Capítulo Sessenta e Seis

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Ontem o Wattpad não deixou, mas hoje o capítulo está aqui! Boa leitura! =D

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Fernando gemeu enquanto batia as malditas claras em neve à mão, e tudo porque não tinha uma froga de batedeira na casa da irmã. Poderia buscar a sua, claro, mas por Deus que não subiria mais escadas àquela hora. Estava frio e, para piorar, começara a chuviscar.

Já bastavam as duas vezes em que ficou indo de lá para cá.

Depois de descer junto com Marco, largar a latinha de salmão defumado em cima da mesa de Elisa e lhe oferecer alguns pedaços de blondie no lugar do bolo de laranja, ele havia voltado ao andar de cima por dois motivos. O primeiro deles foi que sua irmã resolveu que queria provar os blondies e salmão defumado com leite condensado. Porém, o dela havia acabado, então nada mais justo que ele pegar outro do seu estoque, afinal, tinha trazido todo o resto. Já o segundo motivo foi buscar geléia de morango, porque a criatura mudou de ideia no instante em que abriu a embalagem do leite condensado.

O resultado disso foi que, ao invés de apenas lhe fazer companhia até Marco voltar com o sorvete industrializado, Fernando precisou colocar a mão na consciência e, também, na massa. E tudo porque Elisa se recusou a comer o salmão defumado puro, ou mesmo com o blondie. Ela queria o maldito bolo de laranja.

Pensou que deveria deixar aquilo à cargo de Marco. Porém, quanto tempo levaria sua busca? E se ele não encontrasse nem sorvete, nem algum bolinho mequetrefe àquele horário?

Aliás, Marco não ia mais olhar se havia algum bolo, porque, assim como Fernando, pensava que Elisa se contentaria com o blondie.

Portaria. Sua mãe lhe comeria vivo se soubesse que permitiu que seus sobrinhos ou sobrinhas nascessem com cara de bolo. Claro que isso não aconteceria, mas se fizesse as contas, seriam muitos meses de acusações por sua falta. Ora, a quem ele queria enganar? Sua irmã e sua mãe não esqueceriam aquilo nunca!

Viu-se na formatura da faculdade dos gêmeos a ouvir comentários sobre a noite em que não foi um bom tio e estremeceu enquanto acrescentava as claras à mistura do bolo. Então, pensou no veneno que Marco fora buscar lá do outro lado da cidade e decidiu que, na sua próxima folga, deixaria potes e mais potes de sorvete pronto, sem gordura vegetal e sem corantes industriais. E também teria uma de suas batedeiras mais velhas na cozinha da irmã, para emergências.

Abriu o forno do fogão de quatro bocas e fez um careta, lamentando o fato de que o seu era maior e aquecia por completo. A forma que havia dentro, ao menos, era das suas, deixada ali com o bolo anterior.

– Você precisa trocar de fogão, Elisa.

Aquela não era a primeira vez que reclamava daquilo. No entanto, a resposta que recebeu foi diferente:

– O do Marco é maior, e novo. E ele tem um forno elétrico.

Ao ouvir aquilo, Fernando a olhou.

– Como estão em relação à busca de um lugar maior?

Ela observava William, que se deitara em cima do armário aéreo ao lado da geladeira, outro de seus lugares favoritos.

– Estamos vendo um espaço para nós quatro, mas nada me agradou até agora.

– Para vocês cinco – Fernando brincou, e ela torceu o nariz.

– É, para nós cinco.

Sua concordância sem brigas o surpreendeu.

– Quer dizer que você vai aceitar o William? Não vai mais tentar empurrá-lo para mim ou para a nossa mãe?

Elisa deu de ombros.

Meu Adorável AdvogadoWhere stories live. Discover now