Capítulo Quarenta e Cinco

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Hoje é sábado 🎶🎶... E temos att dupla!!

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Castiel Almeida

Continuo correndo, sem pensar em nada além de chegar logo onde está meu filho. Sinto um pouco de falta de ar, mas nem isso me faz parar. Não consigo pensar em nada nesse momento e me sinto totalmente perdido. Tanto que me assusto com a freada brusca de um carro ao meu lado.

Paro de correr e ao olhar para o lado, vejo Alan como motorista do carro parado.

- Entra, você não vai chegar lá vivo correndo assim. - Ele diz, mas não movo um músculo.

- Como sei que posso confiar em você? Há alguns meses atrás você disse coisas horríveis sobre meu filho e eu, por que quer nos ajudar agora? - Acabo expondo minha desconfiança, mesmo que agora não seja o momento para isso.

- Quer mesmo discutir isso agora? Acha que eu sairia da capital atoa? - Suas perguntas me fazem refletir.

E mesmo não acreditando ainda totalmente nele, eu respiro fundo e entro no carro.

- Vamos, a creche fica no centro. - Falo e pego meu celular no bolso da calça.

Alan volta a dirigir e enquanto isso, eu ligo para Adrian, querendo a ajuda dele nesse momento.

Sinto meu coração bater acelerado em meu peito e minha garganta seca. A chamada cai algumas vezes na caixa postal e isso me deixa ainda mais agoniado, até que ele me atende.

- Oi amor! - A voz rouca dele chega ao meu ouvido e solto um suspiro de alívio.

- Eu preciso de você, agora! Débora está querendo fazer alguma coisa com Evan. - Falo tudo de uma só vez, pois não há tempo para enrolação.

- O quê? Como assim? - Percebo que ele está perdido e entendo.

- Amor, só vem para cidade logo. Estou indo para a creche. - Aviso e faço sinal para Alan virar na próxima esquina.

- Ok, estou indo! - Ele diz e eu encerro a ligação logo em seguida.

Respiro fundo e fecho meus olhos por um instante, colocando minha mão em minha barriga, que nesse momento dói levemente.

- Está tudo bem? - Alan pergunta e apenas assinto com a cabeça.

Eu ainda não entendi porquê Alan está aqui, já que ele nunca ligou comigo ou com Evan. E só espero que não aja segundas intenções nessa vinda dele.

Abro meus olhos e percebo que estamos quase chegando, o que faz minha angústia aumentar cada vez mais. Só de pensar em alguma coisa acontecendo ao meu pequeno, me sinto totalmente sem chão.

O resto do caminho é feito totalmente em silêncio, apenas comigo dando algumas coordenadas a ele. E assim que o carro para em frente à creche, eu não espero por nada e saio correndo do carro.

Me aproximo do portão e por me conhecer, o porteiro o abre para mim. Entro correndo no pequeno prédio e sigo diretamente para a sala de Evan. Vejo alguns funcionários pelo caminho, mas não me atento a isso, já que tenho algo mais importante.

Assim que chego a sala dele, encontro a sala vazia e isso deixa meu desespero a um nível extremo. Sinto lágrimas descer por meu rosto e tento raciocinar por um segundo, o que me faz lembrar do refeitório.

Limpo as lágrimas e volto a correr, seguindo até o pequeno refeitório. Assim que chego ao local, sinto um alívio enorme ao ver Evan sorrindo empolgado com as outras crianças ao seu redor.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora