Capítulo 79

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Legends never die they become a part of you
Every time you bleed for reaching greatness
Relentless you survive

Lendas nunca morrem, elas se tornam parte de você
Toda vez que você sangra em busca da grandeza
Implacavelmente você sobrevive

— Está tarde, é melhor deixarmos o Lucas descansar — digo depois de mais alguns minutos conversando baixinho sobre a possibilidade de os meus amigos estarem naquele local e tentando imaginar como vamos conseguir entrar para resgatá-los.

Lucas já tinha voltado a deitar e parecia não acompanhar a conversa. Ele vomitou mais uma vez e a dor de cabeça voltou com intensidade. A febre também não desaparece, mas ao menos está se mantendo em um grau mais baixo.

— Além disso, amanhã temos que acordar cedo — Matt lembra do funeral do Armon, o que acaba tirando a alegria que a possibilidade do resgate dos nossos amigos nos trouxe.

Observo-os saírem da enfermaria, mas a Mere permanece ao meu lado.

— Quer ir tomar um chá? Tomar um banho? — ela pergunta. — Você não saiu daqui hoje. Vá pegar um ar lá fora, eu fico um pouco com ele até você voltar.

Olho para o Lucas desejando com todas as minhas forças que o vírus esteja sendo eliminado do corpo dele. Penso em Clary e Mike, eu queria poder avisá-los agora, mas o Lucas pediu para esperar ele estar curado. Eu sei o quanto a mãe dele deve estar sofrendo neste momento, mas também entendo a decisão do Lucas. E logo ela terá uma boa notícia, logo eles poderão estar juntos de novo.

— Você não se importa? — pergunto para Mere desviando os olhos do Lucas para ela. Um banho quente pode realmente fazer com que me sinta melhor. Mere balança a cabeça negativamente e sorri me encorajando a ir.

Suspiro fundo.

Mesmo que seja momentâneo, sair de perto do Lucas é doloroso.

Ouço Vitor e Kyle na cozinha, o Matt deve ter voltado para a cama.

Caminho até o fundo do corredor e olho para a porta aberta do quarto do Nathan. A saudade bate tão forte que rapidamente se transforma em lágrimas e soluços. Resisto à vontade de ir lá, eu não aguentaria que as lembranças se tornassem ainda mais vívidas. Entro rápido no meu quarto, tiro a roupa e vou para debaixo do chuveiro tentando aliviar essa dor, mas a única coisa que sinto é ela me sufocar cada vez mais.

Não posso ficar longe dele, ficar sem notícias. Assim que o Lucas estiver curado, não vou ficar de braços cruzados esperando, vou atrás dele na Matriz.

Eu preciso dele.

Seco um pouco o cabelo com a toalha enquanto o ambiente frio me faz tremer um pouco. Não demoro a vestir um moletom grosso e folgado e vou até a cozinha preparar um chá.

— Por que vocês não foram dormir? — pergunto para os dois que continuam acordados.

— O Kyle está empolgado e não me deixa ir dormir — Vitor reclama.

— Que grande amigo — Kyle diz debochado. — Mas estou empolgado sim, não vejo a hora de encontrar a minha irmã, Em — diz feliz.

— Também estou ansiosa para encontrar a Mia e os outros. — Coloco o sachê dentro da xícara e um cubo de açúcar e encosto-me na bancada de frente para os dois. Eles parecem exaustos, mas entendo a falta de sono e a ansiedade.

— Depois disso só quero ver a Gi. Eu não aguento de saudade da minha pequena — diz de forma carinhosa, é lindo o sorriso apaixonado dele.

— Ela vai te dar mais um fora — Vitor provoca rindo.

A Resistência | Contra o Tempo (Livro 2)Leia esta história GRATUITAMENTE!