Capítulo 05

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Bora descobrir por que Elizabeth desmaiou? Precisamos acordá-la, então.

Bora descobrir por que Elizabeth desmaiou? Precisamos acordá-la, então

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Assustada, foi como Elizabeth despertou depois do desmaio. Ela lembrava de ter caído, mas não de ter tocado o chão. Seu corpo estava deitado em uma superfície tão macia que ela teve certeza que morrera e aquelas eram as nuvens do céu. Ou talvez ela não fosse para o céu, já que era uma pecadora. Não era?

Seus olhos demoraram a enxergar a silhueta de um homem que, daquela vez, não olhava para ela. Velas iluminavam o lugar onde estava e nada tinha mais luz do que ele. Acomodado no parapeito da janela, olhava para a escuridão como se pudesse enxergar pela noite.

Ele estava de lado e seu perfil era duro como se tivesse sido talhado por um machado. Queixo quadrado e nariz proeminente. Elizabeth podia jurar que ele tinha uma covinha no queixo. Mas, afinal, quem era ele? Provavelmente ela tinha morrido e ele era o Paraíso.

Desde a infância, Elizabeth acreditava em amor. Ela sonhava com o amor que a arrebataria e a levaria aos céus. Com o homem para quem ela olharia e se apaixonaria de forma imediata. Suas amigas eram mais pragmáticas e riam dela. Homens eram como negócios, só que ela era uma romântica. Esperava viver um amor avassalador e tinha certeza que, um dia, ele chegaria.

Talvez ela estivesse olhando para ele naquele momento.

— A senhora acordou. — O homem disse, virando-se para ela. Ele não demonstrava muita emoção na voz. Elizabeth sentiu um pequeno desconforto com a forma como os olhos dela a observavam.

— Onde estou? Onde estão meus filhos? Quem é o senhor?

— Muitas perguntas. — Ele veio na direção dela e seu coração martelou alto demais. Os ombros largos davam a dimensão de que ele era grande, mas, daquele ângulo, ele parecia ainda maior. Ela se sentou na cama, nervosa com o que ele poderia fazer com ela. Só não tinha certeza se estava com medo ou excitada.

Damas respeitáveis não se sentiam excitadas. Por sorte ela não era nem dama, nem respeitável.

— Sou o Duque de Shaftesbury. A senhora está em um quarto nessa... estalagem, já que desmaiou no meio do salão. Minha irmã insistiu para que esperássemos que acordasse e seus filhos estão sendo lavados. Eles estavam... imundos.

As pausas na fala do homem sugeriam que ele escolhia palavras. Então era o duque. O irmão mencionado por Lady Agatha, dono de muitas propriedades espalhadas pela Inglaterra. Poucas pessoas não tinham ouvido falar do duque, seja por sua riqueza, seja por seu jeito pouco habilidoso nos eventos sociais e no trato com pessoas.

— Alteza. — Elizabeth tentou fazer uma reverência, mesmo sentada, mas estava se sentindo zonza. Tombou o corpo para frente e quase caiu novamente. Foi amparada pelos braços do duque.

Aqueles braços. Eles estavam descobertos, ela conseguiu perceber e sentir o calor da pele dele que passava através do tecido de sua camisa branca. Eram fortes, firmes e masculinos. Ele tinha um cheiro de roupa lavada que a deixou inebriada.

Um Duque para chamar de meuOnde as histórias ganham vida. Descobre agora