Capítulo 14

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Capítulo curtinho apenas pra encerrar o capítulo anterior.
...

Samantha e Bernardo estavam à mesa para a refeição e Sophia se juntou a eles na hora exata em que os pratos foram servidos.

Samantha ficou ao lado da criança para ajudá-la a comer tudo educadamente. Sophia estava completamente à vontade com a mulher e a obedecia quase sem questionar, e quando questionava, Samantha a persuadia a fazer o que era seu dever.

Bernardo observava a mulher do outro lado da mesa e era como se finalmente a visse de verdade. Ela tinha cabelos negros encaracolados, pele clara, olhos que pareciam dois topásios derretidos, ela era grande, quase da altura dele, possuía curvas exuberantes, seios fartos, um quadril avantajado, bochechas naturalmente rosadas e um sorriso que a fazia parecer um anjo.

Ela era linda.

Perfeita.

E ele era um idiota por não ter visto antes o que estava embaixo de seu nariz.

Mas estava claro que aquela mulher mexia com ele de uma forma que ele não sabia explicar. Isso ficava evidente nas atitudes que ele tomava quando estava perto dela.

Ele perdia qualquer filtro que tivesse entre seus pensamentos e sua boca, mas mesmo assim adorava conversar com ela. Samantha o deixava tão a vontade que, falar sobre o que quer que passasse em sua mente, se tornava algo tão natural quanto respirar.

A companhia dela o alegrava, a mera presença dela no mesmo ambiente o fazia sorrir, mas o principal motivo que o fez ter certeza de que aquela mulher mexia com ele era o ciúme que vinha sentindo.

Ele tentou ignorar o ciume da noite anterior, quando ela flertou com outro homem no baile, mas o ciume que sentiu ao vê-la com uma rosa na mão, sorrindo e parecendo apaixonada o deixou com uma sensação de perda gigante dentro do peito. Outro homem tinha dado aquela rosa e esse mesmo homem era o motivo do sorriso dela. E ele não gostou nada daquilo. Tanto que quando descobriu que a flor tinha sido dada por seu empregado o alívio em seu peito foi gritante. Não havia outro homem, além dele.

Sabia que tinha disfarçado a verdade ao dizer que não queria ela dividida entre um marido e um baronato, mas a verdade é que não queria vê-la casada com outro homem.

E pensar que passou tanto tempo sem notar a mulher extraordinária que ela era. Não conseguia entender porque não a enxergava antes, estando ela tão presente na vida dele e da sua filha, mas se lembrava do momento exato que a notou.

Havia sido quando ela o acusou se não se importar com a filha no aniversário dela. Ela parecia uma leoa ameaçando qualquer pessoa que pudesse causar dor em sua cria. Ela defendia aquela criança com unhas e dentes, ainda que soubesse que nem mesmo era dela.

Que outra mulher trataria uma filha que não lhe pertencia com tamanho esmero? Que outra mulher amaria mais Sophia do que Samantha. Era nítido que Samantha amava a criança. Ele podia notar o sentimento emanando da mulher toda vez que ela olhava, tocava, falava com sua filha.

Ela seria a mãe perfeita para Sophia, mas não apenas isso, ela seria a mulher perfeita para ele.

Quem mais o deixaria tão a vontade? Quem mais o faria sorrir com a intensidade que ultimamente vinha sorrindo? Quem despertaria o ciúme que ele nem sabia que existia dentro de si?

Tinha que ser ela.

Novamente não mediu as palavras, apenas queria que ela soubesse o que tinha acabado de decidir.

— Não quero a temporada. Já achei a mulher perfeita para mim. — Bernardo anunciou convicto e viu Samantha levar a taça de vinho aos lábios. Ela parecia surpresa e até... Decepcionada. Então ele sorriu e não hesitou em dizer: — Você. Quero que você seja a minha esposa.

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