Gerard Way

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Oiii, como estão? Espero que bem <3

Bom capítulo <3

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A madrugada fora longa... Demian estava prestes a nascer, mas também, não tão prestes assim.

Minhas contrações eram espaçadas e o médico me falara para ir para o hospital apenas quando estivessem de cinco em cinco minutos... E como optei pelo parto humanizado, o tão humanizado quanto possível, não tomaria nenhum tipo de remédio, e fora assim que minha madrugada se passara entre dores, apertos de mãos que faziam até mesmo Frank fazer careta e banho de água quente para tentar relaxar. Além de claro, muitos feromônios do meu alpha.

E então, às nove horas da manhã, minhas contrações reduziram o espaço de tempo, passaram a ser de oito em oito, logo se tornando de cinco em cinco. Com um Frank nervoso e uma Elena absurdamente tranquila, segui para o hospital indo direto ao quarto preparado exclusivamente para que me sentisse em casa...

Frank fez questão de alugar a melhor suíte do hospital destinada àquele tipo de procedimento, e ali cabiam até dez pessoas caso eu quisesse, claro, apenas os mais íntimos estariam ali... Ou seja, Frank e Elena...

- Vamos ver como está esse coraçãozinho? - o médico entrou, carregando um pequeno aparelho e me pediu para deixar a barriga exposta, encostou o mesmo e se pode ouvir as batidas do coração de Demian - Tudo certo. É só esperar agora.

Sentei na enorme e confortável cama que se encontrava ali e fitei a enorme banheira que preparavam para meu parto enquanto respirava profundamente. Frank impregnou o quarto com seus feromônios, o que fez tudo melhorar, depois, se sentou atrás de mim, passando-os diretamente para minha barriga.

Aquilo era muito bom, eu sentia dores, mas elas pareciam apenas serem o necessário para me alertar como estava indo... Como Demian estava se saindo na árdua tarefa de nascer...

Senti as mãos de Frank trêmulas e sorri – Você está nervoso... – falei entre uma respiração profunda e outra.

- Desculpe, sei que deveria ser o alpha corajoso e incentivador, mas só consigo pensar que nosso bebê vai nascer...

Eu sentia toda a alegria de Frank naquele momento, o vínculo era incrível. Ele estava tão feliz, tão esperançoso e sim, eu também sentia o tantinho de medo, lá no fundo...

Medo que algo me acontecesse... Que algo acontecesse ao bebê...

E eu só podia passar a ele como estava bem...

Que o vínculo com Demian estava forte, que ele – com certeza – era um menino saudável.

Quando senti as primeiras emoções do nosso bebê – assim que o sistema nervoso se formou – foi uma das sensações mais incríveis da minha vida... Senti-lo agora... Sentir a pequena tensão que se formava no meu menino...

O medinho dele... Parece cruel, mas sentir o medo dele me deixava feliz, pois eu sabia que esse medo vinha do fato das coisas estarem mudando, do ambiente dele estar mudando, dele estar nascendo...

Sabia que o medo dele pioraria, mas, ei... Demian... Os papais estão aqui... Tá sentindo?

Alisei minha barriga e sorri – Você já está sendo incrível Frank... Só continua o bom trabalho...

As contrações diminuíram o tempo e a cada momento eu estava em um ponto diferente do quarto... Fosse com as mãos recostadas na cama, fosse dentro da enorme banheira de água morna, fosse no chuveiro. Conforme a dor aumentava, mais eu me mexia e menos conseguia ficar quieto.

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