Capítulo vinte e seis

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Três dias depois

Milena🌸

Eu tava no meu quarto, tirando várias fotos, quando eu ouvi a campanhia tocar várias vezes.

Sem pressa nenhuma, eu fui postar a minha fotinha, pra depois ir abrir a porta.

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Fui pra sala xingando mentalmente a pessoa que não parava de tocar, e as vezes bater na porta.

Mi: Eu ainda não sou surda! Você pode tocar a campanhia apenas uma vez.- Olhei pro Coringa.

Coringa: Cadê a Bruna?

Ainda sem responder, eu olhei pro corredor, vendo que tinha uns dez homens, parados.

Mi: O que tá acontecendo aqui? - Perguntei sem entender, e ele passou quase me levando junto.

Coringa: O menor caralho, ele vendeu a Bruna. Trocou a mina por uma dívida, os cara vão vim atrás, Milena.

Mi: Ele trocou a Bruna? - Perguntei incrédula, vendo ele andar de um lado pro outro.- você tá me deixando tonta.

Coringa: Aonde ela tá caralho?

Mi: Eu não sei, já deve estar voltando, ela vai vim pra cá.

Coringa: Eu vou matar aquele moleque do caralho! - Alterou a voz.- ele me traiu, Milena. Por causa de poder, vai se fuder.

Mi: A Bruna só precisa chegar logo...- Falei nervosa, indo procurar o contato dela no meu celular.

Quando achei, comecei a ligar, mas não ela atendia, e isso tava me deixando bem nervosa.

Coringa: Arruma as tuas coisas, anda.

Mi: É o que?

Coringa: Anda, Milena. Caralho, tô sem tempo pra ficar aturando o teu cu doce, arruma as tuas coisas, tu vai pra rocinha.

Mi: Eu não vou! - Falei firme.

Coringa: Se fode ai então.

Mi: Eu não tenho nada com isso, eu vou ficar, você leva a Bruna, pra proteção dela.

Coringa: E o que a Bruna tinha com os b.o do Menor? Agora ela tá envolvida até o talo, os cara tão atrás, eles já sabem da caminhada, Milena. E vão vim atrás, e se pra conseguir ter ela, eles precisarem te usar, eles vão te pegar, caralho.

Mi: Mas eu não tô acostumada com nada daquilo, eu gosto de ter a minha vida, gosto de poder sair livremente.

Coringa: Se entre ficar em segurança, e morrer. Tu prefere morrer, que morra então.- Deu de ombros.

Mi: Vai dizer que não se importa? - Me aproximei, sentindo a respiração dele bem perto da minha.

Coloquei as minhas mãos no rosto dele, mas o Coringa segurou nelas, colocando pra baixo, enquanto tentava desviar o olhar. Mesmo sabendo que ele tava puto, segurei mais uma vez no rosto dele, e beijei de um jeito calmo, ele apertou a minha cintura levando a mão no meu rosto, e foi deixando durar.

Isso até um menino entrar, atrapalhando. E avisando que a Bruna tava subindo, olhei pra ele de relance e balancei a cabeça indo pro quarto.

Olhei em volta, reparando em toda a decoração que eu levei meses, e sorri fraco, com o coração pequeno.

Tirei duas malas enomes, de cima do guarda roupa, e deixei em cima da cama.

Em poucos minutos a porta foi aberta, a Bruna entrou chorando, e eu abracei ela com força, ouvindo ela soluçar, o que também tava me dando vontade de chorar.

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