Capítulo Trinta e Nove

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Adrian D'Ávila

Um mês depois...

Acordo ao ouvir um barulho e ao passar meu braço na cama e não sentir Castiel, abro meus olhos. Levo alguns segundos para me acostumar com a luz que vem do banheiro e logo a preocupação toma conta de mim quando vejo Cas ajoelhado de frente ao vaso vomitando... de novo.

Sem pensar muito, eu me levanto da cama e vou até, me abaixando ao seu lado.

- Pode voltar a dormir, eu estou bem. - Ele resmunga e dá descarga no vaso, e se senta no chão.

- Claro que está. - Falo com ironia e observo seu rosto pálido.

Ele não me responde e permanece em silêncio com os olhos fechados. Espero ele estar um pouco melhor e o ajudo a levantar, indo até a pia. Cas escova os dentes e depois disso eu o levo até a cama em meus braços. Nós deitamos e ele logo se aconchega a mim, respirando profundamente.

- Você precisa ir ao médico, já tem alguns dias que está assim. Pode ser uma virose, ou algo grave. - Falo com preocupação e ele apenas resmunga um "não".

- Não é nada, agora me deixa dormir. - Ele diz baixo e nem tenho tempo de retrucar, pois logo noto sua respiração suave.

Balanço minha cabeça em negação e me dando momentaneamente por vencido, também acabo pegando no sono.

* * *

Sinto uma mão minúscula em meus cabelos e logo em seguida solto um "aí" baixo quando eles são puxados com força.

- Papai adi... boy. - Ouço a voz infantil pronunciar as poucas palavras e isso me faz sorrir. - Dia! - Sinto sua outra mão bater em meu rosto e isso é o suficiente para que eu abra os olhos.

- Quanto amor senhor Evan. - Resmungo e me viro na cama, colocando ele em cima do meu abdômen.

- Papai dia! - Ele exclama feliz e bate palminhas, o que me faz deixar um beijo em sua bochecha gorducha.

- Bom dia ruivinho! Cadê o papa? - Pergunto, mas minha resposta logo chega quando Cas passa pela porta com uma mamadeira em mãos. - Bom dia amor, está tudo? - Meus olhos o analisam e ele sorri para mim.

- Tudo certo, sem vômito. - Ele brinca e sobe na cama, entregando a mamadeira para Evan, que começa a beber o leite como se nada mais importasse. E para ele não importa mesmo.

- Isso é bom, eu tenho que ir na cidade e não gostaria de deixar você sozinho. - Falo sincero e ele se deita ao meu lado.

- Não se preocupe, Antonio vai vir aqui mais tarde e me faz companhia. - Ele diz e eu deixo um beijo em sua bochecha.

- Vou levar Evan comigo então, tudo bem? Vou encontrar o Marcos. - Acaricio seus cabelos e sorrio quando Evan se joga sobre nós para fazer o mesmo com sua mãozinha livre.

- Evan vai adorar passar um tempo com vocês. - Cas sorri e isso me deixa satisfeito.

Esperamos Evan terminar sua mamadeira e logo descemos para tomar nosso café da manhã. É até estranho não estar vendo dona Clarisse aqui esses dias, já que ela aceitou a viagem que Castiel e eu demos a ela. Mas é bom ver ela descansando, pois ela merece isso.

- Pode me trazer um pote de sorvete? - Cas pergunta, quando eu já estou pronto para sair.

- Aqui tem sorvete, cabelo de fogo. - Falo estranhando e ajeito o pequeno boné na cabeça de Evan.

- Sim, mas quero de pistache. - Ele diz e isso me faz o olhar com uma careta.

- Que diabo de sorvete é isso? Nunca ouvi falar. - Isso é o suficiente para ele revirar os olhos para mim e se jogar no sofá.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora