Capítulo 25 - Comemoração

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Seguiram para a sede do baronato, onde aconteceria a recepção para os convidados poderem festejar aquele enlace.

Os recém casados seguiram juntos em uma carruagem, enquanto os convidados seguiam atrás. Sophia quis ir com sua nova amiga, a Marquesa de Winchester, estava encantada demais em saber que tinha um bebê na barriga da mulher e queria fazer companhia a ela.

— Mas Lady Winchester precisa descansar — Samantha tentou convencer Sophia a ir na carruagem deles.

— Tolice. Eu estou bem e será muito bom ter a companhia da senhorita Montress.

— Deixa, mamãe, eu prometo me comportar. — Sophia pediu pra Samantha com os olhos enormes e chorosos.

A recém casada sentiu os olhos encherem de lágrimas ao ouvir Sophia chamando-a de mamãe. Agora ela era oficialmente a madrasta daquela criança e cuidaria dela como se fosse a própria filha.

— Tudo bem, pode ir, mas não dê qualquer trabalho a Lady Winchester! Ela não pode se preocupar.

Sophia abraçou Samantha e agradeceu indo em seguida com Clara e Winchester para a carruagem deles. Bernardo ajudou sua esposa a entrar no transporte que os levaria em casa e entrou após ela. Ambos mantinham um silêncio agradável, trocando apenas sorrisos quando cruzavam os olhares.

A carruagem começou a andar e Samantha se perdeu em pensamentos enquanto olhava pela janela. Bernardo, por outro lado, não tirava os olhos da esposa. Desde que a vira entrando na igreja, não parara um minuto de apreciá-la. Antes com admiração, agora com luxuria causada pelo beijo voluptuoso que dera nela. Bernardo queria poder pular a recepção e a festa e partir logo para a consumação. Estar casado e saber que agora Samantha era sua esposa o deixou louco de desejo de consumar aquele casamento e se afundar em sua mulher.

— O que pensa tanto? — Samantha perguntou ao notar que Bernardo a olhava fixamente.

— É melhor que não saiba dos meus pensamentos ou poderá escandalizar-se. — Bernardo respondeu com um sorriso lascivo.

— São tão ruins assim? — Ela perguntou inocente da sensualidade no olhar do Barão.

— Ruins? Longe disso. Perversos e luxuriosos definiriam melhor o que se passa na minha mente.

Samantha corou ao dar-se conta do que aquelas palavras significavam.

— Está pensando na consumação?

— Estou.

— Oh. E-eu devo avisar-lhe que nada conheço sobre esse assunto, então precisarei que tenha paciência comigo, pois não saberei o que fazer.

— Não precisa se preocupar, lhe direi exatamente o que deve fazer.

— Mas é certo que o faça? Digo, é certo que tome para si a responsabilidade que caberia a minha mãe ou outra mulher?

— Ninguém melhor que seu marido para lhe ensinar. Sua mãe não saberia do que me agrada.

— E o que seria isso?

Bernardo sorriu ainda mais e se inclinou para a lateral fechando a pequena janela da carruagem, deixando os dois com parca iluminação dentro do transporte, em seguida sentou-se ao lado de sua esposa e inclinou para sussurrar-lhe ao ouvido.

— Quando a noite chegar e estivermos sozinhos no quarto irei beijá-la até que não sinta mais as pernas e precise de meu apoio para continuar em pé. Quando isso acontecer irei despi-la de qualquer roupa que ouse esconder seu corpo de minha visão, e em seguida farei o mesmo com minhas vestes. A deitarei nua na cama e beijarei cada centímetro do seu corpo.  Tocarei nos lugares que nunca foram tocados e provarei o seu gosto a levando ao paraíso. Devorarei seu corpo como se fosse o mais delicioso dos manjares, e a reverenciarei como o mais puro dos anjos. Irei apreciar e me alimentar de seus gemidos, enquanto estiver provocando cada um deles com minhas mãos. Tocarei em lugares nunca antes tocados e a farei tremer sob meu toque. E quando estiver completamente molhada e ansiando por mim, eu a tomarei lentamente, para que aprecie cada momento, e a tocarei de uma forma que se esqueça de tudo ao seu redor que não seja eu.

Como casar um BarãoWhere stories live. Discover now