Capítulo 6 (Parte III) - Eva

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Oi, amorecos!

Fiz um desafio para algumas leitoras, mas como não havia informado no capítulo, acabou que não conseguiram cumprir todas as regras. Adorei a participação e dedicação de vcs e por isso decidi adiantar o capítulo de amanhã. O que acham de fazermos isso mais vezes? Se toparem, faço um no próximo capítulo. 

Tenho que lembrá-los outra vez: fiquem atentos aos detalhes! Então deliciem-se com nosso Futuro Duque!

^^

ps.: Quero muitos comentários para saber o que vocês acham e mostrarem o quanto estão felizes pela chegada dele. Vai que vem mais em breve? ps.2: Nunca mais avisei isso, mas meu wattpad raramente consegue responder algum comentário, mas isso não me impede de me deliciar com o que vocês escrevem aqui. Leio tudo! 

<3

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A linha da vida de uma pessoa são aglomerados de acontecimentos um minuto após o outro, sem intervalo de tempo, páginas em branco ou pausas em capítulos, afinal, não importa o que aconteça, a vida simplesmente continua, segue em frente, palavras são ditas, e as verdades sempre surgem, quer você queira ou não, nada vai simplesmente parar para que faça uma pausa ou apenas para recuperar a porra do fôlego.

E era assim que me sentia, atropelada por um trem desencarrilhado, com medo do minuto seguinte, temendo que minha mentira fosse descoberta e qualquer chance de felicidade que eu pudesse ter me fosse tirada como todo o resto fora. Mas o que eu poderia dizer que tive além de mim mesma?

Quando eu era pequena, meu pai costumava sempre repetir uma frase de Maquiavel: Todos veem o que você parece ser, mas poucos sabem o que você realmente é. A verdade é que sempre fui uma garota sozinha, sem o carinho e amor dos pais, sem amigos, nem ninguém. E na única vez que me senti importante para alguém, acabei sendo magoada por ele, tendo meu coração quebrado e me tornei o oposto do que eu realmente era, apenas em uma tentativa desesperada de vingança e mendigancia de afeto e atenção que jamais tive.

Talvez se minha mãe ou pai tivessem me criado verdadeiramente e não tivessem deixado-me a mercê dos cuidados dos empregados ao invés disso e demonstrassem acreditar, ao menos uma única vez, que eu não era apenas um estorvo e mais tarde a única chance de tirar a família da lama, tudo poderia ser diferente. Eu não estaria ali agora, a espera do resultado de um teste que poderia mudar a minha vida.

E é por isso que a situação era tão nociva, como um grande tanque de areia movediça que vai me afundando cada vez mais, até eu estar completamente submersa. Não podia continuar mentindo. Simplesmente não podia.

— Senhora Caravaggio? A senhora tem visitas. — uma das antigas empregadas da casa informou com um leve toque na porta do lavabo.

— Já estou indo. — gritei através da porta fechada e por um segundo ou dois ponderei se esperaria por aquele resultado ou simplesmente veria logo quem era ou o que queria. Optei pela segunda opção.

Ajeitando o vestido levemente folgado na região da cintura, fixei os olhos no local, desejando tanto não me sentir daquele jeito, porque independente de qualquer coisa, estando com Taddeo ou não, se estivesse grávida jamais me sentiria tão sozinha outra vez.

Eu tinha que estar grávida... Eu precisava estar...

— Só vou dispensar quem quer que seja e vou verificar o resultado. — eu disse para ninguém em particular, antes de respirar fundo e sair do lavabo do primeiro andar.

Uma Mentira Quase Nobre - Completo até 08/11Onde as histórias ganham vida. Descobre agora