Eu tava até tentando convencer o Coringa de que os caras já tinham esquecido da Bruna até, ninguém insiste por tanto tempo sabendo que não vai dar certo. Só que na mesma semana teve uma invasão aqui, dos mesmos querendo a Bruna.

Minha mãe também tinha ido viajar, e eu nem tinha conversado com ela direito. Então ela nem sabe que eu tô morando no morro, mas quando ela chegar de viagem eu vou tentar explicar por cima, algumas coisas.

Eu tava mais na frente de braços cruzados, olhando pra menina que me encarava de longe, e conversava com o Coringa.

Depois de um tempo os dois saíram da conversa, ela tentou um beijo mas ele rejeitou vindo pra perto de mim, fumando.

Coringa: Vai ir pra casa agora?

Mi: Sim! Eu tô mortinha, pra mim já deu por hoje.

Coringa: Eu te levo, Milena.

Balancei a cabeça concordando, e a gente pegou o caminho de casa. Eu calada evitando de olhar e ele fumando e dando risada sozinho.

Mi: Obrigada, Coringa.- Falei na porta.- boa noite.

Coringa: Vai me convidar pra entrar não?!

Mi: Você deve ter uns dez encontros essa madrugada, não vou atrapalhar nada.

Coringa: Meu único encontro hoje é contigo, gatinha.

Eu sorri fraco, dando o espaço e ele passou com a mão na minha cintura, me levando pra dentro.

Mi: O que você quer?

Coringa: Você.

Mi: Entra na fila, nego.

Coringa: Eu sei que tu prefere eu, mesmo tendo geral desse morro aos teus pés! - Susurrou no meu ouvido, colando os nossos corpos.- fala na minha cara, que ninguém te deixa molhada da mesma forma que eu deixo, só de te beijar, e puxar o teu cabelo.

Arrepiei todinha, porém me separei dele, indo pro meu quarto.

Mi: O que você tem de lindo, interessante as vezes, e engraçado. Se torna tudo ruim, só quando você usa as suas merdas, e de uma hora pra outra tem crise de bipolaridade, e trata todo mundo mal.

Coringa: Mas eu te trato bem! - Joguei o meu tênis pro lado, e meu corpo pra trás, sentindo ele passar a mão na minha coxa.- melhor do que qualquer uma.

Coringa subiu em cima de mim, deixando vários beijos no meu pescoço, depois mordeu a minha boca, me beijando devagar, arranhei as costas dele por de baixo da camisa, e prendi as minhas pernas na cintura dele.

Mi: Não vou transar com você! - Virei meu rosto, ainda sentindo ele beijar o meu pescoço.- quero dormir, você vai ficar?

Coringa: Pede que eu fico.

Mi: Thiago, você quer dormir aqui comigo? Eu deixo você ficar agarrado comigo, de um jeito fofo.

Ele balanço a cabeça dando risada, e eu fui escovar meus dentes, dei uma escova nova pra ele, que escovou os dentes também, e foi fechar a porta.

Eu já tava deitada, de lado. A luz apagou, Coringa deitou colocando a perna em cima da minha, e nos primeiros minutos ficou mexendo comigo, não me deixando dormir, mas depois de dois tapas, ele ficou calado cheirando o meu pescoço, e eu fechei os olhos.

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