Capítulo três

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Milena🌸

Eu tava deitada, conversando com a Bruna, quando a nossa ligação foi interrompida, por outra.

Número desconhecido, eu não costumava atender, mas esse eu atendi.

Ligação on📱

- Como que vai ficar o proceder, irmão? Preciso sair dessa porra logo, eai?

Mi: Hã?

- Tem como tu passar a porra desse celular pro Júnior? Caralho.

Mi: Não tem ninguém com esse nome aqui, quem é você?

- Qual o teu nome? Roubou esse celular foi?

Mi: Eu vou desligar.

- Desliga essa porra não mina, eu gostei da tua voz. Faz visita íntima? Eu pago bem, qual a cor da tua calcinha?

Ligação off📱

Olhei nervosa e com vontade de rir, após desligar na cara do homem, e voltei pra ligação com a Bruna.

Bruna: Era o Paulo?

Mi: Era um homem, ele perguntou a cor da minha calcinha, Bruna.- Falei sentindo vontade de rir.

Bruna: O que menina?! - Riu.- e tu falou né?

Mi: Me respeita, garota. Eu acho que foi número errado, ele tava atrás de um Júnior.

Ela riu, voltando pro assunto do Paulo. Porque eu pedia conselhos pra ela, as vezes eu nem sabia o que eu tinha na cabeça, porque a Bruna me mandava fazer cada besteira.

....

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Hoje eu nem queria sair, só queria ficar na minha cama, dormindo.

Mas minha mãe inventou de jantar fora, comigo e o meu namorado.

E como faz muito tempo que não saímos juntas, eu não recusei.

Já tava pronta, só tava esperando o Paulo vim me buscar.

Eu mandei uma mensagem, perguntando se ele já estava chegando, e em pouco tempo depois ele bateu na porta.

Milena: Não viu a minha mensagem? - Perguntei, olhando pra ele que tinha as mãos no bolso.

Paulo: Não, amor. Agora vamos? A noite promete...- Já olhei pra ele, após ouvir o final da frase.

Milena: Promete porque? - Dei um selinho rápido nele, me virei pra trancar a porta, e nós andamos até o elevador.

Paulo: Lá você vai saber.

Milena: Não gosto de surpresas, ok? E você sabe muito bem disso.

Paulo: É uma surpresa boa, prometo.

Quando vinha dele, podia se esperar tudo. Por isso eu sempre ficava com o pé atrás, quando ele queria fazer surpresas.

Chegando no restaurante, que era um dos quais eu mais amava frequentar, Paulo segurou na minha cintura, e foi me guiando até a minha mãe, que me olhava com um sorriso no rosto.

Lívia: Boa noite...- Desejou.- podem se sentar.

Minha mãe apesar da idade, não aparentava ter mais de quarenta anos. Depois da morte do meu pai, ela também passou a cuidar muito de si.

Paulo ia puxar a minha cadeira, mas eu tomei a frente puxando ela, e me sentando.

Milena: Enfim, qual o motivo tão especial?

Lívia: Eu gosto muito de vocês dois juntos, e vocês sabem. Só que na vida, sempre temos que pensar além, e o meu sonho você sabe qual é, Milena.

Milena: Você me faz tantas cobranças que eu até esqueço...- Sorri falsa.

Olhei pro Paulo que se levantou pegando na minha mão, e me neguei a acreditar que ele tava fazendo aquilo. Eu toda sem jeito, semicerrei os olhos pra ele que parecia não se importar, e se ajoelhou na minha frente, com uma caixa de veludo em mãos. Ele começou a falar coisas bonitas, mas eu nem ligava só queria socar a cara dele mesmo, no fim, minha mãe sorria e ele perguntou se eu aceitava, olhei sem jeito mais uma vez, pra dizer aquilo, mas com todo carinho do mundo eu disse "não".

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