Capítulo Trinta e Três

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Castiel Almeida

Olho para a mulher a minha frente e minha vontade é de rir. Quero rir do destino sacana que vem trazendo todos os meus fantasmas a tona. Primeiro vem o homem que é responsável pela minha existência e me abandonou ainda criança. Segundo, aparece o traste do homem que me engravidou e me descartou com lixo. E agora, essa mulher vem aqui, como se ainda pudesse exigir algo de mim.

- O que você está fazendo aqui, Glória? - Repito a pergunta e mantenho minha expressão séria.

- Eu ainda sou sua mãe, Castiel. Você me deve respeito. - Ela me responde e isso me faz rir. Sim, eu solto uma risada nesse momento, mas não há nenhum pingo de humor nela.

- Você quer respeito? - Pergunto, mas não espero por uma resposta sua e me aproximo dela. - Quando queremos respeito, primeiro respeitamos o nosso próximo e você jamais fez isso. E sobre ser minha mãe, eu já disse e repito... você não é minha mãe. - Falo e nem importo que minhas palavras saiam cortantes e sem qualquer pingo de compaixão.

Glória me olha por um tempo, mas não diz nada e aproveito isso para continuar falando.

- Minha mãe se chama Clarisse, foi ela quem me deu suporte quando você me expulsou de casa com um filho na barriga. Eu devo ser uma pessoa muito ruim mesmo, sabia? Já que nunca tive um pai e uma mãe de verdade, pelo menos não os que deveriam ter esse papel na minha vida. - Falo com amargura, e tento me manter o mais firme possível.

- Eu me arrependo por isso, tudo bem? E você está muito bem pelo que estou vendo. - Ela diz e aponta com a cabeça em direção à Adrian e faz um gesto para a casa.

Olho para ela incrédulo e só então começo a entender o porquê dela estar aqui.

- É dinheiro, não é? Tenho certeza que Vitória te falou alguma coisa e você veio correndo atrás de algo. - Olho para ela, que me fita agora ofendida.

- Como pode pensar uma coisa dessas de mim? Eu nunca precisei do dinheiro de ninguém e se estou aqui é porque quero me reaproximar de você. - Ela diz me olhando fixamente, mas eu não acredito em nenhuma das suas palavras.

- Só que eu não acredito em você. Teve quase três anos para poder se reaproximar de mim, na verdade, você nem deveria ter me deixado ir. - Falo com raiva.

- Pelo menos o pai do seu filho assumiu a responsabilidade. - Seus olhos vão em direção à Adrian, que continua no mesmo lugar desde que chegamos.

Dou alguns passos para trás e fico ao lado de Adrian novamente, entrelaçando nossas mãos. Vejo que ele está apreensivo com toda essa situação e sorrio um pouco para ela, mostrando que está tudo bem... que eu estou bem.

- Adrian é sim o pai do meu filho, mas ele não é o homem que me engravidou e ainda me pediu para descartar meu filho. - Falo sério, olhando para ela e vejo a surpresa em seus olhos. - Esse homem, é ou era o namorado de Vitória, que ficava com nós dois na época, mas eu nunca imaginei isso. Creio que você deve o conhecer e pelo que sei de você, deve o tratar como um verdadeiro rei, não é mesmo? - Pergunto com ironia.

- Isso não pode ser possível, Alan é bom rapaz... ele jamais faria isso. - Ela diz e respiro fundo para não explodir e antes que eu possa falar algo, Adrian toma a frente.

- Mas sim, ele fez isso e ele tem sorte de eu não ter acabado com ele na última vez que nos vimos. - Ele diz sério e olha fixamente para a mulher a poucos metros de nós. - Olha, eu não conheço a senhora e nem sei se quero, pois uma mãe que abandona um filho como você fez, não deve ser uma boa pessoa. Só que eu aviso uma coisa, eu não vou deixar ninguém fazer mal a Castiel ou ao meu filho, pois eles são tudo de mais importante que eu tenho na vida e faço de tudo para os proteger. Então, eu espero mesmo que a senhora não esteja armando nada contra ele, pois as consequências disso não serão nada boas. - Ele diz em tom de aviso e me sinto protegido pelas suas palavras e atitude.

Cowboy Indomável (Mpreg) - Duologia "Indomável" - Livro 02Onde as histórias ganham vida. Descobre agora