5. Você me toca na epiderme da alma. (Jade e Mike)

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Amarrei com cuidado o lenço na sua nuca e logo em seguida fiz uma careta de #passomalcomessadelicia. Não ria, Jade. Não ouse fazer nenhum som, garota danadinha.

Deitou no sofá de bruços e pude admirar suas costas largas e desenhadas. Cada músculo tinha um relevo próprio.

Com a mão ainda seca, fiz uma leve carícia do jeans até sua nuca, sentindo os ossos da sua coluna e minha boca salivou até eu quase babar. Tentei segurar o pingo antes que caísse e o desastre aconteceu, claro. A outra mão desequilibrou e a vela derretida caiu nas suas costas.

— Aiiiii! — Gritou e como eu estava sentada sobre ele, foi como se eu tivesse montada em um touro brabo. — Tá muito quente, pô! Você disse que não ia me queimar!

— Xiii, para de reclamar... — disse inclinada sobre ele, em seu ouvido. — Se não tivesse se mexido, não tinha sido punido.

Eu não disse isso. Por favor, me tirem de cima desse Deus grego porque eu vou confundir tudo em 54321...

Bufou e aceitou, voltando a deitar a cabeça no braço.

Não faça mais nenhum movimento errado, Jade! Deixa de ser destrambelhada! Arrghhh! Como eu posso estragar tudo?

Derramei um pouco de óleo na minha mão e senti a ardência momentânea. Não estava tão quente que fizesse algum machucado, foram apenas o medo e o choque que potencializaram a sua dor. Deixei que amornasse na minha mão e depois fiz movimentos circulares na sua pele.

— Mike, você vai seguir os comandos da minha voz... — instrui-lhe. — Eu quero que pense na cor vermelha... — comecei. — Eu estou um pouco descarregada de energia, e a culpa é sua, mas, tentarei doar a minha energia para você! Minhas mãos vão passar para sua pele até seu espírito...

Ele nada disse e supus que imaginava o vermelho.

— Não pode deixar que muitas pessoas toquem em você. Elas provocam um efeito de sanguessuga... Mas, confie em algumas para poder chegar tão perto... — Adociquei a voz e a deixei num timbre sereno, lento e relaxante. — Aqui na base da sua coluna, está seu chacra base. Ele é seu suporte. Sua base... — Passei os dedões por dentro do seu jeans quando fazia círculos com as mãos. Pode sentir a direção horária das minhas mãos... Imagine que aqui tem uma rosa dos ventos. Ela precisa girar positiva... Mas, você teve uma infância dura... — chutei, afinal, alguém que faz todas as loucuras que ele se propõe não pode ter tido um passado normal. — Pense no vermelho... Agora, Mike, lembre de alguém que é a representação da sua Terra, seu alicerce. Se essa pessoa não foi perfeita com você, mesmo assim, sorria para ela...

O que eu estou falando? Por que estou tendo essas ideias, de repente e não estou usando de erotismo?

— Agora, deixe o vermelho dar lugar ao laranja... Esse chacra mais acima do seu umbigo é onde mora a sua força física, a sua potência, os seus desejos... — Massageei com mais óleo derretido e quente e seu toque era delicioso. — Pense em você mesmo se exercitando como costuma fazer... — aconselhei. Ele certamente ia para a academia com aquele corpo. — O que você está lutando dentro de você que sua força física não te ajuda? Reconheça isso... — Minha voz era bem serena, mas, por dentro, eu ria, afinal, eu nem o conheço a tanto tempo! Só o que sei é um pouco do que aprendi nas aulas de ioga. — Agora, veja a água cair, pode ouvir o barulho de água? Aqui esse elemento é importante. O que gostaria de lavar? Que tipo de coisas te dão nojo? — perguntei e parei de me criticar. Deixei que a livre associação viesse a minha cabeça. — Pense no amarelo, agora... É como o fogo ardendo na sua área de controle... — Apertei com mais força aquela região e fiz movimentos circulares. — Quem ou que te descontrola? Por quê? — Deixei a pergunta no ar e fiquei acariciando— o com carinho. — Eu queria que se virasse... Mas, pode manchar o sofá...

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