Capítulo Quarenta e Oito

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Castiel Almeida

Me sinto tão atordoado nesse momento, que não sou capaz de escutar o que Adrian fala para mim. Sinto minhas mãos trêmulas e respiro fundo tentando me acalmar. Não posso me estressar, mas... É minha mãe. E ela está morrendo?

Não sei quanto tempo fico nesse estado de tupor, e só acordo quando sinto o toque de Adrian em meu rosto. Ele me faz olhar em seus olhos e só então sou capaz de ouvir o que ele fala.

- Calma, ok? Você quer ir até ela? - Ele pergunta com a voz calma e eu assinto com a cabeça.

- Sim... ela é minha mãe apesar de tudo. - Falo com a voz falha e ele concorda, deixando um beijo em minha testa em seguida.

- Tudo bem. Você acha que consegue arrumar algumas roupas para a gente levar? Vou avisar sua avó sobre tudo e pedir para Melissa cuidar do Evan. Não acho que seja bom ele ir conosco. - Ele diz e eu concordo com tudo.

Em poucos minutos eu consigo arrumar uma bolsa com poucas roupas para mim e Adrian. Tomo um banho rápido e sigo até o quarto de Evan, preparando uma bolsa para ele. Adrian aparece após alguns minutos e vai trocar de roupa, já que ele estava apenas com uma bermuda.

Meus movimentos ficam totalmente no automático e não consigo pensar em nada direito ainda. Tanto que quando me dou conta de algo novamente, nós já estamos no carro junto a minha vó, seguindo para a cidade.

A pior parte é deixar Evan longe de mim, mas sei que não é bom ele ir conosco nesse momento.

- Me liga qualquer coisa, qualquer mesmo que eu volto no mesmo instante. - Falo olhando para Melissa, que agora segura Evan ainda dormindo.

Acho que depois que tudo aconteceu, eu me sinto muito nervoso em me separar dele, mesmo que eu saiba que nada vai acontecer. Mas o trauma de tudo aquilo vai permanecer em mim e o cuidado sempre será maior.

- Eu prometo, mas fica calmo Castiel. Evan está seguro aqui. - Ela diz com calma e eu assinto.

- Obrigado por ficar com ele. - Agradeço e a abraço rapidamente de lado.

- Imagina, sei que fariam o mesmo com a Ana. - Ela sorri.

Me despeço dela e volto para a caminhonete estacionada na frente da casa. Respiro fundo e passo o sinto de segurança por meu corpo, sentindo o veículo se mover em seguida.

Ninguém fala uma palavra e isso parece deixar tudo ainda mais tenso. Fecho meus olhos e tento me acalmar e pensar em coisas boas. Talvez a situação dela não seja tão ruim e Victória só esteja exagerando. E Deus, eu nem sei o que ela tem.

Sinto a mão de Adrian se entrelaçar a minha e isso me acalma um pouco mais. Sei que independente de qualquer coisa, ele estará ao meu lado.

* * *

Chegamos a capital já com o dia clareando e seguimos diretamente até o hospital que minha irmã indicou para Adrian. Não consegui dormir por nem um minuto enquanto ainda estávamos na estrada e mesmo com os olhos fechados, minha mente não parava de trabalhar.

E assim que desço da caminhonete junto com eles e fico de frente ao grande hospital, sinto meu coração acelerar em meu peito.

- Está tudo bem, Cas. Não vamos sofrer por antecipação. - Minha avó diz e me abraça de lado.

Concordo com um aceno e pego na mão de Adrian enquanto seguimos até a entrada. Passamos pela recepção e pergunto em qual quarto a paciente Glória Almeida está e logo somos encaminhados até o mesmo.

Em poucos minutos, estamos de frente à uma porta de madeira. Quem abre a mesma é minha avó, já que eu não tive muita coragem para isso. E assim que entro no quarto, sinto uma sensação ruim ao ver Glória deitada na cama de hospital, ligada à vários aparelhos. Seu rosto está tão pálido, que ao redor de seus olhos possui uma cor arroxeada. Ela está bem mais magra do que quando a vi há alguns meses atrás e parece extremamente frágil.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora